‘Tudo o que quero’, diz mãe de jovem morta após fake news ao clamar por Justiça

A mãe de Jéssica Vitória Canedo, encontrada morta após ter seu nome associado a prints falsos de uma suposta conversa com Whindersson Nunes, compartilhou suas emoções durante a primeira entrevista após o ocorrido. Dona Inês, em entrevista à TV Paranaíba, afiliada da Record em Minas Gerais, expressou o desejo por Justiça e pediu que nenhuma outra mãe passe pelo que ela está enfrentando.

Dona Inês relembrou o desespero de sua filha diante dos ataques. “Ela chegava aqui chorando: ‘Mamãe, pede a eles para parar, porque eu não estou aguentando. Faz alguma coisa, mamãe’. O que eu podia fazer? Eu só gravei um vídeo pedindo a eles, pelo amor de Deus, que parassem. Se eles tivessem parado, capaz que a minha filha hoje estaria aqui”, disse ela. A mãe afirma que a filha não tinha redes sociais para proteger a própria saúde mental, acrescentando: “Foram no meu Instagram, tiraram print das fotos dela no meu Instagram. Mentiram que ela tinha caso com o moço, sendo que nem rede social ela tinha.”

A Polícia Civil vai apurar as circunstâncias da morte. “A Polícia Civil vai investigar se houve algum induzimento, instigação ou auxílio a esse suicídio”, disse um representante da polícia ao programa.

Jéssica Canedo foi vítima de notícias falsas que a apontavam como um affair de Whindersson Nunes. Supostas capturas de conversas entre Whindersson e Jéssica foram divulgadas por páginas de fofoca nas redes sociais, como a Choquei. Antes da morte de Jéssica, Whindersson comentou em uma das postagens, dizendo que estavam usando a imagem do perfil dela de forma equivocada.

A Polícia Civil de Minas Gerais disse que a morte ocorreu na sexta-feira, 22, e que o corpo foi encaminhado para exames. Whindersson lamentou o ocorrido e disse estar “muito triste” com a situação, conforme uma nota enviada por sua assessoria. A página Choquei afirmou que não cometeu nenhuma irregularidade, declarando: “Todas as publicações foram feitas com base em dados disponíveis no momento e em estrito cumprimento das atividades habituais decorrentes do exercício do direito à informação”.

Da redação do Acontece na Bahia