Filha de cobrador de ônibus e diarista é aprovada em medicina na Unicamp, USP e outras três universidades

Uma boa notícia está sendo destaque neste terça-feira (30). A estudante Monaliza Ávila, de 21 anos, filha de uma de diarista e cobrador de ônibus é aprovada em medicina na USP e Unicamp. Monaliza estudou por quatro anos em um cursinho e durante o colegiado, estudou sempre em escola pública.

De acordo com o G1, a estudante escolheu o curso de medicina após uma visita às dependências de uma faculdade. “Fui descobrindo que aquele seria um caminho em que eu me sentiria realizada e poderia aprender mais sobre o ser humano e devolver isso de forma direta para a sociedade”, disse Monaliza.

Ao se formar no ensino médio, a estudante conseguiu uma bolsa de estudos em um cursinho preparatório de vestibular, especifico para medicina. “Minha rotina de estudos no cursinho era das 7h às 21h de segunda a sexta, e no sábado tinha aula de manhã. Também fazia simulados em alguns finais de semana, e eu ia em praticamente todos”, afirmou.

Mas aprovações não vieram somente agora. Com três anos de cursinho, Monaliza já tinha sido aprovada no curso na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas seu objetivo mesmo era a Unicamp.

A aprovação em medicina veio este ano. Após realizar a prova da Unicamp e ser aprovada numa concorrência de 308 candidatos por vaga, ela agradeceu aos pais. “Apesar do pouco estudo, meus pais sempre tiveram a consciência da importância dele tanto para mim, quanto para o meu irmão e sempre nos incentivaram desde os primeiros anos na escola”.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Jovem indígena supera desafios e se torna a primeira médica indígena do MS para realizar desejo de sua mãe

Uma ótima notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (10). Dara Ramires, filha de Dario Ramires e Zeni Lemes, se tornou o orgulho da família e encheu de esperança a aldeia onde morou. Estudante de escola pública desde muito cedo, a jovem sempre mantinha uma rotina organizada tanto nos estudos quanto na distração. Iniciou a faculdade em 2015 na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)e seis anos depois já formada, a médica atendia aos moradores na aldeia de Te’yikue em Caarapó no posto de saúde local falando em língua nativa. “Havia horário de brincadeiras e de cumprir minhas tarefas diárias. Quando paro para pensar, lembro da minha infância com muita alegria, brincadeiras e jogos”, lembra a médica. 

Seguindo os passos do pai, Dara desenvolveu habilidades futebolísticas e precisou se mudar para Dourados em função do esporte onde chegou a disputar alguns campeonatos locais. Chegou a passar em teste feito para jogar futebol em Campo Grande posteriormente no Atlético Mineiro. 

Por influência da mãe que sempre dizia que a filha seria uma médica, Dara seguiu o conselho: “Não me lembro quando me apaixonei pela área, mas sempre quis ser médica desde pequena”, afirmou. 

Sobre a saúde nas aldeias a jovem afirma que existe muito a ser conquistado ainda: “Creio que a Saúde indígena já foi mais precária, mas que vem melhorando aos poucos com as lutas diárias dos patrícios. Não sei como é a situação em outras aldeias, mas tenho certeza que há muito o que melhorar ainda”, destaca. 

Existem tipos diferentes de medicina como a ancestral por exemplo e sobre como trabalhar as diferentes vertentes a médica ressalta; “Creio que cada pessoa tem sua fé, suas crenças e isso com certeza ajuda a lidarem com as enfermidades. E isso não é diferente para nós. Temos nossas crenças e eu não deixo isso de lado em um atendimento, eu tento ver qualquer paciente, independente se é indígena ou não, como pessoa, visualizando tudo do paciente, enxergando-o como um todo, a fim de aplicar uma medicina humana e também baseada em evidências”, comenta. 

Se tratando da covid 19 e a resistência à vacina na aldeia, a médica emite opinião: “em todo lugar, não só nas aldeias”. “Com certeza, vem devido à falta de informação e falsas informações disseminadas sobre a nossa atual situação. Creio que com o tempo, após conversas, orientações e principalmente paciência, aos poucos iremos alcançar a meta de vacinação”, afirma. 

Questionada acerca de objetivos profissionais em relação à aldeia a jovem destaca: “Meu objetivo é atender bem a população indígena, ofertando atendimento de qualidade. Conheço a nossa realidade dentro da aldeia e, como indígena, quero atender as necessidades de cada um da melhor forma possível. E mostrar aos jovens que sonhos se tornam realidade quando há persistência, disciplina e dedicação”. 

