Guarda-Civil que salvou bebê com vida se emociona ao lembrar do momento “Estava gelado, frio, não se mexia”

Uma notícia sendo destaque nesta semana. Isso porque um guarda-civil resgatou um bebê de poucos meses de vida em meio ao mar aberto do Marrocos. Juan Francisco Valle, de 41 anos, contou em entrevista que o neném “Estava gelado, frio, não se mexia”. O caso ocorreu nesta terça-feira (18) quando um grupo de emigrantes estavam atravessando de Marrocos para a região espanhol de Ceuta.

Segundo o portal G1, com informações do jornal ‘El País’, a imagem gerou comoção mundial. As últimas notícias são de que o bebê está bem, mas não divulgaram se era o menino ou uma menina.

Entrevista para o portal El País, apesar de ser Guarda-Civil já 12 anos e membro do Grupo Especial de Atividades Subaquáticas, Juan disse que enfrentado “quase qualquer situação” em alto mar, mas que jamais havia se deparado com  as situações que vem ocorrendo nessa última semana, “uma maré humana, […] de centenas pessoas desesperadas”, conta Valle.

“Nosso trabalho normal consiste em resgatar os corpos dos mortos nas águas, sejam eles do mar, de um pântano ou de um rio. Mas desta vez tivemos que resgatar pessoas vivas, de todas as idades, em todas as condições, e decidir entre tantas pessoas na água quem precisava de nossa ajuda com mais urgência”, concluiu.

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Da Redação do Acontece na Bahia.

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Imigrantes haitianos alocados no Acre rompem barreira policial e entram à força no Peru

Uma notícia estampou as manchetes dos jornais nacionais e chamou a atenção de internautas nesta quarta-feira (17). Após serem impedidos de atravessarem a fronteira entre Brasil e Peru devido à pandemia de coronavírus, mais de 300 imigrantes haitianos violaram um cordão de militares e policiais e atravessaram para o país vizinho na última terça-feira (16).

Assim, o grupo de haitianos foi reprimido por policiais peruanos logo que entraram no país. Imagens realizadas por cinegrafistas amadores mostram policiais empurrando os imigrantes com escudos de volta à ponte que separa os dois países.

“Hoje, eles informaram que às 11h usariam as mulheres e crianças como escudo para ultrapassar a barreira militar do Peru. Conseguiram forçar a entrada, mas foram recebidos com muita agressão física. Há gestantes que estão perdendo seus bebês na calçada”, afirmou a secretária de Assistência Social de Assis Brasil, Johanna Meury Oliveira em reportagem.

“Estamos restabelecendo a ordem” afirmou um coronel da polícia peruana. “Vamos expulsar todos.”

Os imigrantes haitianos encontram-se alocados em frente a ponte que separa a cidade de Assis ao país vizinho desde o Domingo (14). Eles protestam sobre o fechamento da fronteira do país vizinho devido à pandemia da Covid-19.  A prefeitura de Assis cedeu abrigos para hospedar os imigrantes, mas o grupo decidiu por manter-se no local em forma de protesto.

Ainda não há expectativa nem previsão de quando as fronteiras voltaram a se abrir no Peru. Assim, o prefeito da cidade, Jerry Correa (PT), chegou a pedir ajuda aos governos federal e estadual para obter recursos que seriam repassados aos imigrantes em forma de abrigo e alimentação.

De acordo com fontes, a fronteira entre Acre e Peru seria utilizada por imigrantes como forma de chegar aos Estados Unidos, uma travessia perigosa e demorada que atravessa toda a América Central e o México. O trajeto costuma demorar meses.

Da redação Acontece na Bahia.

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