‘Mentiu descaradamente na frente da juíza’, diz pai de Henry Borel sobre depoimento da babá do filho

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quinta-feira (14). Leniel Borel, pai de Henry Borel, comentou sobre o depoimento da babá do filho, Thayná Oliveira Ferreira, na primeira audiência sobre o assassinato do menino que aconteceu no último dia 6 de outubro. Leniel disse que foi um absurdo as contradições que a babá apresentou. Thayná foi indiciada por falso testemunho desde o segundo depoimento dela.

O pai de Henry conversou com Edimilson Ávila, no podcast Desenrola, Rio #109. Na ocasião, Leniel acusou Thayná de apresentar uma versão mentirosa e disse que a babá deveria já ter sido presa em razão do seu depoimento.

“Achei aquilo um absurdo, a terceira versão da babá, mais uma versão mentirosa, de falar que não sabia. Com possibilidade de ser presa, a mulher vai lá e fala aquele monte de mentira e continua mantendo uma versão mentirosa. É um absurdo uma pessoa fazer uma coisa dessa e não ser presa”, disse Leniel.

O pai de Henry ainda ressaltou que a babá não denunciou o que acontecia dentro do apartamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Dr. Jairinho.“Uma pessoa se formando em psicologia, com toda a técnica para identificar agressões, depoimentos contraditórios, a gente viu nas mídias dela ela falando com os familiares, com o noivo, do ambiente que o meu filho estava sofrendo”, questionou.

Leniel ainda comentou que as conversas entre Thayná e Monique são uma prova de participação e culpabilidade da babá.“As trocas de mensagem dela com a Monique mostram que ela sabia de tudo, inclusive ela fala que era uma casa de malucos, que ia procurar outro lugar”, destacou.

Para o pai de Henry, se a babá tivesse alertado sobre as agressões, hoje o filho estaria vivo.“Tudo ela poderia fazer para entrar em contato comigo, e eu teria sumido com o meu filho. Quando ela fala que estava se sentindo ameaçada por Monique, a gente sabe que é o contrário. Familiares dela ainda trabalham para o Jairo. Muito difícil olhar aquela mulher e ver que não caía uma lágrima. Quase que sem nenhum remorso”, contou.

O crime aconteceu no dia 8 de março deste ano. Na ocasião, Henry Borel deu entrada já sem vida em um hospital da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Trinta dias após o crime, a polícia prendeu o vereador Dr. Jairinho e a mãe de Henry, Monique Medeiros. Laudo pericial apontou sinais de agressão e morte violenta da vítima.

Da redação do Acontece na Bahia

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Pai de Henry conta frase dita pelo menino sobre a mãe ao se despedir pela última vez: “A mamãe não é boa”

Uma notícia tem repercutido nos principais meios de comunicação nesta quinta-feira (7). Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, prestou depoimento nessa quarta-feira (6), na audiência preliminar dos acusados da morte do garoto. De acordo com Leniel, antes da morte Henry mostrou indícios de que não queria voltar a conviver com a mãe Monique Medeiros e com o padrasto, o ex-vereador Jairinho, acusados da morte de Henry.

“Ele se agarrava ao travesseiro pra não ir embora com ela. Ela começou a me ligar pra pedir ajuda, porque nos fins de semana, ele não queria voltar pra casa. Eu conversei com ele. Eu fui falar pro Henry que a mãe estava lá embaixo e ele se agarrou no travesseiro falando ‘Não, papai, não quero ir’. Quando ele viu a Monique, começou a chorar. A avó, dona Rosangela, conversou, chamou ele pra ir na praia. Ela desceu com ele pra praia, e depois foram embora”, contou.

Não foi só um fato isolado e Henry também disse que o padrasto o abraçava forte.”No sábado dia 6, eu peguei meu filho na casa do Jairinho. Quando eu peguei ele, ele me disse: ‘papai, eu não quero mais voltar para a casa da minha mãe, não quero’. Mas ele não dizia o porquê. Eu liguei pra Monique, ela disse que não tinha nada acontecendo e eu disse: ‘Monique, e se tiver alguma coisa acontecendo?’. Ela disse: ‘Eu mato o Jairo, Leniel!'”

O pai de Henry ficou emocionado ao falar dos últimos momentos com o filho.”Quando eu fui falar com ele que no dia seguinte tinha escola, ele me pediu pra não ir, que por favor não, que no dia seguinte ele iria, e aí eu falei que a gente podia ir pra casa da avó, só que eu já tinha combinado com a Monique. Quando no caminho ele percebeu que estava indo ao encontro da mãe, ele começou a chorar muito e vomitar. Eu falei ‘vai filho, a mamãe é boa’. E ele disse: ‘a mamãe não é boa’. E eu perguntei o que estava acontecendo e ela diz que é uma questão da casa, e pergunta pro Henry se ele quer ajudar a mamãe a achar outra casa. Ele foi, chorando muito. Foi a última vez que vi meu filho”, contou.

Leniel falou no depoimento sobre o momento em que viu o filho morto no hospital .”Eu entrego meu filho bem e chego com meu filho pelado, tentando ser reanimado. Jairo conta que ouviu um barulho, eu perguntei por que ele não fez ressuscitação, já que era médico, e ele disse que no estado que ele estava, era melhor correr para o hospital. Achei muito muito estranho, porque Monique nunca soube primeiros socorros, então porque o Jairo dirigiu em vez de socorrer?”, indagou.

