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Jovens desenvolvem pulseira localizadora para neurodivergentes, neurodegenerativos e idosos

Muitos brasileiros enfrentam desafios que passam despercebidos pela sociedade. Os neurodivergentes, neurodegenerativos e idosos são exemplos de indivíduos que enfrentam obstáculos em seus cotidianos. Ao observar seus familiares e amigos que pertencem a esses grupos, as alunas do Centro Estadual de Educação Profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação de Lauro de Freitas, Ana Clara Cerqueira, Evelyn Rodrigues e Rayka Ravena, identificaram que um dos desafios é o monitoramento dessas pessoas pelos seus familiares. Por isso, elas desenvolveram, sob orientação do professor Anderson Reis, uma pulseira localizadora de baixo custo.

A estudante Evelyn revela que a ideia surgiu a partir de vivências pessoais dos integrantes do grupo. “Meu tio, por exemplo, tem Alzheimer e eu queria saber onde ele estava. Então, pensamos: a tecnologia está tão avançada, por que não usar para melhorar a vida dessas pessoas e promover a inclusão social? A partir disso, formulamos o protótipo. Fomos abraçando várias particularidades como criar um dispositivo de fácil manuseio, feito de materiais confortáveis para o usuário e à prova d’água”.

Segundo Ana Clara, elas aplicaram o conhecimento trabalhado em sala para desenvolver a tecnologia. “Aplicamos os conceitos aprendidos em aula, já que estamos cursando técnico de manutenção. Usamos materiais recicláveis, placas, baterias e chips, que nos permitiram estabelecer conexão com os satélites. Também criamos um aplicativo e implementamos o GeoC, que estabelece uma zona de segurança. Dessa forma, quando a pessoa ultrapassa esse limite, os familiares são notificados pelo aplicativo”.

O produto, que ainda está sendo finalizado, tem baixo custo de fabricação. “Com o coração ardente, fizemos esse projeto. Queremos ajudar as pessoas que não têm tanto poder econômico, que não tem condições de ter um relógio que já vem com essa função localizadora, como o smartwatch. Esses aparelhos são caros, por isso, fizemos um protótipo mais barato”, explica Ana Clara.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estreou no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail ascom@secti.ba.gov.br.

Foto: Gabriel Pinheiro/ Ascom Secti