Polícia Federal deflagra operação contra tráfico de mulheres que envolve MC Mirella e Núbia Óliiver

Uma notícia estampou as manchetes dos principais portais de notícias nesta terça-feira (04). A operação Harém BR deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga o esquema de tráfico internacional de mulheres brasileiras, teve como desdobramentos suposto  envolvimento da funkeira MC Mirella e da modelo Núbia Óliiver nas investigações policiais. A funkeira seria uma suposta vítima do esquema criminoso quando ainda era menor. A atriz Núbia Óliiver é acusada de fazer parte da rede de prostituição internacional.

As investigações apontam que o esquema aliciava mulheres, e enviava suas fotos para diversos países como Estados Unidos, Paraguai, Bolívia, Catar e Austrália. De acordo com as informações, algumas mulheres eram menores.

Segundo as informações, a funkeira MC Mirella foi convocada para depor no domingo (2) na condição de vítima e testemunha contra o esquema ilegal. Os advogados da cantora disseram que “não existe qualquer investigação ou acusação contra Mirella” bem como “ela já contribuiu com seu testemunho”, afirmaram.

A rede internacional de prostituição teria como líder o empresário Rodrigo Cotait e de acordo com reportagem feita pelo Fantástico, Cotait fazia o aliciamento e tirava fotos de mulheres. O líder do esquema usava uma empresa de maquiagem que possuía para fazer a intermediação do esquema ilegal como foi apontado nas investigações.

De acordo com a reportagem houve um áudio em que Cotait afirma:“As meninas que viajam comigo vêm todas na minha casa. Só mando viajar produto de exportação que tem meu selo de qualidade. É o vídeo de acordo com o que eles [clientes] querem ver. Sem produção nenhuma.”

A atriz Núbia Óliiver é apontada nas investigações como ajudante do líder do esquema fazendo a seleção de mulheres. Na reportagem que foi ao ar foi divulgado um áudio em que aparece a voz de Núbia. “Te passei umas meninas aí para te ligarem. Essas eu sei que são do Rio [de Janeiro]”, disse Núbia em conversa com Cotait.“Você acha que R$ 10 mil a gente consegue cobrar? Aí a gente dá R$ 5 mil para ela e divide R$ 5 mil”, falou o acusado.

Na sequência a modelo pede que o empresário não faça referência a seu nome durante as negociações:“Só não usa meu nome, porque como a gente é mais conhecida, não gera fofoca, enfim”. Os advogados de Núbia não comentaram as acusações.

A operação policial prendeu oito pessoas suspeitas de participação no esquema ilegal de prostituição nessa terça-feira (27). Nove mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Rodrigo Cotait foi um dos presos e negou o envolvimento no crime.“Eu sou solteiro, então recebo muitas mulheres na minha casa. Não me considero um fora da lei ou bandido”, concluiu.

Da redação do Acontece na Bahia

 

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Polícia Federal faz buscas na Bahia para investigar grupo que enganava garotas e as transformavam em “mulheres da vida”

Nesta terça-feira (27), a Polícia Federal deflagrou uma operação batizada de “Harem BR”, para desarticular um grupo criminoso voltado ao tráfico de mulheres com fins de exploração sexual.

Segundo as investigações, uma rede de aliciadores, que age no Brasil e no exterior, teria enviado mulheres para cinco países diferentes. Há indícios de que até menores de 18 anos também foram envolvidas no esquema.

Agentes cumprem nove mandatos de busca e apreensão, e oito de prisão preventiva nas cidades de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador; São Paulo; Goiânia; Foz do Iguaçu, Venâncio Aires e Rondonópolis. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara da Justiça Federal em Sorocaba. Dois dos nove mandatos de busca foram cumpridos em Lauro de Freitas.

Os investigadores apontaram, ainda, que as outras ordens de prisão foram incluídas na Difusão Vermelha da Polícia Internacional (Interpol), diante da suspeita de que alguns investigados estejam fora do Brasil, mais precisamente no Estados Unidos, Espanha, Portugal e Austrália.

As investigações da “Harem BR” iniciaram-se em 2019, a partir de um desdobramento da operação “Nascostos”, que mirava um grupo de estelionatário que praticava fraudes pela internet, clonando cartões de crédito.

No inquérito da operação “Nascostos”, a Polícia Federal identificou que algumas das compras feitas pelos estelionatários com cartões clonados foram de passagens aéreas, as quais tiveram como destinatárias duas mulheres que viajaram para Doha, no Catar.

Elas foram identificadas como vítimas de exploração sexual, e, segundo os investigadores, “relataram cerceamentos de direitos a que foram submetidas nesse destino, bem como que receberam as passagens de um indivíduo que as agenciou para a prática dos atos de prostituição”.

De acordo com a PF, os crimes investigados são: favorecimento da prostituição, ou outra forma de exploração sexual, de criança, adolescente ou de vulnerável; tráfico de mulheres para fins de exploração sexual; falsidade material e/ou ideológica e uso de documento falso; favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual; e Rufianismo.

Da redação do Acontece na Bahia

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