Jorge Solla se indigna após Bolsonaro vetar projeto que ajudaria mulheres de baixa renda: “É uma maneira de retirar a dignidade dessas mulheres”

Nesta sexta-feira (8), as palavras de um parlamentar continuaram ecoando nas redes sociais. Ele trouxe à tona o projeto visava ajudar mulheres de baixa renda de todo o Brasil em um aspecto muito importante da vida feminina, mas que foi vetado pelo presidente.

Em momentos de crise, nos quais muitas famílias de baixa renda estão priorizando a alimentação básica, itens como o absorvente acabam ficando em segundo plano. Por conta disso, um Projeto de Lei que visava a distribuição gratuita de absorventes para estudantes baixa renda de escolas públicas e mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema foi colocado em pauta. Contudo, acabou vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. Então, diante disso o deputado federal Jorge Solla (PT) se indignou. Nas redes sociais, Solla fez duras críticas e escreveu:

“BOLSONARO ODEIA AS MULHERES- Bolsonaro vetou na manhã desta quinta-feira, 7, o Projeto de Lei de autoria do PT – Partido dos Trabalhadores , que previa a distribuição gratuita de absorvente para estudantes de baixa renda de escolas públicas e mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema. A pobreza menstrual é uma maneira cruel de retirar a dignidade dessas mulheres, e um programa como este custa tão pouco! Nós vamos lutar pra derrubar esse veto. Se o presidente não tem compostura, o Congresso precisa usar seu poder constitucional pra virar lei um projeto tão importante.”

Da Redação do Acontece na Bahia.

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Assalariados empobrecem com dolarização enquanto Paulo Guedes enriquece em paraíso fiscal, denuncia Jorge Solla

O deputado Jorge Solla (PT-BA) acusou nesta terça-feira (5) o ministro da Economia, Paulo Guedes, de promover uma política econômica que favoreceu a si mesmo, com a valorização desenfreada do dólar norte-americano em relação ao real, enquanto o poder de compra do salário mínimo e de outras faixas salariais tem sido reduzido substancialmente, com a dolarização da economia e a inflação que voltou por incompetência do governo Bolsonaro.

O deputado disse que Paulo Guedes “coloca o Brasil no inferno, enquanto a sua grana rende no paraíso, nas Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe. Enquanto ele já dobrou em real a fortuna em dólares que botou lá, a população brasileira que vive de salário mínimo perde o poder de compra”. No governo Bolsonaro, o dólar valorizo quase 40%, fazendo com que a fortuna de Guedes depositada no paraíso fiscal crescesse pelo menos 14 milhões de reais.

Solla observou que quando o dólar sobe e provoca inflação, “aumenta a miséria do povo brasileiro e Guedes comemora”. E ironizou: “E agora sabemos por que a comemoração dele com o aumento do dólar. Agora todos nós e o Brasil inteiro sabemos por que Guedes comemora o aumento do dólar e quanto ele lucra cada vez que o dólar aumenta neste País. Só do dia em que ele assumiu o cargo até hoje, já aumentou em mais de 15 milhões de reais a sua fortuna depositada nos paraísos fiscais. É uma canalhice que não tem mais limite”.

Escândalo dos paraísos fiscais
O ministro tem depositados nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe, US$ 9,55 milhões, por meio de uma offshore. As denúncias sobre sua conta e de outros figurões foi feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), do qual fazem parte, no Brasil, a revista Piauí, os portais Metrópoles e Poder 360 e a Agência Pública. Hoje, a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou a convocação do ministro para que explique suas movimentações financeiras no exterior através de offshore.

“Estamos vivendo o descontrole da inflação. O valor dos produtos é negociado em dólar”, reclamou Solla , lembrando que a política econômica atual é contrária aos interesses da maioria do povo brasileiro, já que a dolarização impacta diretamente nos preços de itens como alimentos.

