Cantor Netinho morre aos 60 anos após lutar contra câncer; relembre trajetória no axé music

O cantor Netinho, um dos principais nomes do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador, na Bahia. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático há mais de um ano. Conhecido nacionalmente por sucessos que marcaram o Carnaval brasileiro, ele construiu uma carreira de destaque na música baiana e conquistou fãs em diferentes gerações.

Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 12 de julho de 1966, Netinho se mudou com a família para Salvador aos 10 anos. Aos 14, ganhou o primeiro violão, presente da mãe, e começou a desenvolver sua relação com a música. Mesmo após ingressar no curso de Engenharia Civil da Universidade Católica do Salvador (Ucsal), aos 16 anos, continuou se apresentando até iniciar sua trajetória profissional em bares, com repertório de MPB e bossa nova.

Em 1988, o artista estreou como vocalista da Banda Beijo no Carnaval de Salvador e alcançou projeção nacional com a música “Beijo na Boca”. Depois, emplacou outros sucessos, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida É Festa”. Em 1996, já em carreira solo, lançou “Mila”, canção que se tornou um dos grandes símbolos do axé music e ajudou a consolidar seu nome entre os artistas mais populares do gênero. Netinho também levou sua música para outros países, com apresentações internacionais.

Ao longo da vida, o cantor enfrentou desafios de saúde que afetaram sua carreira. Em 2013, sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), que provocaram complicações e o afastaram do Carnaval de Salvador por quatro anos. Em março de 2025, anunciou o diagnóstico de câncer do sistema linfático após ser internado com fortes dores nas pernas. Durante o tratamento, compartilhou etapas da recuperação nas redes sociais, permitindo que os fãs acompanhassem sua luta contra a doença.

Além da música, Netinho atuou como empresário, investiu em estúdios de gravação e criou um selo para lançar novos artistas baianos. Entre 1997 e 2003, foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve a filha Bruna. Em 2010, falou publicamente sobre sua bissexualidade e, nas eleições de 2022, concorreu ao cargo de deputado federal pelo PL, sem conseguir se eleger. Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação sobre o velório e o sepultamento.

Fonte: G1

Foto: CEDOC/TV Bahia