Dara Ramires, de apenas 26 anos, comenta que se sente realizada sobretudo por ter conseguido realizar também o sonho de sua mãe: “Tudo que eu sou hoje, devo a ela e meu pai. Eles são os responsáveis por todos meus feitos até hoje. Sempre me apoiaram em tudo que eu quis fazer, sempre acreditaram que eu era capaz de tudo, bastava querer e eles iriam me ajudar”, diz emocionada. “Tudo que sou, sou por causa deles. Não tenho palavras para expressar meu agradecimento a eles. Deus foi/é muito bom comigo. Sou muito abençoada de ter uma família assim”, concluiu a médica.  

Da redação do Acontece na Bahia 

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Após 6 anos tentando, ex-garçom é aprovado em medicina com bolsa integral pelo ProUni

Uma notícia inspiradora circulou nas redes nesta manhã de quinta-feira (28). Luiz Gustavo Pereira e Silva, 25 anos, foi aprovado para estudar medicina pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). O rapaz reside em Catalão (GO)  e foi aprovado para estudar no Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC), em Palmas (TO).

O jovem passou mais de seis anos equilibrando a vida de estudos com o trabalho correndo atrás do sonho de se torna médico.

De família humilde, o rapaz, que estudou em escola pública, chegou a trabalhar como garçom, balconista de farmácia para se manter e bancar os estudos para o vestibular.

Através de uma vaquinha online, o rapaz conseguiu dinheiro para fazer a mudança para o Tocantins. A vaquinha foi um enorme sucesso e viralizou nas redes devido à história de superação do rapaz. Sua meta era arrecadar 5 mil reais, porém, no final do período de arrecadação, Luiz conseguiu uma quantia de R$27 mil.

O rapaz, após concluir os estudos, focou na aprovação no vestibular em medicina. Porém, como quase tudo na vida, dificuldades foram surgindo no caminho e a ajuda também.

“Eu me matriculei num cursinho noturno. Nessa época, meu avô adoeceu e, em menos de um mês, eu não conseguia manter o cursinho. Cheguei para cancelar e a irmã do do dono, que mexia com a parte administrativa, foi conversando comigo e disse que, se eu quisesse continuar, ela veria o que poderia fazer por mim.”

O sucesso de Luiz Gustavo inspira milhares de brasileiros que almejam subir na vida e se formar em um curso superior. A sua postagem no Instagram comemorando sua aprovação alcançou mais de 273 mil curtidas e 18 mil comentários. Luiz é um exemplo a ser seguido e uma história de superação.

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Idoso de 87 anos que sonhava em ser médico conclui metade do curso de medicina e viraliza na internet: “Sonho de criança”

Uma notícia tomou as redes sociais na manhã de quinta-feira (14). O empresário Valdomiro de Sousa está a caminho de realizar um sonho de criança: Ser médico. O homem de 87 anos concluiu neste semestre a metade do curso e afirma que não realizou o sonho antes pois não teve condições financeiras quando novo.

“Tive uma vida muito sofrida, já fui pobre demais, trabalhei de pedreiro, de servente, já fiz caixão, trabalhei de tudo que puder imaginar. Melhorei minhas condições para poder bancar o curso, consegui me organizar estudando e trabalhando”, conta.

Valdomiro conta que é formado em contabilidade e direito, porém, não se encontrou em nenhuma das duas profissões. Assim, após se encontrar estável economicamente, ele decidiu perseguir um sonho de infância.

Valdomiro prestou três vestibulares, aos 84 anos, antes de ser aprovado em uma faculdade de medicina particular de Goiânia. A mensalidade média da faculdade é de R$7,5 mil.

“Foi muito difícil, mas é um sonho de muitos anos, um sonho de criança, então, corri atrás. Até hoje não me canso de admirar a profissão de médico”, comentou.

As fotos do ensaio de “meio médico” do idoso viralizaram nas redes sociais. O ensaio é uma prática comum entre os estudantes de medicina que concluem metade do curso, que dura 6 anos. Assim, as fotos inspiram e motivam diversas pessoas a perseguir seus sonhos independentemente de suas condições.

Valdomiro de Sousa em ensaio 'meio médico', em Goiânia — Foto: Gregore Miranda/Divulgação

“Ele é uma inspiração para a turma toda dele e faz vários planos para o futuro. Quando se formar, aos 90, ele ainda quer fazer uma especialização. Os jovens costumam colocar dificuldade em tudo, ficam arranjando desculpas, e ele nos dá esse exemplo, vai lá e faz tudo”, conta o fotografo Gregore Miranda que fotografou Valdomiro.

Da redação Acontece na Bahia.

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