Aos 66 anos, com 90% do pulmão comprometido, homem consegue vencer Covid: “Tinha certeza que esse milagre Deus me daria”

Um caso está tomando as redes sociais nesta segunda-feira (14). Isso porque um homem conseguiu o que parecia impossível.

As informações são do portal Diário do Nordeste. Fé, milagre e luta são algumas das palavras que a professora Ítala Mororó utiliza para resumir os meses de internação do marido, Jorge Pinheiro, de 66 anos, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por causa de complicações causadas pela Covid-19. Durante o período no hospital, ela ia visitá-lo todos os dias, levando consigo uma garrafinha de água benta, um terço e medalhinhas de Nossa Senhora para ajudar o marido a se recuperar através da fé.

“Ela enchia a cama de medalhinha de Nossa Senhora. Isso foi o que fez eu me levantar, embora a maioria do tempo eu não tivesse na minha consciência”

Foram mais de dois meses na UTI. Tudo começou após uma viagem do casal no fim de novembro do ano passado. Após retornarem, eles passaram a sentir os sintomas. Ítala logo se recuperou, mas o marido só piorava a cada dia. No dia 8 de dezembro de 2020, Jorge foi internado com mais de 90% dos pulmões comprometidos.

No início, os médicos utilizaram o capacete Elmo no tratamento, mas a terapia não teve sucesso. Ele precisou ser intubado, permanecendo nessa situação até fevereiro, quando recebeu alta. Durante esse período, precisou vencer, além da Covid-19, outras infecções, crises convulsivas e uma apneia, isto é, distúrbio que provoca a obstrução parcial ou total das vias respiratórias.

“Ela ia todos os dias. Ela me contou que um dia chegou e eu estava meio agitado. Ela viu aquilo e perguntou na UTI o que estava acontecendo. Ela disse que só viu os médicos se vestindo com os equipamentos, correram lá para onde eu estava porque os aparelhos estavam todos enlouquecidos. Ela disse que só fez se encostar na parede e começou a rezar, e tudo foi voltando ao normal”, diz Jorge Pinheiro.

MILAGRE

Foi essa fé que guiou Ítala durante todos os dias de batalha do marido contra a Covid-19. Acompanhada de um terço, medalhinhas de Nossa Senhora e água benta, a professora visitava o marido diariamente na UTI, onde o benzia com o líquido sagrado e orava ao seu lado. Com um óleo, ela também desenhava cruzes nos pés e mãos de Jorge, em alusão a Jesus Cristo.

“Um dia uma amiga me ligou e disse: ‘leve a medalha milagrosa’. Essa medalha foi cunhada na época de uma pandemia que apareceu na França. Do jeito que ela levantava o povo daquela época, ela ia levantar meu marido. Eu levava, mas não podia botar nada na cama, mas eu botava mesmo assim. Jogava água benta por trás das costas dele e deixava lá”, relembra Ítala Mororó.

A fé estava presente no cotidiano do casal já antes da infecção pela Covid-19. Todos os dias desde o início da pandemia, sempre às 15h, a professora reza o terço da misericórdia, ao vivo nas redes sociais, pelas pessoas que estão lutando contra a doença. Nem mesmo quando o marido esteve internado, ela deixou de lado o compromisso que cumpre até hoje.

Ela conta que o horário de visitação do hospital era muito próximo do horário do terço, o que a fazia chegar sempre perto de acabar o tempo de visita. Mas, certa vez, “eles renovaram o horário da visita para o mesmo horário do terço. Eu tentava convencer o hospital que eu não podia nesse horário porque eu tinha um terço ao vivo e que eu não podia deixar de fazer esse terço”, compartilha.

Mesmo com o fim do horário de visitas, a equipe médica deixava visitá-lo, pois sabia da importância da presença de Ítala para a recuperação de Jorge Pinheiro. Durante todo esse tempo, ela conta que nunca perdeu a esperança, nem o medo fez com que ela desacreditasse na cura do marido, apesar de tudo indicar o oposto.

“Enquanto há vida, há esperança. A gente teve medo de que pudesse acontecer algo, mas se fosse acontecer algo era porque era a vontade do Senhor, mas eu esperava que ele faria meu milagre. Eu tinha a certeza no meu coração que esse milagre o Senhor me daria”, acrescenta Ítala.

VIDA NOVA

A Covid-19 deixou sequelas na vida do engenheiro civil. Por causa da doença, ele precisou ser traqueostomizado e se alimentar por sonda mesmo depois de ter recebido alta do hospital. Em casa, contou com ajuda de enfermeiros, fonoaudiólogo e fisioterapeutas para reaprender ações básicas da vida, como andar e comer.

Hoje, Jorge Pinheiro se encontra quase 100%. Com fisioterapias diárias, ele ainda não consegue andar direito por conta das sequelas em suas pernas e pés.

Depois de tanta luta, ele já foi recompensado com as duas doses da vacina contra a Covid-19, mas segue tomando os mesmos cuidados, como uso de máscaras e distanciamento social.

“Eu uso máscara quando saio, me cuido da mesma forma que me cuidava antes. Eu me sinto protegido porque eu já tive a Covid e tomei as duas doses, mas sigo as orientações médicas para que a gente continue usando máscara”, completa.