“Pedi a Deus que levasse a minha vida, mas não a do meu filho. Por volta das 5h30, a médica me chamou e disse ‘Pai, seu filho veio a óbito e não tem mais o que fazer’. Eu gritei: ‘Volta, Henry, volta’. Mas meu filho não voltou.”

“Depois, as médicas falaram que o menino já chegou lá morto. E ver que eu entreguei meu filho perfeito e ver ele todo marcado, inchado, duro me deixou alerta. Eu fui atrás do laudo do IML, e elas disseram que, inclusive, queriam saber o laudo, porque era tudo muito estranho”, contou.

Leniel contou um fato ocorrido sobre uma possível provocação de Jairinho, ao seu entender.”O Jairo me apresenta a Cris, assessora dele. O Jairo disse: ‘Monique, então, vamos pra casa, vamos virar essa página. Vida que segue, vocês fazem outro filho.”

O pai de Henry contestou as versões apresentadas por Monique Medeiros sobre a morte de Henry.”Eu já ouvi umas quatro versões da Monique: que eles encontraram o menino, que ele estava meio gelado e que eles foram para o Barra D’Or. Imaginei que na polícia ela falaria o que ela sabia, e nem ela, nem a dona Rosangela e Tainá foram honestas. Ainda falavam em acidente. Na terceira versão, é uma carta em que ela pede desculpas por não ter sido melhor mulher pra mim e melhor mãe pro meu filho, ela dá a entender que estava coagida pelo Jairo”, contou Leniel.

“A quarta versão é dela como um símbolo do Brasil de violência contra a mulher, algo que eu sei que comigo ela nunca viveu. A Monique era bastante forte, malhava muito, era mais fácil a Monique bater no Jairo do que o Jairo na Monique”, continuou.

O pai de Henry ainda comentou sobre possível interesse financeiro de Monique em relação a Jairo, pode ter feito com que ela se submetesse a um cenário de violência.”Pelo que a gente viu hoje, o Henry atrapalhava a relação dela e ela tinha um objetivo, que pode ser até financeiro.”

Leniel disse que após a entrevista para a Globo e a repercussão do caso sofreu intimidações e ameaças veladas.”Acho que foram ameaças veladas. O carro que fui levar meu filho pela última vez apareceu escrito: filho da p… Depois, um cara gordinho, de máscara, apareceu na minha casa dizendo que era meu amigo e trabalhava embarcado comigo. Eu nem trabalho mais embarcado”, disse.

Leniel ainda contou sobre outro episódio: “Um carro da polícia seguiu o carro em que eu estava, com a sirene desligada. Perto do meu condomínio, eu fui fechado por esse carro de polícia na entrada do condomínio e perguntei o que estava acontecendo. Eles disseram que não era nada e que eu podia entrar, foi intimidante”, contou.

Da redação do Acontece na Bahia

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Pai de Henry Borel usa as redes sociais e faz homenagemao filho no dia em que ele completaria 5 anos;‘Estarás vivo em meu coração’

Uma notícia tem circulado nas redes sociais nesta segunda-feira (3). O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, usou as redes sociais para homenagear o filho que completaria 5 anos nesta segunda-feira (3).“03 de Maio ficará eternizado comigo, pois sei que estarás vivo em meu coração por todos os dias da minha vida!”.

Na postagem feita por Leniel Borel, Henry é visto fantasiado do personagem Mario, conhecido pelos jogos de videogame. O pai diz em outro trecho que daria tudo para ter mais um dia com o filho.”Daria tudo o que tenho por mais um dia com você, por mais um abraço, mais um sorriso ou apenas ouvir-te dizer: – Papai, eu te amo”.

Henry Borel morreu na madrugada do dia 8 de março e Monique Medeiros e Dr. Jairinho estão presos acusados de homicídio duplamente qualificado por suposto envolvimento na morte de Henry. As investigações apontam que Jairinho foi o autor das agressões que mataram o menino e Monique Medeiros foi conivente com a ação.

Da Redação do Acontece na Bahia

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“Não aguento mais”, desabafa pai de Henry Borel afirmando ter chegado ao fundo do poço

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (14). Leniel Borel, pai de Henry, resolveu se manifestar por meio das redes sociais logo depois do depoimento da babá do menino à polícia. A publicação foi feita nessa terça-feira (13), justamente depois que a babá confirmou em depoimento as agressões feitas ao menino pelo padrasto Dr. Jairinho e a narrativa de que havia mentido em sua primeira versão por conta de intimidação da mãe de Henry Borel Monique Medeiros. Mas não é só isso…

Por meio da publicação Leniel comentou que  “as últimas notícias acabaram com ele” e que a “cada dia chega mais ao fundo do poço”. O pai do menino Henry Borel disse não saber se “aguenta mais” .

“As últimas notícias acabaram comigo, cada dia chego mais ao fundo do poço, já não sei se aguento mais. Deus, que a sua justiça seja feita! Por favor, receba meu anjo em teus braços. Ajude-nos a acabar com a violência contra crianças”.

Thayná de Oliveira em seu segundo depoimento a polícia revelou ter prints de diálogos entre ela e a mãe do menino. Os casos de agressões contra Henry foram descobertos em fevereiro com a ajuda dessas mensagens de texto. A babá confirmou à polícia que a avó materna e a irmã de Jairinho tinham conhecimento das agressões sofridas por Henry.

 

Da redação do Acontece na Bahia

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