Técnicos da EBDA são capacitados para identificar espécies de abelhas

Técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), que atuam na cadeia produtiva apícola da Bahia participam, até hoje (23), de um curso sobre Taxonomia de Abelhas (área das ciências biológicas responsável pela identificação e classificação dos organismos vivos). A capacitação, promovida pela EBDA, acontece no Centro de Treinamento da Empresa, em Itapuã.

As aulas são ministradas pela professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutora em Ciências Biológicas, Favízia Freitas de Oliveira, que traz para o curso as diversas espécies de “Abelha sem Ferrão” que ocorrem na Bahia (Tribo Meliponini). O curso tem como objetivo treinar a equipe técnica nos procedimentos de identificação das espécies de abelhas, com vista às ações que proporcionem a permanência desses animais no meio ambiente.

A professora comenta que o curso será proveitoso para os técnicos, visto que os estes conhecerão a identidade das principais espécies criadas, primeiro passo para a elaboração de novas técnicas de manejo e criação racional, já que cada espécie de abelha tem necessidades específicas, para sobrevivência e boa produção.

“Esta capacitação será, sem dúvida, um diferencial para alcançarmos o desenvolvimento sustentável, relacionado a esses insetos na Bahia, já que os treinandos serão agentes multiplicadores das técnicas adquiridas em sala de aula”, comenta Favízia Freitas. “Conhecer a identidade das abelhas criadas se constitui no primeiro passo para ações de conservação e uso sustentado desse importante grupo de animais polinizadores”, acrescenta Flavízia Oliveira.

Melipona, Plebeia, Scaptotrigona, Partamona, Nannotrigona, Cephalotrigona, Oxytrigona, Trigona, Scaura, Tetragonisca, Trigonisca e Tetragonisca são algumas das espécies dos gêneros de Meliponíneos, estudados durante a capacitação. O engenheiro agrônomo da EBDA, Paulo Carilo, comenta que o curso é importante do ponto de vista técnico e profissional. “A identificação das espécies é fundamental para o nosso trabalho; classificar cada uma delas, conhecer o bioma onde vivem, que tipo de mel elas produzem, entre outros aspectos, é enriquecedor para nossas ações”, comentou o técnico que complementou: “a intenção é não deixar esses insetos serem extintos, mas, sim, preservamos sempre”. 

Morfologia das abelhas e a bionomia (comportamento e ciclo de vida), caracteres que distinguem os principais gêneros e espécies que ocorrem na Bahia, métodos de coleta, métodos de preparação do material coletado para estudo cientifico e tombamento em coleções cientificas – como a montagem, etiquetagem e limpeza -, são alguns dos assuntos vistos nas aulas do curso.  

O técnico da EBDA, Welton Clarindo, comenta que o conhecimento adquirido no curso será imprescindível nas atividades de campo. “Hoje, conhecemos cada espécie de abelha sem ferrão e suas características; a partir disso, vamos estimular o manejo adequado e a criação sustentável das abelhas”, garante o técnico. 

Durante as aulas, os técnicos trabalham com materiais e equipamentos de laboratório, que auxiliam nos procedimentos de classificação e conhecimento. Coleções de referência, catálogos, chaves de identificação para famílias, gêneros e espécies de abelhas, microscópios estereoscópicos e pranchas com desenhos para estudo da morfologia, são materiais utilizados na capacitação.

Fonte: Ascom Seagri.

Categoria(s): Regional.

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