Justiça levanta novas suspeitas sobre Hytalo Santos após prisão

Justiça levanta novas suspeitas sobre Hytalo Santos depois de prisão

A prisão preventiva do influenciador digital Hytalo Santos, determinada nesta sexta-feira (15) pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), ganhou novos contornos com a divulgação da decisão judicial. O magistrado apontou que existem fortes indícios de envolvimento do acusado em crimes graves contra crianças e adolescentes que viviam sob sua tutela.

O documento destaca que as provas reunidas até o momento, tanto por meio de inquérito policial quanto de depoimentos de testemunhas, apontam para a materialidade de crimes que podem incluir tráfico humano e exploração de vulneráveis. O juiz ressaltou que as medidas são necessárias para impedir que novas ações ilícitas sejam cometidas e para garantir a proteção das vítimas.

Medida “imprescindível” para proteger investigação

De acordo com a decisão, a prisão de Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, é considerada uma medida imprescindível para assegurar a integridade da instrução processual. A Justiça afirma que houve tentativas do casal de coagir testemunhas, o que poderia inviabilizar a apuração dos fatos e comprometer o resultado do processo.

O magistrado pontuou que, diante de tais circunstâncias, manter os acusados em liberdade colocaria em risco não apenas as provas já coletadas, mas também a segurança das vítimas e de outras pessoas envolvidas. Segundo ele, preservar o andamento regular da investigação é prioridade absoluta.

Tentativa frustrada de busca e apreensão

O documento judicial também menciona a busca e apreensão frustrada ocorrida na última quarta-feira (13). Quando os investigadores chegaram à residência de Hytalo Santos e de seu companheiro, localizada em um condomínio de luxo no bairro Portal do Sol, em João Pessoa, encontraram o imóvel vazio. Indícios apontam que o casal deixou o local às pressas, levando consigo itens que poderiam ser cruciais para a investigação.

Segundo o relatório, a equipe notou sinais de retirada de documentos, ocultação de aparelhos eletrônicos e até destruição de materiais que poderiam servir como prova. Para o juiz, essa conduta reforça a necessidade de medidas extremas para garantir a regularidade do processo e evitar que evidências desapareçam.

Risco à ordem pública e às vítimas

Outro ponto abordado na decisão é o risco à ordem pública. O magistrado argumentou que, pela gravidade das acusações e pelo perfil dos investigados, a manutenção da prisão é a única forma de impedir que mais vítimas sejam prejudicadas. As crianças e adolescentes que viviam com Hytalo Santos foram retirados de sua casa e encaminhados para acompanhamento especializado.

O juiz também mencionou que o caso requer atenção especial por envolver menores de idade em situação de vulnerabilidade, o que demanda agilidade e rigor na condução do processo judicial.

Investigação em andamento

A Polícia Civil da Paraíba continua a apuração para esclarecer todos os detalhes sobre as atividades de Hytalo Santos e seu companheiro. A expectativa é que novas testemunhas sejam ouvidas nos próximos dias e que o material apreendido, até agora, seja analisado pelos peritos.

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, especialmente porque o influenciador tinha uma imagem pública associada a ações sociais e filantrópicas. A defesa de Hytalo Santos afirmou que vai recorrer da decisão e nega qualquer prática criminosa por parte do casal.

Enquanto isso, o juiz reforça que sua decisão não é definitiva, mas necessária para que a investigação prossiga sem interferências. “A integridade das provas e a segurança das vítimas são prioridade. Não podemos permitir que a verdade seja distorcida ou comprometida por ações externas”, concluiu.

Com o avanço das investigações, o Tribunal de Justiça da Paraíba deve decidir se a prisão preventiva será mantida até o julgamento ou se haverá alguma alteração nas medidas cautelares. Até lá, Hytalo Santos e seu companheiro permanecem à disposição da Justiça.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução Redes Sociais