“Vão ficar chorando até quando? Chega de frescura, mimimi” dispara Bolsonaro em novo discurso

O presidente Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as medidas de isolamento social e fechamento do comércio adotadas por governadores e prefeitos para frear a pandemia. A fala do presidente aconteceu em São Simão (GO) início da tarde desta quinta-feira (4) e na ocasião ressaltou a postura dos trabalhadores rurais que corajosamente não ficaram em casa. Bolsonaro afirmou na ocasião que uma postura proativa em relação à pandemia é o que sempre defendeu. 

“Vocês [produtores rurais] não ficaram em casa, não se acovardaram. E nós temos que enfrentar os nossos problemas. Chega de frescura, mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, e aqueles que têm doenças, comorbidades. Mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?”, afirmou Bolsonaro.   

“Sempre disse: vamos cuidar da questão do vírus e do desemprego. São dois problemas que temos que tratar com a mesma responsabilidade e de forma simultânea. Lamentamos qualquer morte no Brasil”, continuou. 

O presidente ainda lamentou a morte de sua primeira professora em Jundiaí (SP) aos 101 anos e mostrou tristeza em não poder tê-la visto. “Eu esperava vê-la, porque marcou a minha vida. E seus familiares se emocionaram quando eu conversei com eles por telefone, mas essa é a nossa vida”, desabafou. 

O Brasil já contabiliza 10.718.630 casos de pessoas contaminadas pelo coronavírus e acumula 259.271 mortes em função do vírus. Desde o início da pandemia, o maior número de óbitos diários pela covid 19 foi registrado na quarta-feira (3). 

Na oportunidade Bolsonaro falou também da inflação da cesta básica: “Todos vamos sofrer, se não tomarmos as medidas certas. Nós somos um país que, sim, tem um futuro. O homem do campo, repito, não parou. Tivemos inflação da cesta básica, tivemos, sim. Como vou negar isso daí? Não vou negar, mas, se vocês tivessem parado, pior do que a inflação, seria o desabastecimento.”   

O evento de inauguração do trecho da Ferrovia Norte-Sul, que liga São Simão (GO) e Estrela D’Oeste (SP) contou além da presença do chefe do executivo, de ministros de estado entre eles Fábio Faria (Comunicações), Augusto Heleno (GSI), Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral) e da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas. 

 

Da redação do Acontece na Bahia   

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Presidente Bolsonaro manda recado para prefeitos: “Auxílio Emergencial vai ser rediscutido”

O presidente Jair Messias Bolsonaro voltou a chamar a atenção nesta quarta-feira (10). Dessa vez, o líder do executivo mandou um recado aos prefeitos e comentou sobre o auxílio emergencial.

Em uma reunião nesta quarta com o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, e prefeitos de algumas cidades, Bolsonaro afirmou que o auxílio será rediscutido. Aos prefeitos, Bolsonaro disse:

“Eu sempre disse que tínhamos dois problemas: o vírus e o desemprego. A arrecadação esteve praticamente equivalente no município, tendo em vista o auxílio emergencial, que volta a ser rediscutido. E é o que eu falo: não é dinheiro que eu tenho no cofre, é endividamento. Isso é terrível também. A economia tem que pegar. Temos que voltar a trabalhar.”

Uma das propostas pretendidas pela equipe econômica é o pagamento de três parcelas de R$ 200,00 apenas a trabalhadores informais que não recebem bolsa família.

Bolsonaro completa:

“Cada um tem o seu pensamento sobre como deve ser tratada a pandemia. E a decisão das medidas na ponta da linha é dos governadores e prefeitos. O presidente foi deixado de lado em grande parte das suas atribuições, a não ser mandar recursos e meios, o que nós fizemos. Se for preciso, nesse ano, a gente vai continuar com esse atendimento a vocês.”

Por fim, Bolsonaro diz:

“Vamos ter que conviver com esse vírus, não adianta falar que passando o tempo vai resolver. Estão vendo que não vai. Novas cepas estão aparecendo. Agora, o efeito colateral do tratamento inadequado mata mais gente do que o vírus em si.”

Da Redação do Acontece na Bahia

 

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