Caso Henry Borel entra no sétimo dia de júri com depoimento de ex-babá e novas acusações

O Caso Henry Borel voltou ao centro das atenções neste domingo (31), com o início do sétimo dia de julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros. O júri, realizado no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, acompanha um dos casos criminais mais emblemáticos do país, envolvendo a morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.

A expectativa para a nova etapa do julgamento está concentrada no depoimento da ex-babá da criança, Thayná Ferreira. Considerada uma testemunha importante para o processo, ela trabalhou no apartamento onde Henry vivia e, segundo as investigações, teria alertado Monique Medeiros sobre supostas agressões praticadas pelo padrasto semanas antes da morte do menino.

Ex-babá pode reforçar linha investigativa

De acordo com os autos do processo, Thayná Ferreira enviou mensagens à mãe de Henry relatando situações que levantavam preocupação sobre a segurança da criança. Os investigadores consideram essas informações relevantes para compreender o contexto familiar e os acontecimentos que antecederam a morte do menino.

O depoimento da ex-funcionária é aguardado com atenção por acusação, defesa e familiares, já que pode esclarecer detalhes sobre a rotina da residência e possíveis sinais de violência observados antes da tragédia.

Irmão de Monique faz declaração durante o julgamento

O sexto dia do júri também foi marcado por um depoimento que chamou a atenção. Bryan Medeiros, irmão de Monique, afirmou perante o tribunal que integrantes da defesa de Jairinho teriam tentado influenciar sua mãe a fornecer uma versão favorável ao ex-vereador durante o processo.

A declaração gerou repercussão entre os presentes e acrescentou novos elementos ao julgamento, que já se estende por vários dias devido à complexidade do caso e ao grande número de testemunhas convocadas.

Réus respondem por crimes graves

No Caso Henry Borel, Dr. Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. Desde o início das investigações, a acusação sustenta que o menino foi vítima de agressões recorrentes antes de morrer.

A defesa dos réus, por outro lado, continua contestando parte das conclusões apresentadas pela acusação e busca demonstrar versões alternativas para os acontecimentos.

Laudos apontaram diversas lesões

Um dos pontos centrais do processo envolve os laudos periciais elaborados pelo Instituto Médico-Legal (IML). Os exames identificaram 23 lesões no corpo de Henry Borel, informação que teve peso significativo durante a investigação.

As conclusões periciais descartaram a hipótese de acidente doméstico inicialmente mencionada pelas defesas, fortalecendo a linha adotada pelo Ministério Público ao longo do processo.

Os documentos apontam sinais de violência compatíveis com agressões sofridas pela criança antes de sua morte, ocorrida em março de 2021.

Julgamento pode durar até dez dias

Presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, o julgamento segue mobilizando a opinião pública e atraindo grande atenção da imprensa nacional. A previsão é que os trabalhos se estendam por até dez dias, considerando a quantidade de testemunhas, provas técnicas e debates entre acusação e defesa.

Mais de quatro anos após a morte de Henry Borel, familiares da vítima aguardam o desfecho do processo, enquanto o tribunal continua ouvindo depoimentos considerados fundamentais para a definição do caso.

O Caso Henry Borel permanece como um dos julgamentos mais acompanhados do Brasil, reunindo forte repercussão social e jurídica, além de reacender discussões sobre proteção infantil, violência doméstica e responsabilização criminal.

Fonte: CNN

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