Remédios de intubação da rede privada podem acabar em até 48h depois da medida feita pelo Ministério da Saúde

Uma notícia está sendo destaque neste sábado (20). A iniciativa do Ministério da Saúde de requisitar medicamentos usados para intubação de pacientes e destina-los ao SUS está preocupando os diretores dos hospitais particulares. Isso porque a rede privada pode ficar sem esses medicamentos em até 48h. Essa decisão do governo foi tomada essa semana e nela será feita a requisição às indústrias, depois do governo ser informado do término desses medicamentos em até 15 dias na rede pública. Faltam sedativos, anestésicos e bloqueadores musculares, essenciais para instalar o tubo de oxigênio nos pacientes e sem eles, os doentes podem morrer sufocados.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo,
Marcos Aurélio Ferreira, diretor-executivo da Associação Nacional de Hospitais Privado (Anahp), explicou como está sendo toda essa situação para a rede privada.

“Precisamos que o governo dialogue o quanto antes com o setor privado. Nossos estoques estão muito baixos e não estão sendo repostos pela indústria por conta das requisições administrativas que o ministério está fazendo nas fábricas”

“A situação é preocupante porque os hospitais estão lotados. Alguns medicamentos podem acabar em até 48 horas”.

Marcos Aurélio conclui evidenciando que em uma pesquisar feita com os associados durante essa semana, os estoques dos hospitais poderiam durar entre 5 e 15 dias. Mas que com a demanda excessiva e o corte de fornecimento, esse prazo será reduzido.

Essa decisão do governo está sendo uma verdadeira dor de cabeça a rede privada, Ferreira chegou a dizer inclusive, que passou até mal ao ouvir ontem o relato dos gestores;

Da Redação do Acontece na Bahia

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Primeiro medicamento com eficiência contra a covid-19 é oficialmente reconhecido no Brasil

Uma boa nova trouxe mais esperança ao povo nesta sexta-feira (12). Dessa vez, o governo reconheceu oficialmente o primeiro medicamento com aplicação eficiente contra a covid-19.

Há muitos meses se discute a eficiência de medicamentos que pudessem tratar a covid e mitigar os efeitos da vigente pandemia. Então, Agência Nacional de Vigilância Sanitária reconheceu, na sexta-feira de hoje, a aprovação do primeiro remédio com indicação em bula contra a doença. Trata-se do Veklury (Remdesivir). Mas afinal, para quem é indicado esse medicamento?

O uso desse remédio é indicado para adultos e adolescentes maiores de 12 anos, com peso corporal mínimo de 40kg, que estejam enfrentando um quadro de pneumonia e precisem de oxigênio suplementar. A aplicação do medicamento seria manejada em uma dose única por via intravenosa. Após estudos com mais de 6000 pacientes, o remédio demonstrou capacidade de acelerar consideravelmente a recuperação. Em comunicado, a Renata Lima Soares, gerente de Avaliação de Segurança e Eficácia da Anvisa, explicou mais sobre o remédio:

“Outra notícia que é muito boa e interessante é que a gente vai dar o primeiro registro de medicamento que vai ter orientação em bula contra Covid-19. É um sintético, que vai poder ser utilizado em pacientes que estão acometidos pela doença. É o Remdesivir. A indicação não se restringe à forma leve, moderada ou grave, mas está ligada à apresentação de pneumonia com necessidade de suplemento de oxigênio, desde que o paciente não esteja com ventilação mecânica ou em ventilação com membrana extracorpórea.” Mas não termina aí.

Vacina produzida no Brasil

Além disso, a Anvisa registrou a vacina contra a covid-19 (recombinante) de Oxford, que já estava sendo usada em caráter emergencial e que agora poderá ser produzida em solo brasileiro:

“São dois anúncios de registro. O primeiro registro é relacionado à vacina Covid-19 Recombinante, também conhecida como vacina de Oxford, que é uma vacina que já vinha sendo utilizada pelo procedimento de uso emergencial e que agora vai ser registrada pela agência com uma etapa de fabricação no Brasil. O que a gente acredita que representa maior autonomia.”

Da Redação do Acontece na Bahia

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