Mulher transplantada com o coração de Eloá perde a luta para a Covid-19 em SP

Uma triste notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta terça-feira (4).Augusta Anjos, conhecida por ter sido a mulher que recebeu o coração da jovem Eloá Pimentel, faleceu na madrugada desta terça-feira (4), em São Paulo, vítima de complicações decorrentes da Covid-19. Augusta estava internada em UTI de um hospital particular lutando contra o vírus, com o agravante de pertencer a grupo de risco. O diagnóstico positivo para a doença foi dado há cerca de um mês.

“Foram anos difíceis, cheios de batalhas e grandes vitórias”, comentou a sobrinha Jeanne Carlas, por meio das redes sociais. “Foi muito sofrimento pra ela, pro vovô, para vovó, para os irmãos, para todos os familiares, mas principalmente para a Augusta”, desabafou. Mas não é só isso… 

Por ter nascido com doença grave no coração e ter sido transplantada com o coração de Eloá, de 15 anos, que foi morta atingida por disparo de arma de fogo efetuado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em 2008, Augusta era pertencente do grupo de risco para a Covid-19.

“Ela viveu da melhor forma que podia e todos nós, unidos, ao longo desses 51 anos, proporcionamos os melhores momentos e as melhores coisas para ela, por ela e com ela. Desde um simples caribé até carregar pra uma consulta ou prover bens materiais e dinheiro para garantir seu sustento e alegria. Foram muitas noites sem dormir, muitas preocupações”, contou.

A sobrinha de Augusta contou que na segunda-feira à tarde foi informada pelo hospital que sua tia estava internada. “Hoje, chegou ao fim todo seu sofrimento, sem remédios, sem cirurgias, sem agulhas, sem máquinas, apenas a grandiosa face de Deus! Que a filha guerreira do seu Benedito e dona Matilde seja recebida por anjos, com muita música, alegria e abraços”, contou.

Da redação do Acontece na Bahia  

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Mulher transplantada com o coração de Eloá está internada em UTI por complicações da Covid-19

Uma notícia tem repercutido nas redes sociais nesta terça-feira (4). Augusta Anjos, a mulher que foi transplantada com o coração de Eloá Pimentel, está internada em decorrência de complicações trazidas pela Covid-19. A mulher que recebeu o diagnóstico positivo para a doença há cerca de um mês, segue internada em hospital particular de São Paulo.

Augusta se enquadra no perfil de pessoas que pertencem ao grupo de risco em razão de ter nascido com uma grave doença no coração e por ser transplantada com o coração da jovem Eloá, de 15 anos, que foi atingida por um tiro disparado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, em 2008, no episódio que ficou marcado como o maior sequestro já registrado pela Polícia Militar. O sequestro que aconteceu no interior de São Paulo durou cerca de quatro dias. Mas não é só isso…

De acordo com familiares, Augusta foi encaminhada a princípio para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas por conta da saturação estar muito baixa a mulher foi levada de imediato à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), logo que deu entrada no hospital privado. A família da mulher internada disse que conta com doações para arcar com os custos da internação.

Da redação do Acontece na Bahia

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17 dias após parto de emergência, jovem advogada morre sem conhecer a filha: “Ela teve uma melhora boa mas depois piorou bruscamente”

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta segunda-feira (3). Névele Menezes Lima Santana, de 37 anos e advogada, faleceu vítima do coronavírus 17 dias depois de passar por um parto de emergência e sem ver a própria filha. A advogada precisou ficar internada em Goiânia por 41 dias e de acordo com a irmã Aline Lima todos da família tiveram a Covid-19.

No dia 20 de março Névele que estava grávida de sete meses foi internada em hospital particular e o seu quadro clínico se agravou. No dia 13 de abril a equipe médica resolveu fazer um parto de emergência para tentar salvar o bebê. Névele veio a óbito nessa sexta-feira (30).

A advogada deixa o marido, o empresário Danilo de Castro Santana, a filha recém-nascida que está intubada e um filho de nove anos. A bebê segue internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal para ganhar peso e conta com o acompanhamento da família.

“A gente está muito abalado. O esposo dela não está em condições de falar. A gente está tentando retomar a rotina do filho mais velho, que tem síndrome de Down e era muito apegado a ela”, comentou a irmã.