Com informações e textos do portal Diário do Nordeste

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Após estudar com livros achados no lixo, jovem é aprovado na Universidade Federal de Pernambuco

Uma situação muito inspiradora aconteceu nesta semana. Isso porque o rapaz do estado de pernambuco foi aprovado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mas o incrível disso é que ele conseguiu esse feito, estudando com livros que foram achados no lixo, e além disso ele não tinha acesso a internet.

Segundo o portal R7, o jovem, conhecido como Davi Eduardo Ferreira Brito, de 20 anos, conseguiu passar no curso de Geografia. em entrevista, ele contou que seu maior sonho é ser docente.

“Gosto muito de transmitir o que aprendo. Quero ensinar para encorajar outros jovens, principalmente da minha comunidade, para estudarem”, disse em entrevista.

Ainda de acordo com o site, Davi, que é de Recife, comemorou bastante essa vitória com a sua família.

“É um orgulho imenso ver meu filho chegar onde chegou. Nunca pensei que isso pudesse acontecer, apesar de sempre incentivá-lo. […] Estamos felizes demais. Estamos abestalhados, já chorei e tudo” contou a mãe de Davi.

Durante a entrevista, o rapaz contou que está feliz, entretanto a vaga que ele conseguiu foi para bacharelado, e não para licenciatura, que é o tipo de modalidade que prepara o aluno para ser professor. Um dos seus objetivos é mudar de categoria.

O jovem disse que devido a situação sanitária do país, ele precisou arranjar um emprego . Atualmente Davi trabalha descarregando cargas de uma empresa de produtos de saúde. Sua meta é manter o equilíbrio entre o trabalho e os estudos. Um dos seus sonhos é promover uma vida mais digna para sua família. 

Da Redação do Acontece na Bahia.

 

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Jovem de Alagoas se torna a primeira pessoa com síndrome de down a conseguir a CNH no estado.

Uma história de superação e quebra de paradigmas ainda é destaque nesse domingo (25). Trata-se da primeira alagoana com Síndrome de Down a conseguir a carteira de habilitação no estado.

A youtuber Laura Ramos de Oliveira Simões, de 20 anos, que mora em Maceió (AL), publicou a foto da sua carteira de habilitação recém conquistada e escreveu “habilitada”. Ela é a primeira pessoa habilitada com Síndrome de Down em Alagoas.

A história viralizou após o irmão dela publicar foto da carteira de habilitação, prestigiando a conquista dela no Twitter. A publicação viralizou e conta com mais de 160 mil curtidas, bem como quase 7 mil compartilhamentos.

Primeira habilitada do Brasil

Em 2019, Maria Clara, que é chef de cozinha, se tornou a primeira brasileira com síndrome de Down a conseguir a carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Síndrome de down não é doença

Vale ressaltar que a Síndrome de Down não se trata de uma doença, mas sim uma ocorrência genética. Ocorre quando a pessoa nasce com três cópias do cromossomo 21 ao invés de duas.

Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) diz que é possível tirar a CNH, desde que comprovada a capacidade mental, intelectual e motora nos exames padrões necessários da legislação de trânsito brasileira no processo de obtenção da carteira de habilitação.

Da redação do Acontece na Bahia

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Superação : Homem que perdeu a visão há mais de 30 anos, consegue se formar em 3 cursos técnicos após estudar intensamente

Uma bela história de superação e motivação tem corrido nas redes sociais, isso fez com que várias pessoas compartilhasse essa história. Se trata do Senhor Mamedio dos Santos Pereira, de 48 anos. Ele conta que, perdeu a visão muito cedo, há mais de 30 anos. Mas mesmo com algumas limitações, jamais deixou de estudar. Sendo assim, Mamedio, conseguiu se formar em mais de 3 curso técnicos, na cidade de Araci.

“Não sei porque perdi a visão, fui no oftalmologista e eles não descobriram o que foi. Em 1987 eu ainda enxergava, então quando eu perdi total em 1988 eu já havia lido o alfabeto, morava nos Espinhos, zona rural de Araci, distante 50 km da sede do município, fiquei com o ABC na memória e após perder a visão meu maior sonho era poder continuar estudando. Quando foi em 2005 comecei a escrever na escola, com muito treino, no final de 2011 eu fui para escola regular, onde antes estava no núcleo, estudei e conclui o Ensino Médio na Pedra Alta (distrito)”

Ele também relatou sobre a sua mudança para morar na sede do município, no ano de 2018.“e desde então venho estudando, nunca parei de estudar, fui fazer curso de Massoterapia, em Salvador, fiz curso de mediação extrajudicial, onde trabalho na Ação Social em Araci, e hoje ainda faço curso de Logística. Não parei, e pretendo fazer mais e mais cursos técnicos”, contou.

“Meu maior sonho é entrar em uma Universidade, faço o Enem todo ano, nunca parei, e sigo firme estudando e buscando sempre o que gostamos de fazer, que no meu caso é estudar. Viajo para todos os lugares, participo de eventos e tudo mais sem dificuldades hoje, graças a Deus tenho muita fé e pessoas boas ao meu redor que me ajudam”, concluiu, Mamedio, em uma entrevista com a Voz do Campo.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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