Após morte de Paulinha Abelha, médicos da cantora investigam se remédio para emagrecer pode ter causado lesões

Os médicos que cuidaram de Paulinha Abelha, cantora da banda Calcinha Preta, ainda não descartam a possibilidade da artista ter sofrido uma intoxicação medicamentosa e isto ser a causa da sequência de lesões renais, hepáticas e neurológicas sofridas pela artista. A cantora faleceu nesta quarta-feira (23), às 19h26, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Primavera, em Aracaju, Sergipe

O médico Ricardo Leite, diretor técnico da unidade de Saúde, alertou que algumas substâncias, entre elas remédios para emagrecer, podem levar a uma lesão renal. O que se sabe até o momento é que ainda não há comprovação de que as lesões na artista tenham sido causadas em razão do uso desses remédios.

Uma investigação está em andamento da chamada “síndrome tóxico-metabólica”, ou seja, “quando há alguma substância ou algo circulando no corpo do paciente que deve estar gerando cascata de inflamação ou de lesões nesses órgãos, a ponto de deixá-los em disfunção”.

“Vale ressaltar que Paula, quando fez uso, pelo menos assim nos foi apresentado em receitas, fez de forma supervisionada. A gente trabalha, sim, com a possibilidade de alguma intoxicação medicamentosa. Existem exames em andamento nesse sentido, para confirmar ou descartar essa hipótese”, disse o médico.

Da redação do Acontece na Bahia

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Delegado diz que avião de Marília Mendonça entrou em queda faltando somente cerca de um minuto para chegar no aeroporto

O delegado responsável pela investigação sobre a queda do avião que levava a cantora Marília Mendonça, Ivan Sales afirmou que a aeronave caiu um minuto antes do pouso. O acidente com a cantora e sua equipe foi registrado na cidade de Piedade de Caratinga, a 243 km de Belo Horizonte, no dia 5 de novembro. O delegado de polícia informou que o piloto da cantora havia feito contato por meio de rádio com uma aeronave que estava próxima, informando sobre o início dos procedimentos de pouso.

“Em momento algum o piloto relatou qualquer tipo de problema na aeronave”, contou o delegado.

A investigação da Polícia Civil procura identificar eventual responsável pelo acidente aéreo. O delegado informou que existem duas hipóteses sobre o motivo do acidente: o choque contra uma linha de transmissão de energia da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e problemas no motor do avião.

“Aguardamos o laudo do Cenipa [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos] para ver se, com a conclusão, será possível afirmar que os motores não apresentaram nenhum tipo de defeito”, explicou o delegado, se referindo a laudo que é produzido pela equipe técnica da FAB (Força Aérea Brasileira).

O Crea-MG (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais) informou, por meio de nota, que abriu um processo administrativo para verificar a instalação e a operação das linhas de transmissão de uma torre da Cemig, que foi atingida antes da queda da aeronave,”assim como também o levantamento dos dados e dos estudos de segurança relativos à instalação do aeroporto”.

O uso de algum tipo de droga ou bebida alcoólica por parte dos pilotos, da cantora e da equipe, foi descartado pelo IML (Instituto Médico-Legal), que também descartou a hipótese de mal súbito durante o voo.

Estavam no avião o piloto Geraldo Martins de Medeiros; o copiloto Tarciso Pessoa Viana; o assessor Abicieli Silveira Dias Filho, tio de Marília; e o produtor Henrique Ribeiro, além da cantora Marília Mendonça.

Marília Mendonça iria fazer um show em Caratinga (MG), quando aconteceu o acidente com o bimotor King Air C90A, faltando um minuto para o pouso.