O parlamentar assinalou que em julho, durante evento para debater a reforma do Imposto de Renda, Guedes defendeu que se retirasse do projeto a regra que tributária recurso de brasileiro em paraísos fiscais. Ou seja, disse o deputado, “tirou o (dinheiro) dele do pagamento de imposto”. Segundo o Banco Central, mais de 60 mil pessoas físicas residentes no Brasil mantêm no exterior nada menos que 1 trilhão de reais, entre eles Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Colapso do SUS
Solla alertou que poderá haver também “colapso do SUS”, uma vez que os custos da saúde, como medicamentos e equipamentos, são dolarizados. “A tabela de serviços do SUS, que já estava duramente defasada, agora está impraticável. O colapso se anuncia na gestão do sistema de saúde”, disse. Segundo ele, os serviços existentes estão funcionando a duras penas, mantidos principalmente com recursos de estados e municípios, que têm tentado a toda forma garantir a manutenção do atendimento à população.

O deputado defendeu o impeachment de Bolsonaro como forma de suplantar os problemas do país, que vão da corrupção à inflação e a má gestão do combate à pandemia de Covid-19, que tirou a vida de mais de 600 mil brasileiros por conta, na análise do deputado, da omissão do governo do ex-capitão na compra de vacinas. “A medida em saúde pública mais importante neste momento, para enfrentar a pandemia de forma adequada, é afastar esse presidente insano”, afirmou Jorge Solla.

Ele assinalou que foi uma vitória da ciência a diminuição do número de contaminados e mortos por Covid-19 no País, com a vacinação em massa, que já alcançou 44% por cento da população com duas doses, 70% com uma dose. Ele frisou, contudo, que o número de mortos poderia ter sido muito menor se não fosse o negacionismo de Bolsonaro, que no ano passado ignorou a necessidade de compras de vacinas contra o novo coronavírus.

Mortes por Covid
“Se o Governo tivesse comprado as vacinas que foram oferecidas diretamente pelos laboratórios produtores no ano passado, teríamos disponibilidade e vacinas e quantas milhares de vidas teriam sido salvas em nosso país?”, indagou. “Tanta gente se foi neste ano porque o governo Bolsonaro e sua quadrilha se negaram a negociar com laboratórios sérios para conseguir comprar as vacinas e queriam propinas de um dólar por dose!”

O parlamentar disse que a CPI da Covid tem mostrado que Bolsonaro, “para tentar evitar o impeachment, está entregando as chaves do Ministério da Saúde para quadrilha de corruptos e está entregando o governo para salvar sua própria pele”. Observou que as compras feitas através de empresas intermediárias de fachada com contas em paraísos fiscais, num esquema criminoso, foram interrompidas por uma denúncia e pela CPI.

“Houve roubalheira, também, no transporte de vacinas, no transporte de medicamentos, na compra de testes. Este Governo tem a marca da mentira e a marca da corrupção, inclusive, ao destruir a vida das pessoas, no Ministério da Saúde”, completou Solla

Ele advertiu que o governo está se omitindo novamente em relação à imunização da população, já que não planeja compras de vacinas para 2022, mesmo constatando-se a efetividade dos imunizantes. “Pasmem vocês, até a esta altura, não há programação de entrega de doses para 2022. O orçamento de 2022 para compra de vacina é 86% menor: é de apenas 3,9 bilhões de reais ante 28 bilhões de reais aplicados neste ano com vacina”.

Ele criticou o Ministério da Saúde por não ter sequer organizado os dados em planilhas, já “a ordem do presidente é não mostrar que as vacinas funcionam”. Ele criticou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por se comportar como fantoche do negacionismo de Bolsonaro.

Solla denunciou também que é extremamente grave o corte de recursos para a área de saúde no ano que vem. São 43,5 bilhões de reais a menos previstos no orçamento do ano que vem para a saúde, isto é, 134,5 bilhões de reais, ante os 178 bilhões de reais deste ano.