A irmã de Névele, Aline Lima, disse que ela não tinha doenças preexistentes mas havia sentido febre e dificuldade para respirar quando contraiu a Covid-19. Informou ainda sobre a saturação do sangue de Névele que baixou e que ela precisou ser internada após procurar atendimento o que aconteceu no dia 20 de março.

“A doença evolui de forma diferente em cada pessoa. Quando ela piorou e os médicos nos ligaram, entendemos que era a hora de se despedir dela. Minha irmã era muito feliz e isso pegou todo mundo de surpresa”, contou. “Ela teve uma melhora boa depois de algum tempo na UTI. Porém, piorou bruscamente na semana que antecedeu a morte, de maneira que deixou os médicos sem entender o que estava acontecendo”, disse a irmã.

Névele que trabalhou na Procuradoria-Geral do Tocantins, recebeu homenagem do procurador-geral do estado, Nivair Vieira Borges, que lamentou a morte da advogada por meio de nota.”Neste momento de profunda tristeza, a Procuradoria-Geral do Estado externa solidariedade e conforto ao esposo, filhos, demais familiares e amigos”, lamentou o procurador-geral.

Névele também tinha registro profissional na Ordem dos Advogados de Tocantins (OAB-TO), que lamentou a morte prematura da advogada.”O amor faz eterno o legado de quem o pratica. É assim que todos iremos recordar da bondade deste coração que marcou a vida de todos que tiveram a oportunidade de compartilhar de sua presença”.

“Toda a advocacia tocantinense faz questão de ressaltar o orgulho que foi tê-la em seus quadros, especialmente aos seus filhos e ao seu esposo. Neste momento de dor imensurável, rogamos a Deus que console os corações de família, amigos e de todos que hoje choram a sua partida”, finaliza a nota emitida pala OAB-TO.

Da redação do Acontece na Bahia

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Aos 20 anos, grávida de 7 meses morre enquanto aguardava leito de UTI: “Fizemos de tudo”, diz médica

Uma notícia triste tem sido destaque nas redes sociais nesta segunda-feira (5). A jovem Mikaely Karoline Souza, de 20 anos, morreu vítima de covid-19 enquanto aguardava por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).Mikaely estava grávida de sete meses e aguardava há quatro dias pela transferência que não chegou a acontecer apesar de todo esforço dos profissionais envolvidos. Uma médica responsável pelos cuidados de Mikaely disse que o possível foi feito para tentar salvar a vida da jovem. O bebê também não resistiu. 

O estado de saúde de Mikaely  necessitava de internação em leito de UTI. Uma solicitação foi feita para o Hospital Regional que não tinha vagas. A secretaria de Saúde do município informou que houve solicitação de vagas em outras unidades de saúde até mesmo fora de Mato Grosso, mas sem sucesso. 

A Jovem necessitava além de uma UTI adulto, de uma UTI neonatal, mas não houve nenhuma vaga em aberto de acordo com a médica que preferiu não se identificar. 

“Havia uma vaga. Foi quando a paciente começou a ter uma desestabilização. Ficamos em cima dela por duas horas, mas não tínhamos força nem de pedir para parar [de tentar salvá-la]. Fizemos de tudo”, desabafou a profissional.  

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde a jovem estava internada não tinha estrutura suficiente para Mikaely e seu bebê. 

“Às vezes, vemos a família colocando pressão, dizendo: ‘Ele [o paciente] é o amor da minha vida’. Não deixamos, e não vemos a nossa família todos os dias. Enquanto eles têm um, temos 30, 40, 50 pacientes como um todo. Só nós sabemos o que estamos vivendo e vendo. Teve a crise do ano passado, e não se compara com o que estamos vivendo hoje”, lamentou a médica. 

De acordo com informações oficiais divulgadas nesse sábado (3), a fila de espera por leitos de UTI no estado é de 198 pessoas. Com o objetivo de conseguir uma vaga em leito de UTI, a família de Mikaely entrou com ação judicial para que a jovem pudesse ser atendida. Apesar de todo o empenho, a transferência não foi possível por falta de vaga disponível. 

Da Redação do Acontece na Bahia  

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