Feira de Santana: Comerciantes protestam e pedem intervenção da prefeitura para solucionar situação do Shopping Popular

Uma história continua repercutindo neste sábado (24). Na última sexta-feira (23), uma comissão formada por permissionários do Shopping Popular Cidade das Compras, em Feira de Santana, se reuniu para protestar mais uma vez contra as taxas e o aluguel cobradas pelo consórcio que administra o empreendimento. Além disso, os comerciantes pedem que a prefeitura interfira para buscar soluções para os problemas enfrentados por eles.

Eles rebateram as afirmações dadas pelo empresário e administrador do consórcio Elias Tergilene, o qual em entrevistas de rádio afirmou que o local se tornou ‘palco político’, que os comerciantes não sabem dialogar e querem os boxes de graça.

A comerciante Elizabeth Araújo afirmou que a situação no local é complicada, e os comerciantes estão sempre pautando sobre os valores das taxas e do aluguel, que consideram caras.

“Ele compara o Feiraguay com o Shopping Popular. Não existe comparação com o Feiraguay, que tem mais de 20 anos de mercado, com a realidade que a gente vive aqui hoje, que é uma situação complicada. A gente sempre está pautando que os valores são injustos e o aluguel é caríssimo. Queremos pagar aqui dentro o que compete a nós pagarmos. Não queremos que a prefeitura dê pra gente isso aqui de graça, a gente entende que tem o custo, têm os operários da limpeza, que precisam receber. O que a gente pede pra negociar são os valores do aluguel e os valores das taxas.”

Ela mostrou ainda um boleto de um dos boxes, que está atrasado, e o permissionário corre o risco de ser despejado.

“A gente tem em nossas mãos os boletos verdadeiros de tudo que a gente paga. R$ 457 reais para um box três metros quadrados, essa é a taxa de condomínio e o aluguel de pessoas que já estão pagando desde o mês de janeiro. Essa pessoa está há três meses sem pagar o boleto, com ameaça de ter o box tomado.”

Outra comerciante, Eli Assunção, disse que o protesto é sobre valores abusivos e não há política nisso, como o empresário Elias Tergilene afirma.

“Ele diz que os nossos protestos são políticos, mas não existe política nisso. A gente protesta é sobre os valores abusivos. Era pra ser R$ 28 o metro quadrado e não R$ 40 e isso a prefeitura não cumpriu. Em relação a ele falar que todos estão vendendo, isso é mentira. Ele tem que passar o dia todo aqui sentado pra ver se alguém está vendendo. Ninguém vende nada. A gente só quer sentar com o prefeito pra resolver nossa situação”, destacou ela.

Da redação do Acontece na Bahia

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