Médica dermatologista é encontrada sem vida em hotel de luxo de Petrolina; Uma carta também foi encontrada no quarto

Uma jovem médica e influenciadora digital foi encontrada morta em quarto do hotel de luxo Nobile Suítes Del Rio, na Orla de Petrolina, cidade de Pernambuco que faz divisa com Juazeiro.

Fabrícia Marques era médica dermatologista e uma das mais respeitadas do vale do São Francisco. Em suas redes sociais ela tinha cerca de 17 mil seguidores.

Com a confirmação da morte, médicos e pacientes lamentaram o ocorrido. “Que isso! Estávamos juntos até pouco tempo atrás. Mulher batalhadora! Como assim”, escreveu uma colega.

“Meus sentimentos a toda família e equipe. Que você encontre a Luz divina, minha querida amiga”, completou outra.

Um suposto suicídio é investigado, pois uma carta escrita por Fabrícia foi encontrada. Segundo a polícia, a médica fez um checking um dia antes da morte e não foi mais vista. O teor da mensagem da carta ainda não foi divulgado.

No seu perfil do Instagram, foi publicado um comunicado sobre a morte. O corpo da médica foi velado na manhã da sexta-feira (07) na casa da família, em uma cerimônia com apenas família e amigos.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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Caso Beatriz: Mãe de menina vítima de 42 facadas fará peregrinação de 712 km para lutar por justiça

Com o objetivo de lutar pela memória da filha brutalmente assassinada e para que a justiça seja feita, Lúcia Mota, de 41 anos, acordou cedo, apertou os cadarços do tênis e partiu rumo a uma caminhada de 712 km. Beatriz Angélica, filha de Lúcia, foi morta aos 7 anos de idade, em 2015, e ainda hoje o crime está sem solução.

Buscando ser ouvida pelo governador, Lucinha, como é chamada, saiu de Petrolina, cidade cenário do crime, no último dia 5, com destino ao Recife. O objetivo é ir a pé até o Palácio das Princesas, sede do governo do estado, e implorar por justiça no caso envolvendo a morte da filha.

Lúcia buscou primeiro o condicionamento físico, a princípio por recomendação médica, posteriormente impôs nova meta. Lucinha contou com o apoio de duas amigas que estiveram ao seu lado. “O corpo dói, os pés doem, mas o que dói mais, pode ter certeza, é tirarem um filho da gente”, comentou.

Daniliria Cavalcante, de 34 anos e bancária, faz parte dessa rede de apoio desde o início. “A gente não imaginava que isso fosse se estender tanto”, comentou sobre o caso ainda sem solução. A bancária tirou licença do trabalho para acompanhar Lucinha. A aposentada Ana Novaes, que mora no Recife, viajou de avião até Petrolina para fazer o retorno a pé. “Eu me espelho de alguma forma, apesar de não conseguir sentir na pele o quão profunda é a dor”, comentou.

Diariamente elas caminham entre 20 km e 40 km, ponderando a distância entre uma localidade e outra. O trajeto fica um pouco comprometido em razão do sol forte ao longo do dia e é necessário se hidratar para aguentar o percurso.

Durante o trajeto, um veículo vai acompanhando Lucinha. Nele está o marido e pai de Beatriz, Sandro Romildo, que conta com a ajuda de mais dois amigos. “Podemos passar 30, 60, 90 dias… uma hora ele [o governador] vai ter que nos atender, uma hora ele vai ter que enfrentar o problema. Chega de indiferença, chega de injustiça, chega de impunidade, chega de incompetência”, desabafou.

No trajeto há muitos gestos de carinho e apoio, e no coração de Lúcia as lembranças da filha. “Comigo, no meu corpo, levo apenas recordações de Beatriz”, revelou.

A menina Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva foi encontrada esfaqueada dentro de um tradicional colégio de freiras em 2015, e o motivo do crime nunca foi revelado. Beatriz estava no local em companhia da família para comemorar a formatura de ensino médio da irmã mais velha.

O pai de Beatriz, que era professor na escola, subiu ao palco e começou a chamar por sua filha no microfone. “Beatriz, ô minha filha, onde você tá?”, chamava o pai angustiado. Entretanto, a festa continuou diante da animação dos convidados.

Imagens de uma câmera de segurança flagraram Beatriz às 21h59, quando se afastou da mãe para ir até o bebedouro do colégio. Minutos depois, a menina foi encontrada sem vida atrás de um armário, em uma sala de material esportivo, que fica ao lado da quadra de esportes onde a festa era realizada. O que intriga as autoridades é que não havia sangue no local, o que aponta que Beatriz não foi morta ali. O crime nunca foi solucionado.

Beatriz estava com uma faca do tipo peixeira cravada no abdômen e apresentava ferimentos no tórax, nos braços e nas pernas. Na festa estavam mais de duas mil pessoas e ninguém viu o momento em que o crime aconteceu.

Lucinha foi receber as bênçãos de Dona Maria, sua mãe, antes de pegar estrada para seu protesto peregrinador. Por onde passa ela vai colhendo memórias de outras mães que também perderam os filhos de forma violenta.

“Como que a gente vai ter paz se os assassinos dos nossos filhos estão convivendo normalmente dentro de uma sociedade?”, disse Lúcia em passagem pela comunidade de Nova Descoberta onde ela abraçou Dona Deusa, que teve dois filhos mortos em uma chacina que, até hoje, cinco anos depois, também não foi solucionada.

Da redação do Acontece na Bahia

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