Flávio Dino rebate novas acusações sobre uso de veículo oficial e aponta circulação de vídeos antigos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino utilizou suas redes sociais no domingo, 16/8, para rebater denúncias e esclarecer boatos acerca do suposto uso de carro oficial durante momento de lazer.

Em publicação na internet, o magistrado afirmou enfaticamente que “assassinos e criminosos em geral não respeitam locais de lazer e o horário de expediente normal dos servidores públicos”, ao rebater o ressurgimento de imagens que o associam incorretamente a irregularidades funcionais.

O episódio ocorre em meio a desdobramentos de investigações conduzidas pela Polícia Federal que apuram crimes de perseguição e vazamento de informações sigilosas ligadas a reportagens do jornalista Luís Pablo.

Na última terça-feira , 13/8, , medidas de busca e apreensão foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de estado apontado como fonte das publicações jornalísticas que questionavam a frota utilizada por Flávio Dino e seus familiares.

Esclarecimento sobre o registro e o veículo

Para comprovar a improcedência das acusações, Flávio Dino apresentou um print evidenciando que o registro em questão data de maio de 2023, período em que ele ainda não integrava a Suprema Corte, visto que sua posse ocorreu apenas em 2024. O ministro destacou que o automóvel exibido nas filmagens é de natureza particular, rechaçando a narrativa de emprego indevido de bens públicos.

Ainda em sua manifestação, Flávio Dino lamentou o impacto da circulação de conteúdos distorcidos. Segundo o magistrado, “a indústria criminosa de fake news e manipulações gera ainda mais ódio, com isso, mais ataques e, portanto, mais necessidades de segurança, em um ciclo sem fim”.

Enquanto entidades de imprensa e associações de jornalismo expressam forte preocupação com os desdobramentos judiciais envolvendo investigações de profissionais da mídia, o debate sobre os limites da exposição pública de autoridades e a apuração rigorosa de fatos segue em evidência nos cenários político e jurídico do país.

Fonte: Metrópoles

Foto: @BrenoEsaki/Metrópoles