Justiça Federal manda PF arquivar inquérito que investigava a líder indígena Sonia Guajajara: “A intimidação não passou de uma tentativa de criminalizar”

Uma notícia tem sido destaque nesta semana. Isso porque, depois de ter sido intimada pela Polícia Federal por “difamar” o Presidente Jair Bolsonaro. A líder indígena Sonia Gajajara, teve o inquérito arquivado pela Justiça do Distrito Federal.

Segundo o portal G1, a líder indígena foi intimada no dia 27 de março pela PF, para prestar depoimento no inquérito que investigava as supostas “difamações” direcionadas ao governo federal, que “aparecism” em um documentário “Maracá”, que mostra Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Para o juiz federal, Frederico Botelho de Barros Viana, da 10ª Vara Federal de Brasília, as acusações da Funai “não trazem quaisquer indícios, mínimos que fossem, de existência de abuso de exercício de direito ou de cometimento de qualquer espécie de crime, seja contra terceiros, seja contra a União”.informou. Além disso, o juiz declarou nulo a decisão da Policia Federal de intimidar a líder indígina.

De acordo com o Juiz, o que a Fundação Nacional do Índio (Funai) tentou fazer foi aplicar discretamente a lei de Segurança Nacional contra a Sonia Guajajara, o que para ele “corporifica vil instrumento de perseguição penal contra aqueles que eventualmente façam oposição contra a estrutura política e governamental dominante, qualquer que seja”. declarou.

Ainda de acordo com o portal, no documentário lançado em 2020, contém oito episódios , onde são denunciados às violações de direitos dos povos indígenas durante a pandemia do novo coronavírus.

Entretanto, para a atual gestão da Funai, o documentário é uma “campanha de calúnia e difamação” por, segundo eles, passar notícias mentirosa sobre o número de indígenas doentes mortos, para o órgão, a série cometeu “possível cometimento de calúnia e difusão de fake news e estelionato”.

No entanto, na última semana, a Apib publicou uma nota onde afirma que a intimidação não passou de uma tentativa de “criminalizar o movimento indígena”

“O governo busca intimidar os povos indígenas em uma nítida tentativa de cercear nossa liberdade de expressão, que é a ferramenta mais importante para denunciar as violações de direitos humanos. Atualmente, mais da metade dos povos indígenas foram diretamente atingidos pela Covid-19, com mais de 53 mil casos confirmados e 1.059 mortos“, declarou em nota.

“A perseguição desse governo é inaceitável e absurda! Eles não nos calarão!”, publicou, Sonia Guajajara em uma rede social.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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