‘Estava sem expectativas’, diz Silvano Salles, que abriu bar em Salvador em razão da baixa demanda durante pandemia

Uma notícia tem circulado nas redes sociais nesta quinta-feira (22). As consequências negativas trazidas pela pandemia de Covid-19 afetaram diversos segmentos no país, e um deles, sem dúvida, é o setor artístico que teve todos os seus eventos e produções interrompidos. O cantor Silvano Salles, por exemplo, optou por abrir um bar no bairro do Cabula, em Salvador, como forma de aproveitar o tempo e a falta de shows nesse momento para ser produtivo.

‘‘Eu estava sem expectativa de vida. Acordava de manhã e minha programação era estar na casa da minha mãe. Almoçava com ela, passava a tarde com ela e 18h voltava para casa. Música, só no rádio, no CD, nas plataformas digitais”, disse.

“Sempre conversei com alguns amigos meus que tinha vontade de montar um negócio pra mim. Não tinha noção do quê, aí pintou a oportunidade desse boteco. […] É um trabalho em família, e eu fico aqui com eles recepcionando os amigos, dando o apoio”.

Com novo empreendimento, Silvano Salles garantiu que quando as coisas voltarem a normalidade e a vida artística retomar, irá administrar o negócio à distância.

Da redação do Acontece na Bahia

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Mourão diz que maior erro do governo foi não fazer campanha firme de combate à Covid-19

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (23). O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse em entrevista a GloboNews que foi ao ar nessa terça-feira (22) que o governo falhou em ações de enfrentamento a pandemia. Segundo o vice-presidente, o ‘maior erro’ do governo federal foi não desenvolver campanhas de orientação às pessoas sobre a pandemia de Covid 19.

Eu vou dizer para ti qual é o nosso maior erro, na minha visão: a questão de comunicação desde o ano passado. De campanhas de esclarecimento à população. Acho que esse foi o grande erro, uma campanha de esclarecimento firme, como tivemos no passado, de outras vacinas, mas uma campanha de esclarecimento da população sobre a realidade da doença, orientações o tempo todo para a população. Eu acho que isso teria sido um trabalho eficiente do nosso governo”, disse.

O vice-presidente não quis fazer críticas diretas ao presidente Bolsonaro com relação a pandemia.“O presidente tem a visão dele. Eu não coloco nas costas do presidente essas coisas que têm acontecido. Não é tudo nas costas dele. Cada um tem a sua parcela de erro nesse pacote todo aí. É um país desigual: desigual regionalmente e desigual socioeconomicamente. É um país continental.” Mas não é só isso…

Mourão quando indagado sobre muitos militares envolvidos no governo, classificou como ‘‘missão constitucional’’ de ‘‘defesa da Pátria’’. O vice-presidente evitou criticar a atitude do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que participou de evento ao lado de Bolsonaro, atitude incompatível com regras militares.“Pazuello, eu conheço, tenho apreço, me ajudou em momentos difíceis. O Pazuello deveria ter compreendido que estava em função política (ao ocupar o ministério), já tinha atingindo o patamar mais elevado (na hierarquia do Exército) e era hora de ir para a reserva. Teria mais liberdade de manobra para trabalhar. É o ponto focal da questão”, comentou.

Hamilton Mourão comentou ainda sobre certas polêmicas que envolveram recentemente o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “Trabalhar com pessoas não é simples. […] A função que tenho no conselho é para criar sinergia. Palavra-chave é ‘cooperação’. Compete a mim fazer trabalho de conhecimento, dizer: ‘Vamos agir da forma correta’”, contou na entrevista.

Da redação do Acontece na Bahia

 

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Categoria(s): Destaque, Nacional.

Claudia Leitte é criticada após isentar-se de falar sobre a pandemia durante o programa “Altas Horas”

Uma notícia está sendo destaque nesta segunda-feira (24). A cantora Claudia Leitte causou polêmica desde o último domingo (24) ao se isentar de comentar seu posicionamento acerca da pandemia, após ser questionada por Serginho Groinsman sobre qual a sua maior indignação no momento crítico que o Brasil está vivendo.

Enquanto todos esperavam uma resposta sobre o tema, Claudia Leite preferiu relativizar a situação e responder de forma destoante. “A minha indignação? Eu tenho um coração pacificador. Eu me indigno, sou capaz de virar tudo pelo avesso, de chutar as barracas, mas acho que todo mundo tem um lugar onde pode brilhar uma luz para desfazer o que está acontecendo e se essa luz se acende, obviamente, não vai ter escuridão”, declarou a cantora.

