Em meio ao caos, bebê nasce em ponto de apoio aos moradores de Petrópolis: “Lindo. Emocionante”

A tragédia que afetou a cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, foi sem precedentes. Em meio ao caos, uma bebê nasceu, neste domingo (20), em um ponto de apoio as vítimas da tragédia colocado pela Prefeitura de Petrópolis (RJ). Os temporais que atingiram a cidade de Petrópolis trouxeram alagamentos e desmoronamentos de terra, além de deixar 176 vítimas fatais e muitos desaparecidos. O nascimento da bebê trouxe esperança ao local afetado pelos temporais na última semana. Ana Alice é o nome da pequena, que nasceu às 8h42 na Escola Paroquial Bom Jesus.

Giovana Cerqueira, de 19 anos e grávida de nove meses, foi até o ponto de apoio montado pela prefeitura por volta das 7h30 para avisar a sua mãe, que é avó da bebê e está abrigada no local, sobre as fortes contrações que sentia. A equipe médica do posto de saúde, que atuava no ponto de apoio, foi acionada e realizou exames na jovem.

Ela estava tendo contrações fortes. Acionamos a Defesa Civil, que chamou a ambulância, mas não deu tempo. A bebê nasceu aqui mesmo. Foi a coisa mais emocionante que vi na vida”, disse a diretora da escola, Renata Zacharsk.

A diretora Renata disse que o nascimento da bebê deixou todas as pessoas emocionadas. “Ela [Giovana] não estava abrigada na escola, só a mãe dela. Foi um momento muito emocionante para todos aqui”, disse Renata.

Todo o processo até o nascimento da bebê foi realizado pelos profissionais do posto de saúde que estavam no ponto de apoio, informou a enfermeira Tatiana Jardim Costa. “Eu e a mãe dela a colocamos no chão, e eu falei: ‘Faz força’. Logo já vi a cabeça da bebê, e ela nasceu. Foi lindo”, contou Tatiana. Giovana e Ana Alice foram levadas pelo Samu de ambulância para o Hospital Alcides Carneiro (HAC), em Corrêas. Mãe e filha passam bem.

Da redação do Acontece na Bahia

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Após forte temporal, moradores de Petrópolis reviram lixo nas ruas em busca de alimento

Os temporais que têm atingido a cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, deixaram um rastro de destruição. Os moradores de locais afetados pelas chuvas em Petrópolis, reviram lixo acumulado nas ruas do centro da cidade em busca de alimentos. Três jovens que foram atingidas pelos temporais, falaram ao G1 e contaram que reviravam lixo em busca de comida.

As jovens que não quiseram se identificar, conversaram com o portal de notícias. De acordo com uma delas, as autoridades não chegaram ao bairro Caxambu, bastante castigado pelas chuvas que atingiram a cidade.
“A gente veio para cá porque dinheiro a gente não tem, eu não estou com trabalho. Então estou tentando recuperar o que está aqui no lixo. Eu moro no Caxambu e está abandonado. Não tem acesso de carro, não tem ônibus, não passa nada. Ninguém vai lá. Tem corpos enterrados ainda lá, nem bombeiro passa por lá”, lamentou a jovem de 21 anos, acompanhada de suas amigas.

“A situação está muito ruim, não tem ninguém que ajude a gente lá no [bairro] Caxambu. A gente veio aqui tentar recuperar algumas coisas para levar para lá. Nós estamos abandonados. Os moradores que tiveram que tirar os corpos soterrados, nem bombeiro está indo lá”, disse a outra jovem de 20 anos.

No lixo as jovens encontraram roscas, chocolates, biscoito recheado e sacos de pão. “Liga para [nome preservado] e diz que a gente encontrou biscoito aqui. Tem que pegar e ir embora porque vai voltar a chover”, falou uma das meninas para sua amiga.

Da redação do Acontece na Bahia

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Papa Francisco presta solidariedade e diz rezar pelas vítimas do temporal que atingiu Petrópolis

A tragédia que atingiu a cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, de fato sensibilizou o mundo todo. Por meio de um telegrama enviado nesta sexta-feira (18) pela Santa Sé ao bispo de Petrópolis, o Papa Francisco demonstrou sua solidariedade e disse que reza pelas vítimas dos temporais que atingiram a região.

No telegrama que foi assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Papa Francisco escreve a dom Gregório Paixão Neto que confia ao bispo “transmitir às famílias das vítimas suas condolências”.

A Polícia Civil traz a estimativa de que os temporais que atingiram a cidade de Petrópolis na última terça-feira e desencadearam alagamentos e desmoronamentos de terra, vitimaram ao menos 120 pessoas e deixaram outras 116 desaparecidas.

O documento afirma que o Papa Francisco ficou sabendo da tragédia que atingiu Petrópolis com “profundo pesar”. O Pontífice solicita ao Bispo de Petrópolis que se solidarize com a situação e traga palavras de conforto as pessoas que perderam familiares e suas moradias.

O Papa Francisco ainda deseja “pronto restabelecimento e serenidade e consolação da esperança cristã para todos os atingidos pela dolorosa provação”.

Da redação do Acontece na Bahia

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“Não tem como não nos emocionarmos”: Jornalista chora durante cobertura de temporal em Petrópolis

O temporal na cidade de Petrópolis tem emocionado todo o país com o rastro de destruição que tem deixado.

O jornalista Flávio Fachel não conseguiu segurar as lágrimas diante de tanta destruição, durante a apresentação do “Bom dia Rio”, da TV Globo.

“Não tem como não nos emocionarmos, porque sabemos que há pessoas aqui que ainda precisam ser resgatadas. É muito difícil o que estamos acompanhando aqui, Silvana. Não tem como andar aqui, e vemos essas equipes de socorro trabalhando, usando toda a técnica que elas têm, para localizar alguém que você não sabe onde está”, disse Flávio.

O jornalista estava compartilhando o drama na busca por desaparecidos. Ele conta que inicialmente a programação era chegar a Petrópolis, dormir e apresentar o programa. Entretanto, ele decidiu acompanhar de perto o trabalho das equipes de resgate.

“As pessoas estão trabalhando de maneira incansável, Silvana. Eu vi o trabalho entrando pela madrugada em vários lugares. Os socorristas são unânimes em dizer que não sabem onde as pessoas estão, e eles seguem passo a passo todas as técnicas que usam e equipamentos. É muito difícil. Com o pé na lama, nós sentimos a dor e a energia que toda a cidade de Petrópolis está sentindo”, acrescentou o jornalista.

Até o momento, 105 mortes foram confirmadas e há o registro de 134 desaparecidos.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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