Babá do menino Henry Borel afirma que avó materna sabia das agressões de Dr. Jairinho

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta terça-feira (13). Não obstante o fato de alertar a Monique Medeiros da Costa e Silva episódios de tortura cometidos pelo parlamentar Dr. Jairinho contra Henry Borel, a babá Thayná Oliveira Ferreira, avisou também sobre ‘’chutes’’ e ‘’bandas’’ à avó materna de Henry, Rosângela Medeiros da Costa e Silva. A informação foi dada em novo depoimento prestado na 16ª DP (Barra da Tijuca), pela babá de Henry Borel que afirmou ter contado tudo para Rosângela e segundo a babá ela teria ficado assutada com o que ficou sabendo.

Em 12 horas de depoimento prestado a polícia, Thayná contou que viu o Dr. Jairinho levar o menino Henry para seu quarto no dia 21 de fevereiro e ter aumentado o volume da televisão. Contou que chegou a bater na porta e não obteve resposta de nenhum dos dois. Instantes depois Henry saiu do quarto e afirmou que foi agredido pelo parlamentar, e na sequência começou a mancar, desenvolvendo hematomas nos braços e pernas além de dores de cabeça que disse sentir. Na ocasião Thayná enviou mensagens para Monique Medeiros contando o que havia acontecido.

De acordo com informações passadas em depoimento, a babá havia sugerido que a professora Rosângela Medeiros instalasse câmeras de segurança no apartamento em que a família residia, no condomínio Majestic, Cidade Jardim, o que segundo ela não foi acatado. Thayná contou ainda que esteve na casa de Rosângela, em Bangu, numa ocasião em que sua patroa e Henry haviam ido a uma sessão com psicólogo, e foi indagada por Rosângela sobre o que havia acontecido e se Henry estava mentindo. Thayná afirmou que disse sobre o fato do menino estar mancando,com dores na cabeça e manchas roxas pelo corpo e concluiu dizendo não ter a menor condição do menino estar mentido pelo fato de ela mesma ter visto o que foi feito ao corpo de Henry. Disse ainda ter falado pouco para não soar como fofoca sobre os envolvidos.

A avó materna era muito chegada e querida por Henry Borel e seria custoso crer que ela tinha conhecimento das agressões e se omitiu, segundo o pai de Henry, Leniel Borel.

A avó materna sempre foi uma das figuras preferidas do Henry, quem ele mais amava e insistia para ficar junto, em Bangu. Não consigo acreditar, admitir que ela sabia que ele estava sendo agredido e nada fez. É desumano uma coisa dessas. Eles deixaram que meu anjinho, meu príncipe, meu bem mais precioso fosse morto e não agiram. Cheguei a dizer que meu filho reclamava de abraços apertados e todos desconversaram. Estou ainda mais devastado, sem chão, sem paz’’,desabafou o pai do menino.

Da redação do Acontece na Bahia

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