Anvisa libera uso de novo coquetel contra a Covid-19: “Poderoso”

Uma boa notícia chamou a atenção dos leitores nesta tarde de terça-feira (20). O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), almirante Antônio Barra Torres, assinou a liberação do uso de um novo coquetel de remédios contra o coronavírus em que chamou de “poderosa arma contra a pandemia”.

Os medicamentos casirivimabe e imdevimabe são da classe dos anticorpos monoclonais e foram liberados pela Anvisa nesta terça-feira (20/4) pela diretoria colegiada do órgão.

“Estamos fazendo uma entrega de tratamento a pacientes que estão numa janela de tratamento que pode vir a ser mais grave, como a necessidade de uma intubação. Os medicamentos poderão reduzir o risco de casos graves, o que é importante no momento atual. É entrega de uma poderosa arma no combate da pandemia de Covid-19”, afirmou o Antônio Barra.

A terapia de anticorpos monoclonais é uma das técnicas de medicamentos mais inovadores da atualidade. Eles são utilizados para tratar câncer e doenças autoimunes e são feitos através de engenharia genética.  De acordo com os estudos, o uso combinado dos medicamentos reduziu em 70,4% o tempo de internações e de mortes em pacientes internados.

“O uso reduziu a carga viral, o que é um achado importante. O perfil de segurança também teve boa aceitação”, afirma Gustavo Mendes, gerente da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa.

Ambos os medicamentos são legalizados e utilizados no tratamento contra a Covid-19 nos Estados Unidos e países europeus.

Da redação Acontece na Bahia.

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Com o aumento do número de casos de covid-19, o estoque de medicamentos para intubação chega a zero, afirmam distribuidoras.

Uma notícia preocupante chamou a atenção dos internautas nesta manhã de segunda-feira (23).  Com o aumento violento do número de casos de covid-19 e o agravamento da crise, as distribuidoras de medicamentos afirmam que os estoques de medicamentos chamados de “kit intubação” chegaram a zero.

Entre os medicamentos estão analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares, que são essenciais para o processo da intubação.

Em entrevista, o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex), Paulo Maia, conta que a demanda desses medicamentos aumentou de forma violenta o que fez os estoques das distribuidoras zerarem.

“Sistematicamente, as distribuidoras solicitam aos fabricantes a reposição dos estoques, e, por fatores diversos os pedidos são atendidos parcialmente, mas assim que os medicamentos são disponibilizados, rapidamente são enviados aos hospitais, deixando o estoque novamente zerado”, afirmou o presidente da Abradimex.

“Como a reposição não tem sido feita em tempo hábil nem em sua plenitude, apenas parte dos distribuidores possuem um estoque de pequeno volume de alguns destes medicamentos, que possivelmente dure em torno de uma semana, a depender da demanda”, continuou.

No entanto, Paulo Maia afirma que as distribuidoras tem hoje a capacidade de manter as operações e distribuir de forma adaptada os hospitais como tem sido feito desde o início da pandemia com a Covid-19.

“Os nossos associados possuem todas as condições para apoiar o governo federal nas operações logísticas e distribuições desses e outros produtos, a partir da regularização dos estoques de medicamentos pela indústria farmacêutica”

“Nesse momento, o mais importante é refletirmos e observarmos como juntos poderemos contribuir para a mudança do momento que estamos enfrentando no Brasil e no mundo, seja na falta de matéria prima comum ao mercado mundial, na alta demanda e na baixa produção, e especialmente no fomento da importância de uma política pública federal convergente com o Distrito Federal, estados e municípios, capaz de orientar e garantir o acesso aos medicamentos da população”, finaliza.

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