Travesti suplente de vereadora morre atropelada após suspeita de tentar assaltar uma mulher

Uma notícia está sendo destaque nesta terça-feira (30). A travesti suplente de vereadora de Juazeiro morreu em um assalto ontem, por volta das 17h30. Deíldo Neris Silva, de nome social “Débora Loven Stayne”, de 44 anos, ao tentar assaltar uma mulher, foi atropelada pelo tio da vítima que percebeu se tratar de arma falsa usada pela travesti.

A tentativa de assalto aconteceu em Barbalha, na Rua Coronel José Joca, localizada atrás da garagem da Prefeitura (Bairro Alto da Alegria). Débora tentou abordar uma mulher com uma arma para tentar roubar o celular. A vítima começou a gritar, quando o tio ( da vítima) que estava de carro, percebeu a tentativa e começou a buzinar. Ao apontar a arma para o carro, o tio percebeu que tratava-se de um simulacro (arma que não tem como atirar) e atropelou a vereadora, que morreu no local. O atropelador fugiu do local, mas deve se apresentar hoje, terça-feira, e responder em liberdade por homicídio doloso.

Débora, além de vereadora suplente de Juazeiro, já foi a presidente da UTC (União dos Travestis do Ceará). Residente de Juazeiro do Norte, na Avenida dos Universitários (Bairro José Geraldo da Cruz), Débora recebeu 9 votos durante as eleições do ano passado e ficou como suplente do partido. Ela já respondia por contravenção penal e já foi vítima de violência doméstica praticada por Miguel Menezes dos Santos, que não se tem informações do tipo de relação que tinham. Mas não é só isso. No dia 30 de julho de 2010 Débora já tinha sido lesionada com um facão pelo seu namorado, Francisco Ronilson da Silva, de 18 anos, o “Touron”, mas ela reagiu com um espeto de ferro e os dois saíram feridos.

Ainda no dia 27 de março daquele ano, ela fez uma denuncia na delegacia um suposto crime contra a saúde pública. De acordo com ela, o homossexual que conhecia apenas pelo nome de “Yara”, estaria disseminando propositadamente o vírus HIV em Juazeiro. Porém, a acusada negou ser soropositiva. E por fim, em maio de 2012 acusou a presidente de outra entidade homossexual de Juazeiro de desviar recursos federais quando enviou ofício à presidenta Dilma Rousseff. A ONG se defendeu negando e prestando contas à União.

Da Redação do Acontece na Bahia

 

 

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