Veja a nota do Crea-MG:

“O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) informa que está fazendo levantamento documental das atividades técnicas relacionadas à instalação e à operação das linhas de transmissão de uma torre da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), atingida antes da queda do avião ocupado pela cantora Marília Mendonça, culminado na sua morte e de mais quatro vítimas. Assim como também o levantamento dos dados e dos estudos de segurança relativos à instalação do aeroporto. Tal procedimento é burocrático e não investigativo. A ação do Crea-MG, iniciado imediatamente após a ocorrência, é em função de o acidente ter envolvido estruturas que são acompanhadas por engenheiros. O objetivo é identificar os profissionais responsáveis por tais atividades para colaborar nas investigações se acaso for demandado”.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Padre Robson afirma durante reunião: “Sou o chefe da quadrilha”

O Padre Robson de Oliveira Pereira, de 47 anos, ex-reitor do Santuário Basílica de Trindade (GO) e investigado pela polícia por supostos desvios de dinheiro fruto da doação de fiéis, admitiu, em áudio gravado por ele, que participava de esquema para burlar contratos e tinha conhecimento do risco de ser preso pela polícia. “Sou o chefe da quadrilha”, afirma o padre, em um trecho da gravação.

O padre Robson fez a gravação durante reunião com advogados. O material foi divulgado pelo Jornal da Record, na quarta-feira (24). O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) apreendeu o material gravado pelo padre.

Está em análise pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), novo pedido de prisão preventiva contra o padre Robson e mais quatro pessoas, por corrupção ativa. Seis meses após a suspensão de investigação criminal contra o padre Robson, nova solicitação foi apresentada pela Polícia Federal (PF), na última quarta-feira (17).

O religioso e a equipe jurídica dele discutem, durante a reunião, maneiras de camuflar a ilegalidade de contratos de compras feitas em nome de terceiros pela Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), presidida pelo padre até ele ser afastado da direção, após o MPGO deflagrar a Operação Vendilhões, em agosto do ano passado.

Durante a reunião, o padre Robson e sua equipe discutem sobre a possibilidade dos contratos serem alvo de investigação, em razão da dificuldade em explicar a relação da associação com negócios e investimentos imobiliários.

Advogada (nome não divulgado): Da representação nos negócios de investimentos na área imobiliária. Isso é muito ruim.

Advogado Klaus Marques: Quer dizer, eu estou assumindo que eles eram seus representantes nos negócios e investimentos na área imobiliária.

Advogada: e rádios.

Padre Robson: Isso não é bom.

Advogada: De jeito nenhum. Isso é a pior coisa que o senhor pode fazer.

Alessandra (funcionária da Afipe): Isso aqui é péssimo também.

Investimentos na área imobiliária, tendo em vista tudo que, de fato, todo mundo sabe que eles fizeram, foi o quê? Um roubo, né?

Padre Robson: O povo tem essa ideia, né? (…)

Alessandra: Está oficializando, está oficializando.

Padre Robson: (…) Eu estou dando legitimidade para uma coisa ilegítima, porque eu considero que foi estelionato aquilo lá. Os caras lá já falavam: olha, você vai passar, por fora, para mim, tanto. Eu, de bobão… complicado isso aqui. Não está bom, não. Isso aqui é a mesma coisa de estar assinando um mandado de prisão.

Durante a conversa o religioso revela que suspeitava de ser alvo de uma operação policial e que ele poderia ir preso.

Padre Robson: Ô, gente. Lá no inquérito policial, basta eu apresentar um contrato de parceria contratual.

Klaus Marques: padre, assim, eu vou pedir desculpas, mas é [sic] ilógico umas coisas aqui.

Padre Robson: Ô, gente. O meu medo nessas coisas aí chama-se… apuração dos fatos. Quando for apurar fatos, olhando nossa contabilidade, olhando nossa contabilidade do Júnior, do Gleison, vão ver que eles deram outra destinação aos valores, que não bate com datas e nem com nenhum tipo de… não tem jeito, gente.

Klaus Marques: Isso aqui é até perigoso ficar num computador.

Padre Robson: Eu estou dizendo é o seguinte. Eu não posso ter isso aqui no meu computador. Eu troco a placa desse “trem” aqui loguinho.

