‘Pacto pela vida’, diz Mandetta ao elogiar união de Rui e Neto no combate à covid-19

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro (Sem partid0), a união do prefeito de Salvador ACM Neto e de  Rui Costa, na condução da luta contra a pandemia do novo coronavírus é um “pacto pela vida”.

“O primeiro passo de ser um país e se reconhecer como país, é a proteção da vida dos brasileiros. No caso da Bahia, governador e prefeito, embora com diferenças políticas, conseguiram fazer um pacto pela vida. Era esse pacto pela vida que a gente queria ver espalhado em todo mundo”, diz o ex-ministro

“Eu conversava com o governador do Ceará, que é do PT, com o de Santa Catarina, que era do PSL. Para mim, a parte política seria completamente eliminada. Acho que isso teria sido o papel que engrandeceria ainda mais. Naquele momento, o inimigo, o invasor, como temos muito militar, usando palavras militares, o invasor do solo pátrio, era o vírus. Não tinha outro elemento. Faltou essa noção de sociedade brasileira complexa da liderança e a gente se unir. Até certo ponto, o pessoal foi solidário e o brasileiro mostrou mais uma vez a solidariedade. São inúmeros exemplos e a imprensa fez o papel direitinho”,  completou ele

Ele ainda falou sobre a conduta de Bolsonaro sobre o combate ao novo coronavírus.

“Eu vi uma estratégia muito igual do Brasil com os Estados Unidos. Foi uma sequência igual. Trump aparece com a cloroquina, Bolsonaro aparece com a cloroquina. Depois Trump joga a culpa e politiza com a China, aí o filho do Bolsonaro chama de vírus chinês. A coisa vai indo, mas tem uma hora que, quando ele vê o sistema de saúde e vê que o problema era grave, ele dá um passo atrás e coloca o Anthony Fauci, que é um epidemiologista muito respeitado, passando a bola para os técnicos. Aqui no Brasil não, a ideia era tirar o Ministério da Saúde da fala, da condução e ter uma postura de criticar governadores e prefeitos que estavam na ponta com as armas que tinham”,  finalizou em entrevista a Metrópoles.

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Vendedor adapta carretinha em bicicleta para trabalhar e cuidar do filho durante pandemia

Luan Maciel Carvalho, de 24 anos, é vendedor de salgados em Santa Helena de Goiás (GO) e não tem com quem deixar o filho pequeno, Pedro Samuel, de apenas 4 anos, enquanto sai para trabalhar.

Desde o início da pandemia, com as creches fechadas, Luan tem levado o Pedro nas suas rotas de venda, que dão cerca de 50 km por dia! Ele faz tudo isso pedalando e adaptou uma carretinha para que o filho ficasse confortável e na sombra.

Luan ganha cerca de R$ 700 por mês e todo o dinheiro é para pagar aluguel, energia, água e comida. Ele disse que não sobra nenhum valor para pagar uma babá.

Luan ganhou uma cadeirinha de criança e o restante do material custou R$ 45. Ele colocou mais duas rotas e uma lona, que serve de sombreiro para que Pedro não fique o dia inteiro no sol.

É tudo de sucata, comprei tudo no ferro-velho. As babás mais baratas que eu achei cobravam R$ 400“, contou.

Com a adaptação, o peso que Luan carrega aumentou para 50 kg. Isso faz com que o vendedor também tenha um cansaço físico maior, durante seu turno de trabalho.

Pedro e Luan chamam a atenção por onde passam. O pai conta que muita gente elogia a sua dedicação e amor pelo filho.

Não são todos os pais que fazem uma coisa dessas. É um sacrifício muito grande. Não é fácil para ele não”, disse a empresária Marlene Campos quando viu a iniciativa do salgadeiro.

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