“Meu filho morreu com fome porque não teve coragem de pedir” desabafa mãe Mãe de um dos homens mortos após supostos furto de carnes em mercado

Enquanto a justiça não encontra os culpados pelas mortes de Bruno Barros e o seu sobrinho Yan Barros, que foram brutalmente mortos e encontrados em um porta-malas, na segunda-feira (29), na localidade Polemica. Os familiares e amigos seguem clamando por justiça.

Na última sexta-feira (30), houve uma comoção na localidade, Fazenda Coutos, onde os homens, que foram assassinados, moravam e, em seguida, fizeram uma manifestação em frente ao supermercado Atakarejo, onde ocorreu a situação.

Segundo a reportagem do portal Globo, a dona de casa Dionésia Pereira Barros, mãe de Bruno Barros, de 29 anos, e o neto Yan barros, de 19 anos, que teria sido ‘entregues’ pelos seguranças do supermercado Atakarejo para os traficantes, desabafou, dizendo que está revoltada com a situação.

“Matar meu filho, o que foi que meu filho fez? Meu filho morreu com fome porque não teve coragem de me pedir comida, ele não morava comigo, não. As meninas estão aí de testemunha. ‘Tia, estou com fome’. ‘Vai pedir a sua mãe’. Porque ele não era de comer assim, sabe?” desabafou Dionésia.

Ainda durante a reportagem, parentes e amigos informaram ao portal que, ambos foram entregues pelos seguranças do supermercado e que uma testemunha presenciou o exato momento em que os homens foram entregue aos traficantes armados no estacionamento do comércio.

“Eu estou passando muito mal, mas eu vou falar. Eu quero perguntar a eles, minha filha, se eles viram alguma escopeta lá junto daquelas carnes. Eu sei que meus filhos erraram, mas eles não eram Deus para entregar meu filho para morte. O segurança do mercado deu meu filho para a morte, deu de bandeja para o Satanás” declarou. 

Na última quinta-feira (29) os familiares divulgaram áudios que  revelavam que o tio que teria furtado carne com sobrinho em mercado pedia R$ 700 para pagar as carnes que ele havia furtado. Com o dinheiro ele pagaria os quatros pacotes de carne, que custavam R$ 755,60 no supermercado Atakarejo, cada pacote com 5 kg, custa R$ 188,90.

“Bruno ligou para uma irmã de consideração pedindo dinheiro para pagar as carnes, porque eles estavam no mercado de Amaralina. Bruno estava com ele no mercado. Eles pediram pagamento das carnes, de R$ 700 reais, que os seguranças estavam pedindo. Na ligação, Bruno disse: ‘eles já estão me entregando, os seguranças do supermercado estão me entregando para os traficantes” informou uma testemunha.

Ainda de acordo com a matéria, Elaine Costa Silva, mãe de Yan Barros, contou que o filho e o irmão foram espancados dentro do supermercado.

“Chegaram a ser agredidos pelos seguranças, tomaram um monte de bicuda [chute], depois ele [Yan Barros] fez uma ligação pelo WhatsApp, o meu filho chorava muito, chorava muito, disse que ele estava tomando muita porrada pelos seguranças”, revelou.

“Chegaram a falar que não ia ter mais chance mais. E aí foi que o tio dele ligou para a irmã de consideração dizendo: ‘Já estou sendo entregue para os marginais’. Então eles já foram já entregando eles dois, então não deu a chance de meu filho ser julgado pela justiça”, acrescentou, Elaine.

De acordo com a mãe de Yan, Bruno Barros, teria ligado pedindo para que seus familiares acionaram a polícia e fizesse uma denúncia pelo Disque Denúncia, entretanto, os agente não chegaram a tempo, para encontrá-los vivos.

“Bruno pediu para chamar a polícia e aí a irmã dele de consideração chamou, chegou a fazer a ligação, ligando para o Disk Denúncia, denunciando, entendeu? Chamando a polícia, que ele falava: ‘Chame a polícia, irmã, chame a polícia, eu prefiro ser preso, eles vão me matar, eles vão me matar. Eles já estão me entregando já aos marginais, pelo estacionamento’, e aí eles entregaram meu filho” Desabafou.

Ian Barros e Bruno Barros foram encontrados sem vida na noite de segunda-feira (29). Eles foram torturados, levaram golpes de facadas e receberam muitos disparos de tiro.O crime segue sendo investigado pela Polícia local.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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