Jovem médico recém-formado acaba perdendo a luta: “Herói da linha de frente é mais uma vítima da covid-19”

Uma notícia triste tem sido destaque nas redes sociais nesta terça-feira (30). Lucas Alves Costa, médico, recém-formado pela Unifacisa, em Campina Grande, faleceu nesta segunda-feira (29), por complicações decorrentes da covid 19. Por meio do Instagram, a instituição ressaltou o empenho do profissional em sua área e lamentou o falecimento do médico. 

“Em meio à calamidade pública em que vivemos, devido à Covid-19, dr. Lucas foi mais um herói na batalha contra a doença, dedicando ao máximo seu trabalho para salvar vidas”, ressalta um trecho da nota. 

Lamentaram a morte de Lucas Alves e se solidarizaram com família e amigos o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e o Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB). A Paraíba já contabiliza inúmeras mortes em decorrência da covid 19 desde o início da pandemia. Entre os médicos, Lucas é o 37º a perder a vida para a doença. 

 

Da redação do Acontece na Bahia   

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Há 15h dentro de ambulância, jovem médico faz desabafo e alerta ao povo: “Muita gente falecendo dentro das ambulâncias e na porta das UPAs”

Uma história preocupou o povo nesta quinta-feira (4). Isso porque o depoimento de um médico da linha de frente causou grande comoção.

De dentro de uma ambulância, o jovem médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Pedro Julião, gravou um vídeo em tom de alerta. Segundo ele, muitas pessoas estão morrendo dentro de ambulâncias e nas portas das upas, o que ressalta a possibilidade de um iminente colapso no sistema de saúde. Julião, que está atuando em Salvador, desabafou e fez um pedido à população:

“Não duvide que hoje não temos vagas para as pessoas nos hospitais e muitas delas estão falecendo dentro das ambulâncias e na porta das UPAs. Estamos desde 15h com um paciente dentro da ambulância com desconforto respiratório e fazendo uso de oxigênio […] Salvador não tem vagas para a gente levar os pacientes. Por favor, entendam: a situação é gravíssima. Nós chegamos ao limite da ocupação dos leitos”
Sabemos que hoje a necessidade do isolamento social é muito importante […] Eu entendo que os comerciantes, as pessoas que precisam do trabalho informal precisam levar comida pra casa, mas a gente tem que pensar que a vida humana é muito mais importante que isso. As decisões do governo do Estado e da prefeitura, a intenção é o isolamento social. Façam a sua parte. A situação é real e precária.”

Da Redação do Acontece na Bahia.

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Categoria(s): Nacional.

Médico que foi espancado após tentar alertar sobre risco de aglomerações conta que agressor era um familiar e que prestou um boletim de ocorrência

Uma triste notícia circulou nas redes nesta manhã de terça-feira (2) e causou comoção. O médico infectologista José Eduardo Mainart Panini, funcionário do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, desabafou nas redes sociais em um relato de agressão na última segunda-feira (1).

Na publicação em seu perfil do Instagram, o médico aparece com um olho roxo e a boca com um ferimento e afirma que os machucados foram resultado da tentativa de alertar “pessoas conhecidas” sobre os riscos da Covid-19. O caso ocorreu no município de Toledo, no Paraná.

No relato em sua publicação, Panini afirma: “Ao alertar os riscos a pessoas conhecidas, a resposta que me foi dada foram chutes e socos… enquanto um me segurava o outro me agredia”.

“Enfim, pessoas assim que ajudaram situação chegar onde está. O desânimo não vem. E junto com eles temos muita coisa boa, progresso, vacinas e tudo que vai fazer sairmos dessa pandemia. E aos trabalhadores da saúde muita força”, conclui.

Posteriormente, o médico afirmou ao site G1 que o agressor era um familiar e que o agrediu pois planejava uma festa e José Eduardo tentou avisá-lo sobre os riscos. ,

“Fomos tentar falar que era errado, que ele não deveria ir à balada e colocar em risco a saúde de ninguém, e ele já partiu para cima de mim. Até que chegou um amigo dele, que estava no carro o esperando, me segurou no chão, me deu um mata-leão, apertando muito meu pescoço, enquanto esse familiar me agredia. Minha esposa, que também é médica, também foi agredida com um soco”, relatou

“Eu cheguei em casa depois de passar o dia em reunião justamente vendo que a situação da pandemia tinha piorado muito. Daí veio esse familiar, que mora com idosos, e falou que ia desrespeitar tudo. Fui agredido por tentar alertar sobre a atual situação da pandemia e por uma pessoa que realmente não se solidariza com o que está acontecendo. Dói, mas sinto que estou do lado que zela pela vida”, afirmou o médico, emocionado.

Assim, o homem afirmou ter ido na delegacia para registrar um boletim de ocorrência, após a postagem ter viralizado nas redes sociais. A sua esposa, que também foi agredida, já havia prestado o BO na polícia Civil de Toledo no dia anterior. Agora, ele passará pelo exame de corpo de delito na terça-feira (2).

“Não queria que o impacto fosse tão grande, então acabei não indo em um primeiro momento, mas diante da situação resolvi falar mesmo. É chata toda situação, mas penso que depois disso vou ter ainda mais ânimo para trabalhar porque está cheio de pessoas assim e elas precisam entender que estão erradas. Me sinto mais forte ainda para trabalhar na causa e torço para que a gente possa logo sair dessa pandemia”, afirmou ele.

Da redação Acontece na Bahia.

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Médico é agredido com socos e chutes após defender o lockdown em seu estado

Um caso revoltante continua sendo destaque nesta terça-feira (02). O médico infectologista José Eduardo Mainart Panini, revelou ontem ter sido espancado após defender o lockdown no estado do Paraná. Em suas redes sociais o médicos publicou uma foto do seu rosto, nitidamente machucado, com olhos roxos e boca ferida, além de explicar como foram as agressões e como tudo aconteceu:

“Na sexta-feira, após horas de reunião pra determinar o que seria ou não fechado, baseado num Decreto do Estado do Paraná. Já deixo claro, que baseado nos números não há mais nada a que fazer, senão as coisas só piorarão. Ao alertar os riscos a pessoas conhecidas, a resposta que me foi dada foram chutes e socos, enquanto um me segurava o outro me agredia. Enfim pessoas assim que ajudaram situação chegar onde está! O desânimo não vem! E junto com eles temos muita coisa boa, progresso, vacinas e tudo que vai fazer sairmos dessa pandemia! E aos trabalhadores da saúde muita força!”.

O médico atua no sistema público de saúde na cidade de Toledo e afirmou que não irá desanimar por causa das agressões. A prefeitura da cidade publicou uma nota repudiando as agressões, na qual afirmava entender “que toda a agressão é injustificável e inaceitável”.

No Paraná já foram registrados 11.598 mortes, sendo 17 apenas no dia de ontem. O município de Toledo encontra-se na bandeira vermelha do estado.

Da Redação do Acontece na Bahia

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