Criança chora e mãe se revolta após o filho ser acusado injustamente dentro de loja: “Várias pessoas estavam passando na rua na abordagem. Meu filho começou a chorar e eu também”

A auxiliar temporária Maria de Fátima Maurício de Oliveira, 28 anos, viu o filho de 6 anos ser chamado de ladrão. A mãe falou do triste episódio que viveu nessa quarta-feira (1º), quando saiu de uma loja de utilidades em Valparaíso (GO), no Entorno de Brasília.

Maria de Fátima levou o filho Artur Miguel Siqueira de Oliveira para A Casa Brasileira, localizada nas proximidades da BR-040. Mãe e filho compraram brinquedos, lápis de olho, rímel e delineador. Já na parte externa da loja, quando os dois já estavam no estacionamento de um supermercado vizinho, foram abordados por um segurança da A Casa Brasileira.

Maria de Fátima disse que o homem havia falado que viu o filho dela roubando um lápis de olho. A mãe de Artur comprou o item e pagou R$ 1,99, segundo registro feito em nota fiscal do estabelecimento.

Eu parei, estava com as sacolas na mão, e o segurança falou que viu o meu filho colocando um lápis de olho dentro da sacola. Eu perguntei para meu filho e ele negou. Peguei todas as sacolas e coloquei no chão para olhar. Tirei tudo de lá e o segurança realmente viu que não tinha nada roubado. Chegou o chefe da segurança e eu mostrei o cupom fiscal para conferir. Várias pessoas estavam passando na rua na abordagem. Meu filho começou a chorar e eu também”, disse Maria de Fátima.

Artur ficou muito abalado com o que aconteceu, informou a mãe. Após o constrangimento, os dois foram para a casa da avó do menino, de onde ele afirmou que não queria mais sair, em razão do segurança ter dito que ele roubou o lápis.

Hoje, meu filho acordou me falando que não roubou nada. Estou com medo de ele ficar traumatizado. Eu nunca passei por uma humilhação dessa”, desabafou.

Uma mulher se manifestou nas redes sociais e contou que presenciou a forma como Maria de Fátima foi tratada. “Me doeu. Ela colocou as coisas no chão do estacionamento e logo vi o constrangimento que estava passando”, comentou.
Maria de Fátima agora busca reparação na Justiça. O advogado Adryanno do Vale Silva Moraes deve defendê-la durante o processo judicial contra a empresa. O advogado disse que vai procurar a delegacia especializada, para buscar as reparações cabíveis e disse que entrou em contato com testemunhas do caso.

Ela se sentiu humilhada em público e teve que colocar todas as compras que tinha feito no chão, sob acusação caluniosa de que o filho dela de 6 anos teria furtado um lápis de olho. Cabe uma indenização por dano moral e material, caso a criança venha a precisar de tratamento psicológico, além de condenação por calúnia”, disse o advogado.

Da redação do Acontece na Bahia

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