‘Ficou desnorteado’, desabafa a apresentadora Astrid Fontenelle sobre o que aconteceu com o filho dela na Bahia

Uma notícia tem circulado nas redes sociais nesta quinta-feira (29). A apresentadora Astrid Fontenelle fez um desabafo sobre o episódio de racismo pelo qual o seu filho Gabriel, de 13 anos, passou. Os dois estão passando as férias em uma praia da Bahia e após o ocorrido a apresentadora usou as redes sociais para fazer um desabafo e contar o que aconteceu.

Meu sol, minha lua! Meu menino anjo. Minha estrela. Garoto de bom coração, adorável, amigo dos amigos. Por ele viro bicho! E desviro para acolhe-lo. Hoje cedo, na praia, foi vítima do racismo estrutural. A fulana o ‘confundiu’ com o funcionário do hotel que atende a praia. Pediu um colchonete para ele. Mandei ela buscar no quiosque. Ficou com cara de espanto: ‘Como?’, na testa escrito ‘mas ele não trabalha aqui?’ Sim, na cabeça dessa certamente basta ser preto para ser o serviçal e aí está o racismo estrutural que gente como a tal senhora, não quer entender”, disse a jornalista.

Astrid ainda disse que questionou a mulher e ouviu de volta que racismo era ‘coisa de sua cabeça’.”Falou que eu estava dando show porque era artista. Nada disso. Sou uma mulher bem informada que, além de não ser racista, sou antirracista! Esse é meu compromisso. Com meu filho e com qualquer outra pessoa preta”, contou.

A apresentadora concluiu e deixou transparecer toda a sua indignação ao ver o filho triste com o ocorrido. “No final, ela pediu desculpas para ele. E eu ofereci um presente, o livro que estou lendo: Escravidão, do Laurentino Gomes. Ela não aceitou. Ele ficou desnorteado. Triste. Eu fiquei put*. Triste. Mas ainda bem que aconteceu comigo ao lado dele. Temos um longo caminho pela frente”, concluiu.

Com a repercussão do caso fãs e amigos da apresentadora prestaram homenagens e mensagens de carinho.“Querida, todo meu carinho para o Gabriel. Para pretos como nós, essa é uma luta sem fim, não importa se famosos ou não”, comentou a jornalista Glória Maria.

Da redação do Acontece na Bahia

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Enfermeira baiana denuncia homem que se recusou a ser vacinado por ela ser negra

Uma situação repudiável está sendo muito comentada nesta semana. Pois uma enfermeira baiana denunciou um homem à Polícia, após ele se recusar a ser vacinado contra a Covid-19 por ela ser negra. A estudante de enfermagem, Thaís carvalho está atuando na linha de frente como voluntária, vacinando pessoas contra a doença, no bairro Jardim Savoia. O caso ocorreu na última segunda-feira (17), no município de Ilhéus, Bahia.

“O senhor, que estava acompanhado da filha dele, e ela pediu para que a gente fosse vaciná-lo no carro. Eu falei assim: ‘O senhor quer que eu te vacine logo? O senhor é o próximo’. Ele falou que não. Aí eu perguntei: ‘O senhor já fez a ficha?’ Ele: ‘Meu filho está fazendo a ficha, mas você não’. Aí eu abaixei na direção dele e perguntei o motivo. Aí ele virou para mim e disse: ‘Porque você é negra’ “, disse a estudante de enfermagem em entrevista para o BATV.

 Segundo o portal Isto É, a estudante de enfermagem não conseguiu registrar o nome do indivíduo racista, mas mesmo assim, tomou iniciativa de registrar um boletim de ocorrência contra ele, na tentativa de que os agentes da polícia consiga identificá-lo.

“Eu fiz a vacinação e voltei. Ele já tinha saído da sala de vacina, tomado a vacina dele. Na hora, não tive reação. Eu sempre pensei que se isso acontecesse comigo, eu ia reagir de tal maneira, mas não consegui. Eu me senti totalmente impotente” declarou Thaís.

Após o ocorrido, o secretário de Saúde do município de Ilhéus, Geraldo Magela, prestou solidariedade à estudante e repudiou o ato racista.

“Mesmo em um país miscigenado, com uma população bastante miscigenada, a gente ainda observa comportamentos como esses, que deveriam ser abolidos da sociedade. Nós devemos apoiar totalmente essa funcionária e agradecê-la por estar como voluntária no processo de vacinação”, declarou o secretário de saúde, Magela.

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Da Redação do Acontece na Bahia.

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Homem é vítima de injuria racial ao ter a palavra “macaco” pichada em seu carro

Uma notícia revoltante está sendo destaque nesta segunda-feira (26). Isso porque um homem foi vítima de vandalismo e racismo com o seu carro, pichado com a palavra “macaco”. O caso aconteceu em Teófilo Otoni (MG), na madrugada do ultimo sábado (24) e ele já registrou uma ocorrência de injúria racial.

O dono do carro é Lucas Esteves e o carro trata-se de Brasília ano 1978. O veiculo estava na frente da casa de Lula quando foi pichado em dois lugares. “Infelizmente, no Brasil, ainda existem pessoas que fazem isso, sabe lá Deus o porquê. Não tenho inimigo, não sei quem foi”

“Espero que a justiça seja feita e que a polícia encontro logo quem fez isso. A gente vê muito isso na televisou e nunca imagina que vai acontecer com a gente”, disse Lucas.

Ele acionou a policia assim que percebeu a pichação. A PM, por sua vez, ainda não identificou os autores, mas investiga para descobri-los e busca imagens das câmeras de segurança da rua onde mora a vítima.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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Após sua mãe votar em Juliette para o paredão, filha de Pocah vira alvo de ataques racistas dos fãs da paraibana

Uma notícia chamou a atenção dos internautas nesta manhã de quarta-feira (21). Após votar na sister Juliette, Pocah recebeu uma enxurrada de ataques e críticas, que envolveram até sua filha, que foi vítima de ataques racistas nas redes sociais.

“É louco pensar que essas mensagens, direcionadas a uma criança de 5 anos, são motivadas exclusivamente porque a mãe dela resolveu… votar em um jogo de votação, né? O que está acontecendo no mundo? O que está acontecendo com as pessoas?”, afirmou a assessoria de imprensa da cantora.

“Racismo! Crime! Um crime sendo cometido sob os nossos olhos por contrariar os gostos de um público de Reality show. Desumano! Imoral!”, denunciaram no texto. “Independente de torcida X ou Y, de emoji, ou o que quer que seja. O que está em jogo aqui é o conteúdo cerimonial das mensagens”.

No entanto, o perfil oficial de Juliette repudiou os atos racistas em suas redes sociais: “Papo rapidinho aqui: reta final, 15 dias para o fim do BBB. Veremos de tudo. Mas continuaremos sem aceitar ver, e repudiando veementemente, qualquer ataque que incite ódio, ou seja, crime. Isso é um jogo, existem limites”.

“Um show de horrores que passa em muito todos os limites. Cactos que fazem isso também têm o nosso repúdio”, finalizou.

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