PF intima Bolsonaro para depor sobre vazamento após denúncias sobre invasão hacker

A Polícia Federal (PF), intimou o presidente Jair Bolsonaro (PL), para depor sobre o inquérito que apura o vazamento de informações sobre um suposto ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018. A informação foi veiculada pela coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, e confirmada pelo Metrópoles junto a uma fonte da PF.O chefe do Executivo Federal falou sobre o suposto inquérito durante uma entrevista no dia 4 de agosto deste ano.

Quem diz isso é o próprio TSE […], de que no período de novembro de 2018, o código fonte [das urnas] esteve na mão de um hacker. O código fonte estando na mão do hacker, ele pode tudo. Pode-se apertar 1 e sair o 3, pode-se apertar o 17 e sair nulo, pode-se alterar voto, fazer tudo”, disse o presidente, apontando para supostas falhas no sistema que envolve as urnas eletrônicas.

O TSE apresentou uma notícia-crime contra o presidente Bolsonaro, para que a apuração seja analisada no âmbito do Inquérito das Fake News, sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Os ministros da Corte também solicitaram investigação pelo mesmo crime sobre o deputado federal Filipe Barros (PSL). O parlamentar foi relator da PEC do Voto Impresso na comissão especial da Câmara e acompanhou o presidente na apresentação das denúncias à rádio Jovem Pan.

O presidente Bolsonaro chegou a postar a íntegra do inquérito em suas redes sociais. Naquela ocasião, a PF abriu um inquérito para apurar uma suposta invasão por hackers a sistemas internos do TSE.

O site TecMundo, especializado em notícias de tecnologia, foi quem fez a revelação sobre a invasão na intranet da Corte. O portal confirmou que havia recebido mensagens de hackers narrando como conseguiram invadir sistemas internos do TSE. Entretanto, a reportagem não fala em invasão a urnas eletrônicas.

Da redação do Acontece na Bahia

Tag(s): , , , , , .

Categoria(s): Destaque, Nacional.

Padre Robson afirma durante reunião: “Sou o chefe da quadrilha”

O Padre Robson de Oliveira Pereira, de 47 anos, ex-reitor do Santuário Basílica de Trindade (GO) e investigado pela polícia por supostos desvios de dinheiro fruto da doação de fiéis, admitiu, em áudio gravado por ele, que participava de esquema para burlar contratos e tinha conhecimento do risco de ser preso pela polícia. “Sou o chefe da quadrilha”, afirma o padre, em um trecho da gravação.

O padre Robson fez a gravação durante reunião com advogados. O material foi divulgado pelo Jornal da Record, na quarta-feira (24). O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) apreendeu o material gravado pelo padre.

Está em análise pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), novo pedido de prisão preventiva contra o padre Robson e mais quatro pessoas, por corrupção ativa. Seis meses após a suspensão de investigação criminal contra o padre Robson, nova solicitação foi apresentada pela Polícia Federal (PF), na última quarta-feira (17).

O religioso e a equipe jurídica dele discutem, durante a reunião, maneiras de camuflar a ilegalidade de contratos de compras feitas em nome de terceiros pela Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), presidida pelo padre até ele ser afastado da direção, após o MPGO deflagrar a Operação Vendilhões, em agosto do ano passado.

Durante a reunião, o padre Robson e sua equipe discutem sobre a possibilidade dos contratos serem alvo de investigação, em razão da dificuldade em explicar a relação da associação com negócios e investimentos imobiliários.

Advogada (nome não divulgado): Da representação nos negócios de investimentos na área imobiliária. Isso é muito ruim.

Advogado Klaus Marques: Quer dizer, eu estou assumindo que eles eram seus representantes nos negócios e investimentos na área imobiliária.

Advogada: e rádios.

Padre Robson: Isso não é bom.

Advogada: De jeito nenhum. Isso é a pior coisa que o senhor pode fazer.

Alessandra (funcionária da Afipe): Isso aqui é péssimo também.

Investimentos na área imobiliária, tendo em vista tudo que, de fato, todo mundo sabe que eles fizeram, foi o quê? Um roubo, né?

Padre Robson: O povo tem essa ideia, né? (…)

Alessandra: Está oficializando, está oficializando.

Padre Robson: (…) Eu estou dando legitimidade para uma coisa ilegítima, porque eu considero que foi estelionato aquilo lá. Os caras lá já falavam: olha, você vai passar, por fora, para mim, tanto. Eu, de bobão… complicado isso aqui. Não está bom, não. Isso aqui é a mesma coisa de estar assinando um mandado de prisão.

Durante a conversa o religioso revela que suspeitava de ser alvo de uma operação policial e que ele poderia ir preso.

Padre Robson: Ô, gente. Lá no inquérito policial, basta eu apresentar um contrato de parceria contratual.

Klaus Marques: padre, assim, eu vou pedir desculpas, mas é [sic] ilógico umas coisas aqui.

Padre Robson: Ô, gente. O meu medo nessas coisas aí chama-se… apuração dos fatos. Quando for apurar fatos, olhando nossa contabilidade, olhando nossa contabilidade do Júnior, do Gleison, vão ver que eles deram outra destinação aos valores, que não bate com datas e nem com nenhum tipo de… não tem jeito, gente.

Klaus Marques: Isso aqui é até perigoso ficar num computador.

