Após dizer “eu não vou tomar vacina e ponto final”, Bolsonaro volta atrás e entra na fila da vacinação

O presidente Jair Bolsonaro chamou a atenção dos internautas mais uma vez nesta manhã de terça-feira (16). Dessa vez, o presidente se contradiz mais uma vez em relação à vacina. Após ter dito várias vezes que se vacinaria e inflamar ânimos de seguidores do movimento anti-vacina, Bolsonaro cede a pressão e afirma que decidiu entrar na fila da vacinação.

Assim, Bolsonaro, que completa 66 anos no próximo dia 21, se encontra no grupo de risco e provavelmente receberá a vacina até o mês de maio.

De acordo com informações, o presidente estaria sendo pressionado por auxiliares para entrar na fila de vacinação e tomar a primeira dose.

Além disso, o ressurgimento da ameaça do ex-presidente Lula (PT) na disputa presidencial em 2022, fez Bolsonaro repensar em seu posicionamento sobre a vacina. De acordo com o jornal O globo, a estratégia do político é mostrar que sempre apoiou a vacinação no país, o que sabemos que não é verdade.

No dia 15 de dezembro do ano passado, o chefe do Executivo Nacional afirmou em entrevista ao canal Bandeirantes: “Eu não posso falar como cidadão uma coisa e como presidente outra. Mas como sempre eu nunca fugi da verdade, eu te digo: eu não vou tomar vacina. E ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu. E ponto final.”

Em evento oficial em Porto Seguro, na Bahia, dois dias depois, Bolsonaro afirmou: “Eu não vou tomar (a vacina). Alguns falam que eu estou dando um péssimo exemplo. Ô imbecil, ô idiota. Eu já tive o vírus e eu já tenho os anticorpos. Para que tomar vacina de novo?”

O presidente também inflamou ânimos ao fazer questionamentos sobre os efeitos colaterais da vacina: “No contrato da Pfizer, tá bem claro. Nós não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um chipan… se você virar um jacaré, é problema de você, pô. Se você virar super-homem, se nascer barba em alguma mulher ou algum homem começar a falar fino, eles não têm nada a ver com isso. Ou, o que é pior, mexer no sistema imunológico das pessoas. Como você pode obrigar alguém a tomar uma vacina que não se completou a terceira fase ainda? Que está na experimental?”

Da redação Acontece na Bahia.

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Presidente Jair Bolsonaro divide opiniões ao falar: “Arma evita que o governante de plantão queira ser ditador”

O presidente Jair Messias Bolsonaro voltou à chamar a atenção nesta sexta-feira (5). Ao falar sobre uma de suas promessas de campanha, Bolsonaro dividiu opiniões.

Durante a semana, Bolsonaro tocou num assunto que marcou uma das suas bandeiras de campanha. O presidente trouxe à tona a questão do armamento e  afirmou que deve editar decretos sobre armas e também sobre CACs (Colecionadores, Atiradores Esportivos e Caçadores). Ele relatou:

“Arma é um direito de vocês. Arma evita que o governante de plantão queira ser ditador. Eu não tenho medo do povo armado. Muito pelo contrário, me sinto muito bem de estar ao lado do povo de bem armado em nosso Brasil.” Mas não é só isso.

Além disso, Bolsonaro também falou sobre o excludente de ilicitude, que é um mecanismo legal que possibilita uma pessoa praticar um ato teoricamente ilícito, mas sem que isso se considere uma atividade criminosa. Bolsonaro vem trazendo essa pauta com frequência, referindo-se a situações em que policiais entram em confrontos com criminosos, podendo resultar na morte destes suspeitos. Com esse excludente, o policial não responderia da mesma forma em caso de morte de um criminoso durante uma operação, em circunstâncias específicas. Segundo ele, isso facilitaria o trabalho dos agentes e pouparia a vidas inocentes. Bolsonaro explicou:

“Eu pretendo botar em votação, já acordado e conversado com os presidentes da Câmara e do Senado, e vai passar pelo Parlamento, o excludente de ilicitude. O policial em operação tem que ter uma garantia e quem manda as Forças Armadas para a rua numa GLO (operação de Garantia da Lei e da Ordem) sou eu. Quem bota na rua a Polícia Militar é o governador Ratinho.” disse, se referindo ao Governador do Paraná.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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Governo Federal zera o imposto sobre importação de revólveres e pistolas

Nesta quarta-feira (9) o Diário Oficial da União (DOU) publicou a mudança na alíquota sobre a importação de armamentos. Imposto que antes era de 20% foi zerado. Assim, o presidente comentou em suas redes sociais que a mudança entra em vigor dia 1º de janeiro de 2021.

Em 2020, a Polícia Federal concedeu 58 mil novos registros de armas de fogo para defesa pessoal no primeiro semestre. Esse número representa um aumento de 4 mil armas em a todo ano de 2019.

O presidente sempre utilizou o armamento da população como um dos carros chefes da sua campanha. Assim, durante as eleições presidenciais de 2018, o atual presidente afirmou que facilitaria a compra e o porte de armas em todo país para os “cidadãos de bem”.

Bolsonaro já fez outras medidas que facilitam a compra de armamentos durante seu mandato. Uma delas é o aumento da quantidade máxima de cartuchos de munição que alguém pode comprar por ano. Nesse contexto, antes era possível adquirir apenas 200 cartuchos por ano. Contudo, Atualmente pode-se comprar até 300 unidades.

Da redação Acontece na Bahia.

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Bolsonaro afirma: Teremos vacina gratuita e de forma não obrigatória para toda população

Nesta segunda-feira (7), o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou em suas redes sociais, que se aprovada pela ANVISA, o Sistema Único de Saúde (SUS) distribuirá a vacina para toda população. Assim, de acordo com o presidente, a vacina será disponibilizada de forma gratuita e não obrigatória.

Entretanto, o presidente não especificou qual das vacinas será disponibilizada pelo SUS. Em outubro, o presidente desautorizou pessoalmente a compra do lote de vacinas CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A ordem foi dada ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Nesse contexto, a CoronaVac ainda está na terceira e ultima fase de testes. Assim, o presidente negou a compra precoce da vacina.

“Em havendo certificação da Anvisa (orientações científicas e os preceitos legais), o governo brasileiro ofertará a vacina a toda a população de forma gratuita e não obrigatória”, escreveu Bolsonaro, que em seguida complementou: “Segundo o Ministério da Economia não faltarão recursos para que todos sejam atendidos”, afirmou o presidente.

Porém, o presidente se contradiz ao se posicionar contra a vacina. Ainda em julho desse ano o presidente afirmou em vídeo que tomava a hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada, mesmo sem as evidências científicas. “Não tem comprovação que não tem comprovação eficaz. Nem que não tem, nem que tem”, afirmou o presidente em meados de 2020.

O anúncio sobre a vacina gratuita feito por Bolsonaro está diretamente vinculado ao anuncio de João Dória, governador de São Paulo e adversário político do presidente.  O governador de São Paulo anunciou que começaria a vacinação no estado em janeiro de 2021.

Da redação Acontece na Bahia.

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