Deputado Jorge Solla comemora aprovação na Câmara dos Deputados de projeto que fortalece o SUS e agiliza compra de hemoderivados

A Hemobrás está no centro de uma importante decisão aprovada pela Câmara dos Deputados que promete fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais. O plenário aprovou o Projeto de Lei 424/2015, que dispensa a realização de licitação para a aquisição de hemoderivados produzidos pela empresa pública brasileira.

A medida foi comemorada pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA), autor da proposta, que classificou a aprovação como uma vitória histórica para a saúde pública nacional. Segundo ele, a iniciativa reduz entraves burocráticos e garante mais agilidade no fornecimento de produtos fundamentais para o tratamento de milhares de pacientes atendidos pelo SUS.

Projeto fortalece papel estratégico da Hemobrás

A Hemobrás é atualmente a única empresa pública brasileira responsável pela produção de hemoderivados, medicamentos obtidos a partir do plasma humano utilizados em tratamentos de diversas doenças graves, incluindo imunodeficiências, hemofilia e outras condições que exigem reposição de proteínas sanguíneas.

Para Jorge Solla, exigir processos licitatórios para a compra desses produtos não fazia sentido, uma vez que a própria empresa pertence ao Estado brasileiro e tem como missão atender às necessidades do sistema público de saúde.

“O sangue do povo brasileiro não pode ser tratado como mercadoria. Estamos fortalecendo uma estrutura pública que salva vidas todos os dias”, destacou o parlamentar em manifestação publicada nas redes sociais.

O que muda com a aprovação da proposta

Com a aprovação do projeto, o SUS poderá adquirir hemoderivados produzidos pela Hemobrás de forma mais rápida, sem a necessidade de etapas burocráticas que frequentemente atrasavam processos de compra.

Especialistas avaliam que a medida pode trazer benefícios importantes para pacientes que dependem continuamente desses medicamentos, reduzindo riscos de desabastecimento e aumentando a eficiência da gestão pública.

Além disso, a proposta reforça a política de fortalecimento da indústria nacional da saúde, diminuindo a dependência de fornecedores estrangeiros e ampliando a capacidade de produção dentro do próprio país.

Constituição proíbe comercialização do sangue

Outro ponto destacado durante a discussão do projeto é que a Constituição Federal proíbe expressamente qualquer forma de comercialização do sangue humano e de seus componentes.

Por esse motivo, defensores da proposta argumentam que a atuação da Hemobrás está alinhada aos princípios constitucionais, já que a empresa opera com foco no interesse público e não na obtenção de lucro privado.

A produção de hemoderivados é considerada estratégica para garantir autonomia ao Brasil em uma área sensível da saúde pública, especialmente em períodos de crise sanitária ou aumento da demanda por medicamentos derivados do plasma.

SUS e soberania nacional são destacados

Durante a defesa do projeto, Jorge Solla também ressaltou a importância de fortalecer o SUS e ampliar a soberania nacional na área da saúde.

Segundo o deputado, a aprovação representa mais um passo na consolidação de uma política pública capaz de garantir acesso universal aos tratamentos necessários para a população brasileira.

A expectativa agora é que a nova legislação contribua para acelerar processos administrativos, ampliar a eficiência do sistema e consolidar a Hemobrás como peça fundamental na produção de medicamentos essenciais para milhões de brasileiros.

Com a aprovação na Câmara, a proposta reforça o papel da empresa pública no atendimento às demandas do SUS e amplia o debate sobre a importância dos investimentos em saúde pública, pesquisa e produção nacional de insumos estratégicos para o país.

Foto e Fonte: @depjorgesolla