Mas não foi só o público que se indignou. Logo após ser questionada, Serginho fez a mesma pergunta para Débora Secco, que estava de forma virtual no programa. A atriz, por sua vez, deu uma alfinetada em Claudia com a sua resposta.

“O que me indigna é a gente normalizar as piores coisas e seguir adiante como se estivesse tudo bem, que é isso mesmo. Não é isso mesmo, isso não pode continuar, as coisas têm que mudar”.

A apresentadora Ana Maria Braga também se juntou a Débora e completou a fala da atriz. “A falta de vacina no Brasil. Tem países na Europa que começaram a vacinação seriamente. Ter mais gente ou menos gente aqui não justifica, a gente não tem vacina para toda a população e não tem por motivos que todos conhecem, é só ligar o telejornal. Não pode se normalizar isso, temos que nos indignar”.

Nas redes sociais, os internautas não pouparam a cantora. “Claudia Leitte jurou que tava lacrando nessa onda de “gratidão”, quando, na verdade, ela não parece estar nem um pouco preocupada com a situação do Brasil, já que nem aqui mora mais”, disse um internauta.

“Com tudo que está acontecendo, Claudia Leitte é incapaz de contar uma indignação. De saco cheio dessa positividade fruto de uma alienação intencional”, comentou outro.

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Da Redação do Acontece na Bahia

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Categoria(s): Artistas.

Com a pandemia, 22% dos baianos cadastrados no CadÚnico passam a viver com R$89, o que aumenta a fome e insegurança alimentar

Uma notícia está sendo destaque nesta quinta-feira (06). Com a pandemia do coronavírus, o número de baianos que não se alimentam adequadamente, seja em quantidade e em qualidade nutricional, aumentou consideravelmente. Dados revelados pelo secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), Carlos Martins, mostram que 1,9 milhões de pessoas cadastradas no CadÚnico vivem com entre R$ 89 e R$ 150 por mês.

“Nós temos o Cadastro Único com 3.450 milhões famílias. O CadÚnico já lhe dá uma ideia da pobreza na Bahia, porque 1,2 milhões vivem com até R$ 89 por mês, 1,9 milhões vivem com entre R$ 89 e R$ 150”

“Então a gente já sabe o número mais ou menos, e onde estão localizados, que é basicamente na região do semiárido da Bahia, que temos boa parte do nosso território. Com o CadÚnico nós temos a noção exata de onde estão a extrema pobreza, a fome”.

Carlos Martins também comenta sobre os dados da insegurança alimentar. 40% dos baianos cadastrados no CadÚnico, principalmente da região semiárida, sofre com este problema.

“A Bahia é um estado de 14 milhões de habitantes, a maior economia do Nordeste, mas também tem uma boa parte da população no semiárido e vivendo em extrema pobreza. Segundo os dados do CadÚnico, a Bahia é o estado que mais recebe Bolsa Família, isso quer dizer que a questão da fome é uma preocupação muito forte”.

A situação piora quando se avalia os riscos de saúde que essa vulnerabilidade acarreta. Por conta da insegurança alimentar, é comum que se tenham perde energia, memória e que leve inclusive a morte. Esse aumento preocupante é percebido pelo aumento da procura dos equipamentos como CRAS e CREAS.

“A gente percebe pelos nossos equipamentos. Nós temos 28 CRAS [Centro de Referência da Assistência Social], sete CREAS [Centro de Referência Especializado de Assistência Social], e temos quatro centros voltados a população de rua. Então, naturalmente a gente percebe que a procura pelos nossos equipamentos tem crescido. Isso é um índice muito claro de que a pobreza tem aumentado”, explica o secretário de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer de Salvador (Sempre), Kiki Bispo.

A pandemia piora tudo porque diversas famílias ficam desempregadas. nós estamos já em uma segunda onda da Covid-19, que voltou mais agressiva e que trouxe novamente as medidas restritivas. Essas medidas fecham comércio, elas pedem para que as pessoas fiquem em casa, então isso impacta diretamente na economia”, disse Kiki Bispo.

“Você percebe o aumento das pessoas em situação de rua, o aumento de desempregados, você percebe o aumento de pessoas em estado de vulnerabilidade social. Então isso traz impactos diretos”.

Ao G1, o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia, Carlos Martins, revelou ainda sobre uma pesquisa que apontou que 74% das pessoas que necessitam de restaurante populares em Salvador, que cobra um valor de R$1 por quentinha, fazem dessa a única refeição do dia.

“Nós fizemos uma pesquisa com os usuários do Restaurante Popular e 74% deles só tem uma refeição por dia. Então nós temos muitas pessoas com insegurança alimentar”.

 

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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