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Câmara que cria título para entidades de saúde e o inaugura com Fiocruz e Butantan

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (26) o Projeto de Lei 2077/21, dos deputados Jorge Solla (PT-BA) e Alexandre Padilha (PT-SP), que cria o título de Patrimônio Nacional da Saúde Pública, a ser conferido pelo Congresso Nacional a instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. A Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, conforme texto aprovado pelos deputados, serão as primeiras entidades a receber o prêmio. A matéria vai ao Senado Federal.

“São ambas entidades que tem uma longa trajetória na construção da saúde pública no Brasil, desenvolvendo ciência, produzindo pesquisa, fabricando fármacos, vacinas, ajudando a governos a planejar a estratégia sanitária nos três níveis da federação, e formando quadros técnicos valiosíssimos, que hoje constroem o SUS em todo o país”, defende Solla

O petista destaca que a criação do título cria algumas facilidades jurídicas para as entidades que receberem essa concessão do Congresso. “Essa titulação é um caminho seguro para contribuir para a continuidade e melhoria dos serviços, com segurança e a certeza do bom investimento. Essas entidades poderão seguir atuando como paradigma quanto à qualidade, seriedade, atendendo os interesses da coletividade de forma desinteressada”, completa o petista.

As entidades agraciadas com esse título terão preferência, com igualdades de condições, em processos seletivos de compra de bens e serviços e de concessão de fomento social em sua área de atuação; assim como na obtenção de linhas de crédito público em igualdade de condições.

Outra vantagem será a preferência na liberação, em igualdade de condições, de emendas parlamentares que lhes tenham sido concedidas na forma da legislação vigente. O projeto prevê ainda que a dissolução da entidade intitulada Patrimônio Nacional da Saúde Pública deverá ser precedida de audiência pública para discussão de sua necessidade e oportunidade.

As demais instituições candidatas deverão atuar, no mínimo, há 70 anos no desenvolvimento de atividades de cunho técnico, científico, educacional, assistencial e de participação social ou de promoção, proteção e recuperação da saúde em âmbito público e comunitário. Além disso, devem ter “indiscutível e notório” reconhecimento público e social.

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Solla pede permanência das agências do BB no interior da Bahia: “Terão que pegar quilômetros de estrada para sacar dinheiro”

Um desabafo tomou as manchetes desta segunda-feira (24). O deputado federal Jorge Solla (PT) não se calou diante do possível fechamento de dezenas de agências do Banco do Brasil na Bahia.

Nas redes sociais, Solla destacou que nos últimos 3 anos foram fechadas 127 agências do BB na Bahia. Além disso, Solla alertou o povo sobre como a vida do cidadão pode piorar se esses fechamentos continuarem, principalmente a vida do povo do interior:

“Para quem mora no interior, sabe o perrengue que é muitas vezes não ter sequer uma agência bancária no seu município. Ficam todos reféns de pegar quilômetros de estrada para sacar dinheiro.” Mas não é só isso.

Numa análise mais aprofundada, o deputado explicou como essas desativações podem afetar a economia local e os direitos do povo em várias esferas:

“Sofre o comércio, sofre a agricultura, sofrem os consumidores, sofre toda a economia. Inexiste crédito para investir, inexiste crédito pra moradia, inexiste crédito para o consumo. Mas Bolsonaro e o projeto de Guedes não se importam com essas pessoas. Como eram agências que davam pouco lucro, a decisão foi por fechá-las. Com Lula, vamos reabrir agências no interior da Bahia.” Completou.

As palavras do petista já chegaram a milhares de pessoas e estão mobilizando o povo para valorizar as Companhias nacionais. Uma internauta comentou:

“E é um banco que bate recorde de lucro a cada trimestre. É uma pena que os bancos públicos não avaliam como lucro o benefício social.
Tempos difíceis. Só em 2023 que isso mudará.”

Leia também o portal do nosso editor www.romulofontoura.com.br

Da Redação do Acontece na Bahia

 

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