Mulher desmaia em UPA de Campo Grande e caso gera revolta por superlotação e demora no atendimento

Uma mulher desmaiou enquanto aguardava atendimento em uma UPA de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, na tarde de terça-feira (26). O caso gerou forte repercussão nas redes sociais após vídeos mostrarem a paciente caída no chão da unidade de saúde em meio à superlotação e à demora no atendimento.

As imagens da mulher desmaiada na UPA de Campo Grande foram divulgadas pela página “Campo Grande Mil Grau” e rapidamente viralizaram, aumentando as críticas sobre a situação da saúde pública no município.

Vídeo mostra paciente caída no chão da unidade

Nas gravações compartilhadas nas redes sociais, a mulher aparece desacordada no chão da Unidade de Pronto Atendimento enquanto outras pessoas tentam ajudá-la.

Segundo testemunhas que estavam no local, a paciente ficou sem assistência imediata durante alguns minutos. Nas imagens, não é possível identificar médicos ou profissionais de saúde realizando os primeiros socorros.

Uma das pessoas presentes criticou a situação e afirmou que faltavam equipamentos básicos para socorrer a paciente.

“Não tiraram ela do chão porque não tinha uma cadeira de rodas para colocar a senhora. Isso é uma vergonha”, disse uma testemunha durante a gravação.

A cena provocou indignação entre moradores de Campo Grande e reacendeu discussões sobre a estrutura das UPAs e a superlotação nas unidades públicas de saúde.

Pacientes denunciam demora no atendimento

Além do caso da mulher que desmaiou na UPA de Campo Grande, outros pacientes relataram longas horas de espera e falta de assistência.

Um homem que aguardava atendimento afirmou que chegou à unidade antes das 10h da manhã e seguia sem atendimento após mais de cinco horas de espera.

Segundo ele, mesmo apresentando pressão arterial elevada, não recebeu prioridade.

“É um descaso para a população de Campo Grande. Sou hipertenso, minha pressão estava 20 por 12 e me disseram que não podiam fazer nada”, desabafou.

O relato aumentou ainda mais a revolta de pessoas que acompanhavam o caso pelas redes sociais.

Moradores relatam experiências semelhantes

Após a repercussão do vídeo, diversos moradores passaram a compartilhar experiências semelhantes envolvendo a mesma UPA de Campo Grande.

Uma mulher contou que precisou esperar cerca de oito horas para atendimento do filho recém-nascido.

“A situação dessa UPA é precária. Cheguei às 11h da manhã e só saí às 19h. Meu bebê tinha apenas 20 dias de vida”, escreveu nas redes sociais.

Outra internauta afirmou que sofreu uma crise renal intensa dentro da unidade e alegou falta de atendimento imediato.

“Eu estava rolando de dor e ninguém me atendia. Só fui socorrida depois que um parente chegou para assumir o plantão e me viu lá”, relatou.

Os depoimentos aumentaram a pressão por respostas das autoridades municipais sobre a situação da saúde pública na capital sul-mato-grossense.

Caso amplia debate sobre saúde pública e superlotação

A repercussão do caso da mulher que desmaiou na UPA de Campo Grande ampliou o debate sobre a superlotação nas unidades de pronto atendimento em diversas cidades brasileiras.

Especialistas em saúde pública apontam que filas extensas, falta de profissionais, estrutura insuficiente e aumento da demanda têm provocado situações recorrentes de demora no atendimento em UPAs e hospitais públicos.

Até o momento, a unidade de saúde e a Prefeitura de Campo Grande não haviam divulgado posicionamento oficial sobre o episódio registrado na terça-feira.

Fonte: Bacci Notícias

Foto: Reprodução/Redes sociais