Klaus Marques: Se apreende esse computador… Olha esse tanto de contrato feito, mas não assinado.

Padre Robson: Contrato feito e tudo mais, né, gente? Eu estou enfiando a Afipe em um problema sério.

Na reunião que durou quase uma hora, uma pessoa diz ter lido o resultado da possível investigação.

Funcionária da Afipe: Vai prender o senhor.

O padre Robson admite em outro momento que seria o “chefe da quadrilha” e mostra medo de ser preso.

Padre Robson: Deixa um delegado meio doido começar a fazer pergunta pesada. Aí, gente, eu vou falar para vocês uma coisa. Isso aí é crime organizado.

Klaus Marques: É crime organizado, e o senhor é o chefe.

Padre Robson: E eu sou o chefe da quadrilha.

O padre Robson estava sendo investigado, na época, por suposto desvio de dinheiro fruto da doação de fiéis. As quantias eram entregues à Afipe. O religioso era presidente da entidade e responsável por administrar cerca de R$ 2 bilhões recebidos para a construção do novo Santuário Basílica de Trindade, segundo informações cedidas MPGO.

Entretanto, o dinheiro foi usado em possíveis aplicações financeiras, compras de fazenda e imóveis de alto luxo. Apesar da investigação, o Superior Tribunal de Justiça manteve trancados, em maio, o inquérito policial e a ação criminal contra o padre.

O ministro Olindo Menezes deu o entendimento que o compartilhamento de dados do religioso foi ilegalmente utilizado pelo MPGO dá início a operação. O TJGO seguiu o mesmo entendimento.

Resposta dos citados:

O advogado Klaus Marques afirmou que desconhece os fatos mencionados e afirmou que a Afipe sempre foi pautada pela legalidade, ressaltando que agiu conforme o que estabelece o Estatuto da Advocacia.

A Afipe informou que nenhuma pessoa citada na matéria tem qualquer relação com a entidade.

O advogado Cleber Lopes disse que ainda não há decisão sobre a solicitação feita pela Polícia Federal, se referindo ao novo pedido de prisão preventiva contra padre Robson.

O STJ informou que “não divulga informações sobre ações originárias em segredo de Justiça, as quais estão sob o comando dos respectivos relatores, sob pena de prejuízo ao andamento das investigações”.

Da redação do Acontece na Bahia

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Delegado Da Cunha tinha estrutura de filmagem e pagava R$ 14 mil mensais a equipe, mostra investigação

Uma notícia tem repercutido nas redes sociais nesta quarta-feira (29). A corregedoria iniciou uma investigação que mostra que o delegado Carlos Alberto da Cunha, 43 anos, Da Cunha, manteve uma estrutura criada para gravar e divulgar os vídeos na internet. O aparato teve o custo mensal de R$ 14 mil e durou um ano e seis meses, ao passo que o salário do delegado na polícia é de R$ 10.470 líquidos.

A equipe montada pelo delegado Da Cunha não pertence às forças de segurança, mas mesmo assim dirigiam as viaturas oficiais e em algumas ocasiões tomaram depoimentos. Os membros da equipe ostentavam armas nas redes sociais e usavam unidades policiais para realizar trabalhos de edição de vídeo.

Existe um documento em poder da justiça e do Ministério Público de São Paulo que traz informações sobre o indiciamento do delegado Da Cunha sob suspeita de ter cometido crime de peculato. Acusado de se aproveitar da estrutura do estado para atrair “seguidores, visando prestígio pessoal e vantagem econômica em sobreposição aos interesses do Estado”. O delegado Também é suspeito de simular prisões para gravar vídeos e atrair seguidores.

O delegado Da Cunha foi procurado pela Folha de S. Paulo e afirmou que o jornal divulga informações fantasiosas com a intenção de prejudicá-lo. Uma denúncia anônima de um suposto ex-colaborador da equipe fez com que tivesse início a investigação contra o delegado que tem mais de 3,6 milhões de inscritos no YouTube.