Padre Robson: Eu estou dizendo é o seguinte. Eu não posso ter isso aqui no meu computador. Eu troco a placa desse “trem” aqui loguinho.

Klaus Marques: Se apreende esse computador… Olha esse tanto de contrato feito, mas não assinado.

Padre Robson: Contrato feito e tudo mais, né, gente? Eu estou enfiando a Afipe em um problema sério.

Na reunião que durou quase uma hora, uma pessoa diz ter lido o resultado da possível investigação.

Funcionária da Afipe: Vai prender o senhor.

O padre Robson admite em outro momento que seria o “chefe da quadrilha” e mostra medo de ser preso.

Padre Robson: Deixa um delegado meio doido começar a fazer pergunta pesada. Aí, gente, eu vou falar para vocês uma coisa. Isso aí é crime organizado.

Klaus Marques: É crime organizado, e o senhor é o chefe.

Padre Robson: E eu sou o chefe da quadrilha.

O padre Robson estava sendo investigado, na época, por suposto desvio de dinheiro fruto da doação de fiéis. As quantias eram entregues à Afipe. O religioso era presidente da entidade e responsável por administrar cerca de R$ 2 bilhões recebidos para a construção do novo Santuário Basílica de Trindade, segundo informações cedidas MPGO.

Entretanto, o dinheiro foi usado em possíveis aplicações financeiras, compras de fazenda e imóveis de alto luxo. Apesar da investigação, o Superior Tribunal de Justiça manteve trancados, em maio, o inquérito policial e a ação criminal contra o padre.

O ministro Olindo Menezes deu o entendimento que o compartilhamento de dados do religioso foi ilegalmente utilizado pelo MPGO dá início a operação. O TJGO seguiu o mesmo entendimento.

Resposta dos citados:

O advogado Klaus Marques afirmou que desconhece os fatos mencionados e afirmou que a Afipe sempre foi pautada pela legalidade, ressaltando que agiu conforme o que estabelece o Estatuto da Advocacia.

A Afipe informou que nenhuma pessoa citada na matéria tem qualquer relação com a entidade.

O advogado Cleber Lopes disse que ainda não há decisão sobre a solicitação feita pela Polícia Federal, se referindo ao novo pedido de prisão preventiva contra padre Robson.

O STJ informou que “não divulga informações sobre ações originárias em segredo de Justiça, as quais estão sob o comando dos respectivos relatores, sob pena de prejuízo ao andamento das investigações”.

Da redação do Acontece na Bahia

Tag(s): , , , , , .

Categoria(s): Destaque, Nacional.

Delegado responsável por investigar filho mais novo de Bolsonaro é substituído após decisão do Diretor-geral da PF

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste sábado (9). O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, substituiu o chefe da superintendência no Distrito Federal, Hugo de Barros Correia, responsável pelo inquérito das fake news e que investigava Jair Renan, o filho do presidente Bolsonaro. A decisão do diretor-geral da PF aconteceu nessa sexta-feira (8).

À frente de algumas apurações delicadas e relevantes para o Planalto, Hugo comanda os inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fake news, um sobre organização criminosa dos atos antidemocráticos e outro da live com ataques às urnas eletrônicas feita por Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes está na relatoria destes inquéritos.

Hugo Correia não comandava estas investigações como superintendente, mas era o responsável pelo núcleo que apura os casos. O filho 04 de Bolsonaro, Jair Renan, é investigado pela superintendência do DF na operação que apura desvios de recursos no Ministério da Saúde. Nesse sentido, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 tem voltado a atenção para a investigação contra o filho do presidente Bolsonaro. A CPI teve acesso a documentos que mostram que o filho de Bolsonaro pediu ajuda de um lobista para abrir uma empresa privada em Brasília.

O diretor-geral da PF deve substituir Hugo de Barros Correia por um delegado do Rio de Janeiro, porém o nome ainda não foi divulgado.

Da redação do Acontece na Bahia

Tag(s): , , , , , , .

Categoria(s): Destaque, Nacional.

PF apreende 1,3 toneladas de cocaína em avião executivo no aeroporto de Fortaleza; o destino seria a Bélgica

Uma notícia é destaque nas principais manchetes nesta quarta-feira (4). A Polícia Federal (PF), apreendeu na manhã desta quarta-feira, 1,304 toneladas de cocaína, em um avião executivo que estava no aeroporto de Fortaleza, Ceará.

O destino da aeronave seria Bruxelas, na Bélgica. A PF prendeu a tripulação do avião, que era composta por um passageiro espanhol e quatro turcos, e encaminhou à delegacia para ser interrogada.

“A apreensão decorre de investigação da PF. A droga foi flagrada em malas, em uma aeronave executiva de nacionalidade turca. O avião decolou de Ribeirão Preto (SP) e tinha como destino Bruxelas, na Bélgica”, explicou a Polícia Federal.

A cocaína apreendida estava escondida em 24 malas que pertenciam a um passageiro espanhol. De acordo com PF, havia 50 tabletes de droga em cada mala, com um total de 1,2 mil tabletes de cocaína. A Polícia Federal apreendeu a aeronave, celulares e documentos dos acusados. A corporação iniciou o trabalho de investigação e perícia dos materiais apreendidos.

Da redação do Acontece na Bahia

Tag(s): , , , , , .

Categoria(s): Destaque, Nacional.