William Bonner faz desabafo sobre situação da saúde em Manaus e critica gestão da pandemia: “estamos esgrimando com loucos, irresponsáveis”

William Bonner, âncora e editor-chefe do Jornal Nacional, na rede Globo, fez longo desabafo sobre a situação do estado do Amazonas e sobre o papel da imprensa em criticar o Governo. Assim, o jornalista afirmou estar “esgrimando com loucos”, indicando uma batalha sem sentido e sem fim contra o governo.

Bonner demonstrou exaustão de tanto criticar as medidas do governo na gestão da pandemia: “Aí chega aquele momento em que eu, a Renata Vasconcellos, nós aparecemos aqui ao lado do Alan Severiano que está em São Paulo. Você já sabe o que vai acontecer agora. Mas eu queria só lembrar que se nós fazemos isso todo dia é porque nós estamos cumprindo um dever profissional. Nós aqui e todos os jornalistas do planeta Terra”, afirmou o jornalista.

“Nesse momento, infelizmente, além de dar as notícias, de trazer as informações corretas, nós estamos esgrimando com loucos, com irresponsáveis, com gente que é capaz de entrar num whatsapp da vida e sair espalhando mentira a bel-prazer, mas as mentiras mais absurdas, crendices. Tem gente que faz isso investido de cargo público. Tem gente que faz isso sistematicamente. Mas a gente aqui, nós jornalistas profissionais, nós não vamos desistir, porque esse é o nosso dever profissional. A gente está defendendo aqui a nossa profissão, mas a gente tá defendendo aqui, a sociedade. A nossa, aqui no Brasil, e cada colega nosso jornalista em cada país desse planeta.”, acrescentou.

“Agora eu vou pedir para vocês que prestem muita atenção nas informações que o Alan está trazendo porque elas foram colhidas por um consórcio de veículos da imprensa, empresas, independentes da imprensa, se juntaram para oferecer para você em diversos meios e veículos, números e informações confiáveis como essas que o Alan vai trazer agora e ele tem uma notícia péssima para trazer para você. A média de casos da pandemia do Brasil também bateu um recorde”, concluiu o apresentador.

Da redação Acontece na Bahia.

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Categoria(s): Destaque.

‘Pacto pela vida’, diz Mandetta ao elogiar união de Rui e Neto no combate à covid-19

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro (Sem partid0), a união do prefeito de Salvador ACM Neto e de  Rui Costa, na condução da luta contra a pandemia do novo coronavírus é um “pacto pela vida”.

“O primeiro passo de ser um país e se reconhecer como país, é a proteção da vida dos brasileiros. No caso da Bahia, governador e prefeito, embora com diferenças políticas, conseguiram fazer um pacto pela vida. Era esse pacto pela vida que a gente queria ver espalhado em todo mundo”, diz o ex-ministro

“Eu conversava com o governador do Ceará, que é do PT, com o de Santa Catarina, que era do PSL. Para mim, a parte política seria completamente eliminada. Acho que isso teria sido o papel que engrandeceria ainda mais. Naquele momento, o inimigo, o invasor, como temos muito militar, usando palavras militares, o invasor do solo pátrio, era o vírus. Não tinha outro elemento. Faltou essa noção de sociedade brasileira complexa da liderança e a gente se unir. Até certo ponto, o pessoal foi solidário e o brasileiro mostrou mais uma vez a solidariedade. São inúmeros exemplos e a imprensa fez o papel direitinho”,  completou ele

Ele ainda falou sobre a conduta de Bolsonaro sobre o combate ao novo coronavírus.

“Eu vi uma estratégia muito igual do Brasil com os Estados Unidos. Foi uma sequência igual. Trump aparece com a cloroquina, Bolsonaro aparece com a cloroquina. Depois Trump joga a culpa e politiza com a China, aí o filho do Bolsonaro chama de vírus chinês. A coisa vai indo, mas tem uma hora que, quando ele vê o sistema de saúde e vê que o problema era grave, ele dá um passo atrás e coloca o Anthony Fauci, que é um epidemiologista muito respeitado, passando a bola para os técnicos. Aqui no Brasil não, a ideia era tirar o Ministério da Saúde da fala, da condução e ter uma postura de criticar governadores e prefeitos que estavam na ponta com as armas que tinham”,  finalizou em entrevista a Metrópoles.

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Categoria(s): Regional.

Vendedor adapta carretinha em bicicleta para trabalhar e cuidar do filho durante pandemia

Luan Maciel Carvalho, de 24 anos, é vendedor de salgados em Santa Helena de Goiás (GO) e não tem com quem deixar o filho pequeno, Pedro Samuel, de apenas 4 anos, enquanto sai para trabalhar.

Desde o início da pandemia, com as creches fechadas, Luan tem levado o Pedro nas suas rotas de venda, que dão cerca de 50 km por dia! Ele faz tudo isso pedalando e adaptou uma carretinha para que o filho ficasse confortável e na sombra.

Luan ganha cerca de R$ 700 por mês e todo o dinheiro é para pagar aluguel, energia, água e comida. Ele disse que não sobra nenhum valor para pagar uma babá.

Luan ganhou uma cadeirinha de criança e o restante do material custou R$ 45. Ele colocou mais duas rotas e uma lona, que serve de sombreiro para que Pedro não fique o dia inteiro no sol.

É tudo de sucata, comprei tudo no ferro-velho. As babás mais baratas que eu achei cobravam R$ 400“, contou.

Com a adaptação, o peso que Luan carrega aumentou para 50 kg. Isso faz com que o vendedor também tenha um cansaço físico maior, durante seu turno de trabalho.

Pedro e Luan chamam a atenção por onde passam. O pai conta que muita gente elogia a sua dedicação e amor pelo filho.

Não são todos os pais que fazem uma coisa dessas. É um sacrifício muito grande. Não é fácil para ele não”, disse a empresária Marlene Campos quando viu a iniciativa do salgadeiro.

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Categoria(s): Social.