“Bruno Reis foi covarde”, detonou Solla ao rebater o prefeito sobre saúde de Salvador

Em entrevista, o gestor acusou falecido secretário Carlos Trindade de entregar a gestão da atenção hospitalar do SUS em Salvador ao estado

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) rebateu o prefeito Bruno Reis sobre os dados da saúde em Salvador. Reis acusou o falecido secretário de saúde Carlos Trindade de entregar a gestão da atenção hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), em Salvador, ao estado.

“Nesse ‘tempo’ de carlismo, a prefeitura construiu apenas um hospital, reformou dois já existentes e implantou um hospital veterinário, que é importante para assistência aos animais, mas não atende pessoas, a exemplo do trabalho realizado pelo SUS”, apontou o deputado.

A fala do prefeito aconteceu durante entrevista ao BNews, quando foi questionado por jornalistas porque o município pouco investiu em hospitais na capital baiana, ao longo de quatro administrações – 16 anos – do grupo carlista à frente da prefeitura de Salvador.

“Para tentar justificar a falta de construção de hospitais municipais nas gestões carlistas, Bruno Reis foi covarde ao atacar alguém que já faleceu e não pode se defender”, disse Solla em defesa do ex-secretário Carlão, quadro do PT, que comandou a pasta da saúde municipal durante parte da administração do ex-prefeito João Henrique.

Com a propriedade de quem comandou a pasta estadual da saúde, Solla afirma que a responsabilidade da assistência hospitalar de média complexidade na capital continua com a prefeitura, mas compartilhada com o estado, que mantém 22 hospitais em Salvador.

“Carlão foi secretário de 2005 a 2008. Após sua saída, já com outro secretário municipal, o Ministério da Saúde passou a enviar os recursos federais diretamente aos estados para gestão dos próprios hospitais, sem triangular via fundos municipais de saúde”, explicou o deputado.

“Portanto, a afirmação de Bruno Reis é mentirosa. Ou o prefeito está querendo ficar com os recursos federais destinados aos hospitais estaduais em Salvador? Era só o que faltava! Um absurdo!”, condenou Solla.

O deputado também alfinetou que o prefeito deveria ser grato ao presidente Lula que, neste terceiro mandato, via Ministério da Saúde, enviou anualmente cerca de R$ 100 milhões a mais para que o Município fizesse a gestão da atenção hospitalar especializada.

Solla calcula que o repasse de recursos do teto da média e alta complexidades para o município de Salvador saltou de R$ 594 milhões, em 2022 (último ano do governo de Jair Bolsonaro), para R$ 704 milhões em 2026.

“Em vez de culpar o caos na saúde de Salvador em quem já morreu, Bruno Reis deveria se preocupar em viabilizar novos serviços hospitalares, resolver as filas de marcação de consultas e a falta de profissionais para atendimento. Se não fosse o governo do estado, o que seria dos pacientes de Salvador?”, concluiu.

Fonte e foto: Assessoria Deputado Jorge Solla (PT-BA)