“Viúva da Mega Sena”, presa por matar o marido, é considerada indigna para receber herança dele

Depois de ser condenada por participar da morte do marido, ela foi considerada indigna.

Adriana Ferreira Almeida, conhecida como “Viúva da Mega-Sena”, foi presa por ser considerada a mandante do assassinato de Renné Sena, ganhador da Mega-Sena em 2005, com R$52 milhões. O lavrador foi morto no dia 07 de janeiro de 2007 por dois homens encapuzados que o surpreendeu em um bar próximo a sua fazenda, no município de Rio Bonito, Rio de Janeiro.

A família da vítima apontou Adriana como a principal suspeita, já que Renné pretendia se separar dela e retirá-la do testamento. O lavrador sofria de diabetes e tinha amputado as duas pernas por complicações da doença.

A “Viúva da Mega-Sena” foi condenada em 2016 a 20 anos de prisão, mas fugiu e foi presa apenas em 2018 quando teve o esconderijo descoberto. Durante 15 anos ela brigou com a família para ter direito a sua parte na herança. Contudo, as investigações revelaram que o documento no qual deixava metade da fortuna para ela era fruto de uma manipulação. Juntando isso ao fato dela ter sido a mandante do crime, Adriana foi considerada indigna.

“Em razão da participação da ré no homicídio do genitor da autora, defende a sua exclusão da sucessão pela configuração de indignidade”, diz parte da decisão do juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, titular da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito.

 

Da Redação do Acontece  na Bahia

Categoria(s): Destaque.

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