Justiça condena filhos de Flordelis pela morte do pastor Anderson do Carmo

 A Justiça condenou dois filhos da ex-deputada federal Flordelis, juntos, a mais de 35 anos de prisão. Os filhos de Flordelis respondiam pela morte do pastor Anderson do Carmo, que ocorreu em junho de 2019.

O julgamento, que foi presidido pela juíza Nearis dos Santos Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, aconteceu nessa terça-feira (23), no Fórum da cidade. A sessão teve início na tarde dessa terça-feira, e a sentença foi proferida por volta das 5h45 desta quarta-feira (24).

Flávio dos Santos Rodrigues, que estava sendo acusado de atirar no pastor Anderson, foi condenado pela Justiça a 33 anos e dois meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma, uso de documento ilegal e associação criminosa armada.

Lucas Cézar dos Santos Souza, que era acusado de ser o comprador da arma que foi utilizada no assassinato, foi condenado pela Justiça a sete anos e meio de prisão por homicídio triplamente qualificado. Por ter colaborado com as investigações, a pena de Lucas foi reduzida.

No total, oito pessoas prestaram depoimento, e os réus foram interrogados em 15 horas de julgamento. Durante seu interrogatório na noite de terça-feira, Lucas afirmou que Flávio desejava acabar com o sofrimento da mãe, segundo informou o portal G1. Lucas ainda revelou que Flávio teria contado sobre a sua intenção cerca de um mês antes do crime.

Nesta conversa, Flávio teria falado que a mãe estaria sofrendo por causa de “trâmites” do pastor Anderson do Carmo em Brasília. Lucas disse no interrogatório que não sabia que a pistola Bersa 9 milímetros, que havia comprado, seria usada para matar o pastor Anderson.

O pastor Anderson do Carmo foi morto a tiros em 2019. A ex-deputada Flordelis é acusada pela Justiça de ser a mandante do assassinato. Flordelis foi presa um dia após ter perdido o mandato parlamentar na Câmara dos Deputados e ter sido expulsa do PSD, e segue em prisão desde o dia 13 de agosto. A ex-parlamentar está presa no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Luís Felipe Manvailer é condenado a quase 32 anos prisão pela morte da advogada Tatiane Spitzner

Uma notícia está gerando bastante repercussão pelo Brasil inteiro..Isso porque o biólogo Luís Felipe Manvailer foi condenado, nesta segunda-feira (10), a 31 anos, 9 meses e 18 dias de prisão pela morte da advogada Tatiane Spitzner. O crime ocorreu em julho de 2018, quando Tatiane foi atirada do quarto andar do prédio onde moravam, no município de Guarapuava, no Paraná.

O réu foi condenado por homicídio com quatro caracterização (meio cruel, motivo fútil, feminicídio e fraude processual). Além disso, o condenado ainda terá que pagar R$ 100 mil por danos morais à família da vítima. A sentença foi deferida pelo juiz Adriano Scussiatto Eyng, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Apesar de não ter confessado ter matado a advogada, Luis Felipe, pediu perdão à família de Tatiane, à sua própria família e também para todas as mulheres do Brasil, por ter batido na companheira.

De acordo com o portal R7, o julgamento de Manvailler iniciou-se na última terça-feira (4), e teve cerca de 65 horas de interrogatórios nos primeiros cinco dias. Foram ouvidas 13 testemunhas, moradores do mesmo prédio, vizinhos do casal e investigadores que estava acompanhando o caso, e mais três pessoas; o informante e dois assistentes técnicos que foram trazidos pela defesa do biólogo.

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Justiça decide que Flordelis e mais nove devem ir a júri popular pela morte do pastor Anderson

Nesta terça-feira (4), a juíza do 3º Tribunal do Júri de Niterói, Nearis Arce, decidiu mandar a deputada federal Flordelis dos Santos Souza e mais nove acusados a júri popular pela morte do pastor Anderson do Carmo, com 30 tiros, em junho de 2019. O ministério Público chegou a pedir, ainda, que os filhos não biológicos da parlamentar, Francisco da Silva e Lucas Cezar dos Santos de Souza, não fossem julgados, mas a magistrada entendeu que só o Lucas não deve ir a júri popular.

A deputada foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e organização criminosa majorada. Entretanto, sua prisão não foi pedida à justiça, porque a pastora possui imunidade parlamentar. Como deputada, ela só pode ser presa em flagrante por crime inafiançável.

Um dos depoimentos mais importantes é de Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica da deputada. Em janeiro, ela confessou ter jogado os celulares da mãe, do irmão Flávio e do pastor Anderson no mar após o crime. Revelações sobre casos extraconjugais, uso de remédio na comida para dopar Anderson e ódio entre os familiares marcam o processo.

Da Redação do Acontece na Bahia

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STF forma maioria e mantém decisão de parcialidade do Sergio Moro nas condenações de Lula

Nesta quinta-feira (22), o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria a favor da manutenção da decisão da Segunda Turma da Corte, segundo a qual o ex-juiz Sergio Moro agiu parcialmente no processo em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do triplex em Guarujá.

No entanto, em razão do pedido de mais tempo para analisar o processo de Marco Aurélio Mello, o julgamento foi suspenso até a próxima quarta-feira (28). Até o momento haviam sete votos pela manutenção da Segunda Turma, foram eles: Gilmar Mendes, Nunes Marques, Alexandre de Morais, Ricardo Lexandowski, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Em contraponto, foram dois votos pela revogação, um de Edson Fachin e o outro de Luís Roberto Barroso. Ainda faltam os votos de Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.

A decisão da Segunda Turma teve de ser apreciada pelo plenário, porque ao anular as condenações de Lula, em decisão individual no dia 8 de março, o ministro Edson Fachin entendeu que se a condenação estava anulada, era descabido um pedido da defesa de declaração da suspeição do ex-juiz.

Mesmo assim, em 23 de março, a Segunda Turma decidiu julgar o pedido e declarou Moro parcial, gerando conflito entre a decisão individual do ministro e a decisão da turma, e fazendo com que o caso fosse levado para decisão do plenário.

Com a manutenção pelo plenário da decisão da Segunda Turma, a suspeição de Moro fica mantida no processo do triplex. Assim, o caso precisará ser retomado da estaca zero pelos investigadores. As provas já colhidas serão anuladas e não poderão ser utilizadas em um eventual novo julgamento pela Justiça Federal do Distrito Federal, para onde o caso foi enviado.

Importante ressaltar que a decisão do plenário vale somente para o caso de Lula. Advogados de outros condenados pelo ex-juiz poderão, eventualmente, tentar derrubar as condenações dos clientes, mas terão de provar a parcialidade de Moro.

Da redação do Acontece na Bahia

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