Aos 64 anos, ator de Beiçola, de “A Grande Família”, está sobrevivendo com a ajuda de um amigo

Uma notícia triste tem sido destaque nesta terça-feira (18). Isso, porque o ator Marcos Oliveira relatou as dificuldades que vem passando por conta da pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista ao podcast “só 1 minutinho”, o ator Marcos Oliveira, famoso pelo seu papel de “Beiçola”, no seriado brasileiro “A grande Família”, surpreendeu a todos ao revelar que está enfrentando problemas financeiros durante a pandemia do novo coronavírus. Apesar de colecionar uma série de trabalhos marcantes, como na novela “Deus Salve o Rei” e no seriado “O Dono do Lar”, aos 64 anos, Marcos está sem trabalhar há meses e conta com a ajuda de amigos para sobreviver.

“Tenho um grande amigo que está na Europa e de vez em quando me ajuda comprando alguma coisa para eu comer. Um fã do interior de São Paulo fez uma vaquinha por lá e depositou um dinheiro para eu pagar minhas contas e ajudar na compra de comida também. Sou sozinho, não tenho família. Vivo apenas com minhas três cadelas. Não me chamam para nada, para nenhum trabalho. Quero ter oportunidade de fazer outras coisas”, explicou Marcos.

Após sofrer um infarto agudo do miocárdio, o atro precisou passar por um cateterismo, em setembro de 2020, e desde então gasta bastante com medicamentos. Sua expectativa é que a situação melhore quando conseguir a aposentadoria.

“Vou dar entrada nos meus papéis agora no fim do mês, quando completo 65 anos. Quem sabe aí eu possa morar num sítio, construir minha casinha, ter uma horta. Mas não poderei parar de trabalhar. Só em farmácia gasto quase R$ 1 mil por mês”, contou ele.

O artista revelou ainda, que carrega traumas desde a infância. Ele contou que sofreu abusos aos 7 anos de idade pelo irmão, que, na época, ele acreditava ser seu primo. O artista foi criado pelos tios, depois de ser abandonado pela mãe.

“Só descobri que eu era adotado quando tinha 33 anos. Que meu pais eram, na verdade, meus tios. Uma prima veio me contar. Então, acabei descobrindo que eu tinha sido abusado aos 7 anos pelo meu irmão, e não pelo meu primo, como eu achava. Ele era muito mais velho que eu. Precisei de acompanhamento depois porque eu cheguei a pirar”.

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Da redação do Acontece na Bahia

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