Um caso de violência brutal chocou moradores de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Uma jovem de 22 anos, identificada como Maria Kauane Domingos da Silva, foi assassinada dentro de sua própria casa após o namorado contratar um matador de aluguel para executar o crime. O motivo relatado pelo mandante revoltou a opinião pública.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, que já está preso, teria pago R$ 10 mil ao executor para matar a namorada. Ele alegou que não aceitava o fato de Maria Kauane manter relacionamentos extraconjugais e trabalhar como garota de programa. A versão apresentada por ele, segundo investigadores, revela um suposto “sentimento de vingança”, mas não ameniza a gravidade do crime premeditado.
O assassinato ocorreu no dia 9 de agosto, na Avenida Santana, em Mongaguá. Maria Kauane foi atingida por um tiro na cabeça enquanto estava em casa. Equipes do Samu prestaram socorro e a encaminharam ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, mas ela não resistiu e faleceu no dia seguinte, em 10 de agosto.
O autor dos disparos foi identificado como Domingos da Silva, de 18 anos, que estava foragido desde o crime. Segundo as investigações, ele teria recebido o dinheiro prometido pelo namorado da vítima, valor que teria sido pago parcialmente antes do homicídio.
Após diligências, policiais localizaram e prenderam o jovem na manhã desta quarta-feira (27). Contra ele, já havia um mandado de prisão expedido pela Justiça. Na delegacia, o suspeito não negou a participação, mas alegou que apenas cumpriu o pedido do contratante.
O delegado responsável pelo caso destacou que tanto o mandante quanto o matador de aluguel responderão por homicídio qualificado, crime que prevê penas mais severas pela motivação torpe e pela execução mediante pagamento.
O caso repercutiu fortemente nas redes sociais e em grupos da comunidade local. Amigos e familiares de Maria Kauane se manifestaram, ressaltando que, apesar da vida pessoal da jovem, nada justificaria a violência e a crueldade. Muitos internautas destacaram que se trata de mais um episódio de feminicídio no Brasil, crime que permanece em índices alarmantes em todo o país.
A Defensoria Pública e grupos de direitos das mulheres reforçaram que o episódio precisa servir de alerta para situações de relacionamento abusivo, onde o controle e o ciúme extremo podem resultar em tragédias.
O que acontece agora
O processo criminal seguirá na Justiça, e tanto o namorado de Maria Kauane quanto o executor devem permanecer presos preventivamente até o julgamento. A polícia ainda investiga se houve a participação de outras pessoas no planejamento do homicídio.
Da Redação com informações Bacci Notícias
Foto: Reprodução PMSP/ Redes Sociais
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