Com o aumento do número de casos de covid-19, o estoque de medicamentos para intubação chega a zero, afirmam distribuidoras.

Uma notícia preocupante chamou a atenção dos internautas nesta manhã de segunda-feira (23).  Com o aumento violento do número de casos de covid-19 e o agravamento da crise, as distribuidoras de medicamentos afirmam que os estoques de medicamentos chamados de “kit intubação” chegaram a zero.

Entre os medicamentos estão analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares, que são essenciais para o processo da intubação.

Em entrevista, o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex), Paulo Maia, conta que a demanda desses medicamentos aumentou de forma violenta o que fez os estoques das distribuidoras zerarem.

“Sistematicamente, as distribuidoras solicitam aos fabricantes a reposição dos estoques, e, por fatores diversos os pedidos são atendidos parcialmente, mas assim que os medicamentos são disponibilizados, rapidamente são enviados aos hospitais, deixando o estoque novamente zerado”, afirmou o presidente da Abradimex.

“Como a reposição não tem sido feita em tempo hábil nem em sua plenitude, apenas parte dos distribuidores possuem um estoque de pequeno volume de alguns destes medicamentos, que possivelmente dure em torno de uma semana, a depender da demanda”, continuou.

No entanto, Paulo Maia afirma que as distribuidoras tem hoje a capacidade de manter as operações e distribuir de forma adaptada os hospitais como tem sido feito desde o início da pandemia com a Covid-19.

“Os nossos associados possuem todas as condições para apoiar o governo federal nas operações logísticas e distribuições desses e outros produtos, a partir da regularização dos estoques de medicamentos pela indústria farmacêutica”

“Nesse momento, o mais importante é refletirmos e observarmos como juntos poderemos contribuir para a mudança do momento que estamos enfrentando no Brasil e no mundo, seja na falta de matéria prima comum ao mercado mundial, na alta demanda e na baixa produção, e especialmente no fomento da importância de uma política pública federal convergente com o Distrito Federal, estados e municípios, capaz de orientar e garantir o acesso aos medicamentos da população”, finaliza.

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