Lei que obriga uso de pulseiras para pessoas com coronavírus gera discussões, mas números altos dividem o povo

Uma lei está dividindo opiniões e gerando tanta polêmica que tomou as manchetes deste sábado (10). Já imaginou se você contraísse coronavírus e precisa-se usar uma pulseira para identificar essa informação publicamente?

Na cidade de Apiacás, que fica a mais de 1100KM de Cuiabá, no Mato Grosso, uma lei municipal tem sido duramente criticada e discutida.  A lei, que já está em vigor, determina que as pessoas infectadas com covid-19 recebam uma pulseira de cor vermelha e de que as que estão sob suspeita da doença recebam uma pulseira amarela. Essas pulseiras são fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde e são colocadas por profissionais durante os protocolos de teste para covid. Além disso, elas também só poderão ser retiradas por profissionais da rede pública de saúde, quando a suspeita do contágio de Covid-19 for descartada ou quando terminar o período de isolamento. Mas não termina aí.

A ideia é deque a pessoa evite circular em espaços públicos durante os 14 dias de isolamento e, consequentemente, não transmitam a doença, evitando novos casos. Quem estiver com a pulseira e descumprir o isolamento será multado em R$ 500 -valor que pode dobrar em caso de reincidência. Além disso, a pessoa  poderia abandonar o isolamento mediante necessidade médica ou autorização de um autoridade sanitária. Mas uma grande preocupação também está em jogo.

Números altos

Atualmente a cidade de Apiacás tem 10.286 habitantes e chegou ao número de 1.430 casos totais da doença nesta sexta (9). O número representa, aproximadamente, 15% da população, marca considerada alta para o porte do município. Uma das grandes preocupações, é que a cidade não tem uma grande estrutura hospitalar. Na opinião do prefeito, a população apoia a medida. Júlio Cesar dos Santos (MDB) , afirma:

“Pelo que estamos vendo pelas redes sociais, o apoio da população está em quase 90%. E os comerciantes todos aprovaram a medida.” Entretanto, a lei gerou uma discussão que está ganhando proporções gigantescas. Isso porque, diferente de outras ideias absurdas que surgiram durante a pandemia, como a sugestão de um político de usar aviões para derramar álcool em gel sobre uma cidade, essa lei pode gerar preconceito e discriminação para com as pessoas infectados, o que fere a dignidade humana, que é garantida constitucionalmente. Contudo, ao mesmo tempo, as pessoas infectadas devem seguir isoladas pois podem ser enquadradas em crimes contra a Saúde Pública. A história segue dividindo opiniões em todo o país.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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Médica com 8 meses de gravidez morre por complicações da covid-19 e bebê sobrevive a parto de emergência em MT

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (7). Cibele Bento Rodrigues, 38 anos, faleceu nesta terça-feira (6), vítima da covid-19 na cidade de Barra do Garças, 516 km distante de Cuiabá. Cibele, que era médica, estava no oitavo mês de gestação e o bebê conseguiu ser salvo pelo trabalho dos médicos em um parto emergencial. 

As informações são de que Cibele começou a se sentir mal no final de semana e apresentava tosse. A médica ficou internada desde a segunda-feira (5), onde procurou atendimento em um hospital de Barra do Garças com os sintomas da covid 19. Cibele sofreu uma parada cardíaca e faleceu antes mesmo de ser intubada. A médica não tinha problemas de saúde que pudesse se enquadrar em grupo de risco. 

Os médicos conseguiram salvar o bebê, um menino, que foi transferido para Goiânia em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea. Além de Cibele, os pais, a cunhada e sobrinhos foram infectados pela covid-19. A ginecologista e obstetra Bruna Fagundes Teixeira, informou que o período de gravidez deixa a mulher suscetível a contrair doenças. 

“A gestação põe a paciente em um estado de imunossupressão, então ela fica mais suscetível à infecções e à complicações das infecções, inclusive a Covid-19. São complicações tanto clínicas, que podem ser necessárias de hospitalizações, e também complicações obstétricas. ] No pré-natal que a gente vai excluir causas e fazer tratamentos que vão prevenir trabalho de parto prematuro, síndromes hipertensivas graves maternas que levem ao parto prematuro, dentre outros”, conclui. 

 Da Redação do Acontece na Bahia 

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Após novo recorde, Secretário de Saúde da Bahia fala em “terceira onda” e afirma que o governo já está se preparando

Um pronunciamento chamou a atenção do povo nesta quinta-feira (1). O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas falou sobre uma possível terceira onda de coronavírus no estado.

Durante uma entrevista à rádio Metrópole, Fábio relatou que o governo já está se preparando para essa possibilidade. Segundo ele, uma das medidas adotadas está sendo o estoque de material. Mas não é só isso, Fábio afirmou:

“Estamos nos preparando para que isso, se vier a acontecer o que estão chamando de terceira onda, estejamos preparados. Estamos estocando materiais, medicamentos, equipamentos e leitos para que possamos oferecer a assistências a essas pessoas. Estamos mudando algumas estratégias de abordagem em vários níveis, não só a abordagem terapêutica, mas com uma abordagem assistencial.”

As palavras de Fábio vieram à tona um dia a pós o estado atingir um novo recorde de mortes pela doença. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, 160 pessoas perderam a vida na última quarta-feira.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Jovem médico recém-formado acaba perdendo a luta: “Herói da linha de frente é mais uma vítima da covid-19”

Uma notícia triste tem sido destaque nas redes sociais nesta terça-feira (30). Lucas Alves Costa, médico, recém-formado pela Unifacisa, em Campina Grande, faleceu nesta segunda-feira (29), por complicações decorrentes da covid 19. Por meio do Instagram, a instituição ressaltou o empenho do profissional em sua área e lamentou o falecimento do médico. 

“Em meio à calamidade pública em que vivemos, devido à Covid-19, dr. Lucas foi mais um herói na batalha contra a doença, dedicando ao máximo seu trabalho para salvar vidas”, ressalta um trecho da nota. 

Lamentaram a morte de Lucas Alves e se solidarizaram com família e amigos o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e o Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB). A Paraíba já contabiliza inúmeras mortes em decorrência da covid 19 desde o início da pandemia. Entre os médicos, Lucas é o 37º a perder a vida para a doença. 

 

Da redação do Acontece na Bahia   

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