O ex-colaborador enviou à corregedoria um documento apontando irregularidades e fotos da atuação de parte da equipe. Nas imagens há o registro de dois funcionários de Da Cunha: Gabriel Yoshi Siqueira Correia, chamado de Gafanhoto, e Cristiano Pereira Novaes, conhecido como Cabelo. Os dois homens citados não são formalmente investigados no inquérito citado. Em fotos tiradas, é possível ver Correia dentro de viaturas, segurando armas (entre elas um fuzil usado também por Da Cunha) e tomando depoimento em uma ocorrência da polícia. Em uma foto, por exemplo, ele está com o pé sobre a mesa da delegacia, enquanto olha o celular.

Já Novaes aparece dirigindo uma viatura oficial da Polícia Civil. Outros agentes foram ouvidos na investigação e confirmaram que Novaes conduzia as viaturas. Disseram também que os três funcionários saiam para as gravações de vídeos nas viaturas oficiais. Os policiais que foram ouvidos disseram que as irregularidades apontadas podem configurar usurpação de função pública e violação de sigilo funcional. Além disso, o fato do delegado usar viaturas oficiais para fins particulares pode configurar o crime de peculato.

Os dois funcionários citados foram ouvidos pela corregedoria e confirmaram a ligação com o delegado Da Cunha. Contratado pelo delegado Da Cunha no início de 2019, Gabriel Correia acompanhava as operações e as filmava por meio do celular. Disse ainda que fazia as gravações com o celular do delegado e trabalhava na edição de vídeo na unidade policial, recebendo a quantia de R$ 1.000 pelo serviço até meados de 2020. Já Cristiano Novaes, começou a trabalhar com o delegado Da Cunha em 2018, nas edições de vídeo para o canal do YouTube. Disse que dirigiu uma viatura oficial uma vez.

Novaes afirmou que ainda trabalha com o delegado e ganha R$ 2.000. “O declarante passou a exercer as funções de assistente pessoal do delegado Da Cunha, sendo seu motorista particular, bem como ainda realizando edições de vídeos e gravações feitas pela equipe do delegado, composta por James e Gabriel”, afirma trecho do depoimento.

O cineasta James Jay Mass Salinas foi citado por Novaes, como o responsável por prestar serviços ao delegado Da Cunha por R$ 1.500 ao dia. Disse que inicialmente ele fazia uma gravação por mês, mas com o passar do tempo chegou a gravar quatro vezes no mês ao valor de R$ 6.000 mensais. Deixou a equipe em maio deste ano.

Alexandre Moreno fazia parte da equipe do delegado Da Cunha e foi ouvido pela corregedoria. Trabalhava na administração das redes sociais do delegado desde o início de 2020. Ajuda com suporte na divulgação de conteúdos no Instagram e Facebook,“que eram gravados, produzidos e editados pelo cineasta James”. Afirmou que trabalha diretamente com o delegado e tem um salário de R$ 6.000. Alexandre Moreno disse à Folha de S. Paulo que não trabalha mais com o delegado.

Segundo o portal da Transparência, no período de janeiro de 2020 a julho de 2021, o delegado teve um salário líquido mensal de R$ 10.470,61, incluído todos os benefícios, como 13º e adicional de férias. O delegado Da Cunha está afastado do cargo desde julho deste ano após o início de investigações da polícia. Logo em seguida pediu afastamento por dois anos sem salário e filiou-se ao MDB. Tem mostrado a intensão de ser candidato a governador de São Paulo. A polícia agora busca saber a origem dos recursos para pagamento dessa equipe já que o seu salário seria insuficiente. Da Cunha ainda gasta cerca de R$ 9.000 com aluguel e condomínio do apartamento em que reside.

Da redação do Acontece na Bahia

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