Médica Nise Yamaguchi processa Otto Alencar alegando que foi humilhada pelo senador em audiência da CPI

Um caso repleto de polêmicas voltou à tona nesta segunda-feira (21). A médica oncologista Nise Yamaguchi iniciou processos na Justiça contra o senador baiano e médico Otto Alencar e contra o senador Omar Aziz.

Esses processos são consequências de episódio que aconteceu durante uma audiência na “CPI da Covid” que dividiu opiniões. Trata-se do dia em que Otto Alencar questionou Nise acerca da natureza do coronavírus. Nessa conversa, Otto comparou a estrutura do vírus com um protozoário e perguntou a diferença entre eles para Nise. Na sequência, Otto não se satisfez com a resposta de Nise que, assim como ele, é médica.

Esse questionamento foi um dos argumentos de Otto para criticar a defesa do uso de medicamentos como a cloroquina, que não tem eficiência comprovada contra a doença e foram originalmente criados com outros fins e não como antivirais. Contudo, a maneira como o senador lidou com a questão não agradou nada a Nise e agora ela está o alegando foi vítima de misoginia e humilhação por parte do baiano. Além disso, a defesa dela pontou que Nise teria sido constantemente interrompida por ele, destacando o fato como uma atitude machista.

Em conversa com o portal Congresso em Foco, Otto se defendeu e alegou ter tratado Nise com respeito e mantendo o decoro. O senador destacou que usou termos como “doutora”, “senhora” e “Vossa Senhoria” durante a audiência. Ele afirmou:

“Quanto à pergunta sobre vírus e protozoário, a médica não soube responder a indagação. O questionamento foi feito com o objetivo de indicar, como atestam cientistas e especialistas na área de saúde, que nenhuma medicação evita a contaminação pelo coronavírus e que o tratamento precoce, defendido por Nise Yamaguchi, não funciona e não é recomendado.”

Além disso, Nise é apontada como uma das integrantes de um suposto “Gabinete Paralelo” de Bolsonaro, composto por pessoas que seriam conselheiras dele na Saúde. Otto relembrou que Nise teria alguns gastos pagos pelo Governo Federal:

“No caso de Nise Yamaguchi, 8 passagens aéreas para deslocamento até Brasília foram pagas desta forma, o que poderá levar à CPI a ouvir a médica novamente.”

Já no processo contra Omar Aziz, Nise afirmou que ele não interviu nas atitudes de Otto e, portanto, teria consentido e seria “cúmplice e corresponsável pelos abusos”. Em resposta, Aziz destacou os duros números da pandemia no Brasil e afirmou que Nise deveria fazer uma autocrítica:

“Espero que lhe sirva para uma reflexão profunda sobre as consequências das atitudes que ela assumiu. Ao invés de processar a nós, que estamos trabalhando para salvar vidas, ela bem poderia processar na própria consciência a participação que teve na imensa tragédia que se abate sobre o povo brasileiro.”

Da Redação do Acontece na Bahia.

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CPI: Eduardo Pazuello passa mal, durante intervalo, e é socorrido por Otto Alencar; Aziz suspende depoimento

Durante o intervalo do seu depoimento à CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello passou mal, nesta quarta-feira (19). O senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico, o socorreu e afirmou que o ex-titular da Saúde sofreu uma “Síndrome Vasovagal”, que é uma perda transitória da consciência.

Por causa disso, aliado ao extenso número de senadores inscritos para a oitiva, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a sessão, que será retomada nesta quinta-feira (20/5), a partir das 9h.

Segundo Alencar, Pazuello sentiu-se mal no “cafezinho”, que é uma antessala da comissão onde ocorre a CPI. “Ele estava bem pálido, quase desmaia. Procurei colocar ele na posição correta, elevando os membros inferiores. Logo depois, ficou corado, está muito bem. O ex-ministro ficou muito tempo em pé, emocionado. É uma síndrome muito comum”, explicou o senador.

Ainda de acordo com o senador baiano, Pazuello poderia ter retomado seu depoimento, porque já estaria recuperado. Porém, Aziz optou por cancelar a sessão, remarcando-a para esta quinta.

O adiamento do depoimento dará mais tempo para os integrantes da CPI. Ainda há 22 senadores inscritos para a oitiva do ex-ministro. A sessão teve que entrar em intervalo devido à ordem do dia no Senado.

Desta forma, a oitiva da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”, deve ficar para a próxima terça-feira (25/5).

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Da redação do Acontece na Bahia

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