Salvador: Denuncia anônima revela fornecimento de material de baixa qualidade e coerção com os profissionais da saúde

Uma notícia está sendo destaque nesta quinta-feira (29). Uma denuncia anônima revelou que os funcionários do Samu de Salvador estariam trabalhando com equipamentos de proteção de qualidade baixa, o que não garante a proteção à saúde dos profissionais, além de serem coagidos enquanto trabalhavam.

“O serviço dispunha de material adequado até o início dessa semana, mas o material acabou no estoque e não houve a reposição do material adequado que confere proteção biológica, de acordo com órgãos regulamentadores. O que eles estão fornecendo é de proteção química, de qualidade bastante inferior”, disse a pessoa da denuncia.

Ela também revela a forma como os profissionais estão sendo tratados pelo chefe do setor.

“Após receber o chamado de suspeita ou confirmação de infecção por Covid-19, e questionar a qualidade do material fornecido, o funcionário é convidado a assinar um termo de recusa e imediatamente é aberto um administrativo contra o servidor”, explicou.

“Eles argumentam que a equipe tem que atender, que não pode recusar a assistência. Mas a nossa lei de conselho de classe diz que o exercício profissional está condicionado a condições de proteção. E é obrigação do empregador ofertar o equipamento de proteção individual compatível com a natureza do trabalho. Isso não vem acontecendo”, finalizou a denuncia.

O chefe de setor, Ivan Paiva, por sua vez, nega qualquer tipo de coerção. “Apenas precisamos que o funcionário assine o termo de recusa do atendimento, porque é um documento necessário para dar prosseguimento a ocorrência. É preciso ter isso documentado”.

Sobre a qualidade do material, Ivan Paiva alega que o Samu fornece equipamentos regulamentados e que passaram no controle de qualidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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‘Saiba que nós te amamos, filha’,diz carta escrita por possíveis pais de recém-nascida deixada em caixa de papelão em Salvador

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste sábado (24).Foi encontrada na manhã deste sábado (24) uma bebê recém-nascida dentro de uma caixa de papelão no bairro de Paripe, subúrbio ferroviário de Salvador. De acordo com a Polícia Militar, o bebê foi resgatado por um homem que recolhe material reciclável e ao lado do recém-nascido estava uma carta dos possíveis pais.

Os Policiais Militares da 19ª Companhia Independente da Polícia Militar (19ªCIPM), fizeram o resgate do recém-nascido que estava próximo a um estabelecimento comercial de transportes coletivos, localizado na Avenida Afrânio Peixoto. O homem que encontrou o bebê foi o responsável por acionar os policiais militares.

A carta feita pelos possíveis pais e deixada ao lado da pequena Sofhia, diz sobre as dificuldades enfrentadas para se alimentar e fala das dificuldades financeiras e psicológicas para proporcionar uma vida digna para a pequena bebê, além de deixar um recado para quem se responsabilizar por ela.“Peço que cuidem muito bem da minha pequena Sophia e que ela cresça nos caminhos do Senhor. Saiba que nós te amamos, filha. Beijos de seu pai e de sua mãe”, dizia a carta.

O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) foi acionado e as equipes encaminharam a bebê à Maternidade Tsylla Balbino, onde foi atendida e passará por exames para verificar o estado de saúde. A ocorrência foi registrada na 5ª Delegacia Territorial.

 

Da redação do Acontece na Bahia

Foto: Divulgação / PM

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Dona de casa morre ao lado do marido enquanto aguardava ambulância em sua residência, vítima de covid 19;

Mais um caso triste vem sendo noticiado nas redes socias neste domingo (21/2). Isto porque Nara Regina Rosa, de 41 anos, morreu vítima de covid 19 junto ao marido André Tavares Frassetto, na última sexta-feira (19/2), no bairro Capoeiras, em Florianópolis.Segundo os registros foram no mínimo seis ligações ao SAMU antes de Nara perder a luta para o coronavírus. 

Fazendo parte do grupo de pessoas de risco, a dona de casa tinha uma doença rara no pulmão conhecida como Boop (Bronquiolite Obliterante com Pneumonia em Organização) até que de forma preocupante testou positivo à covid 19 no domingo (14/2), depois de apresentar dificuldades respiratórias incomuns. 

A dona de casa chegou a ser encaminhada ao Hospital Florianópolis, referência no tratamento da covid 19 na Capital, e foi liberada para monitoramento em casa após se submeter a exames médicos. As informações indicam que o hospital atuava no limite de sua capacidade. 

“Os exames deram bons, a única coisa que pegou foi a pressão, por causa dos remédios”, comenta André. Houve uma mancha no pulmão identificada nos exames, porém os médicos julgaram ser em decorrência da doença que Nara tinha. André também destacou que a esposa estava respirando melhor até que na noite de quinta-feira (20) sentiu fortes dores na região onde foi verificada a mancha. Disse ainda que fez massagem e deu medicação à esposa. Mas não é só isso… 

“Ela tava me agradecendo, parecia que ela estava se despedindo de mim”, conta André. 

Nara apresentou piora às 5h48 e depois de várias tentativas de chamar a ambulância o marido já realizava massagens cardíacas na esposa a fim de mantê-la viva. Por sua vez a ambulância não dispunha de oxigênio para a paciente. 

Às 6h11, André havia perdido a esposa. Nara, que era aposentada por invalidez e tinha medo de contrair o coronavírus deixa marido e três filhos. 

 

Da redação do Acontece na Bahia    

 

   

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