Sobe para 304 o número de mortos no terremoto no Haiti, que registrou magnitude de 7,2

Uma notícia está sendo destaque neste sábado (14). O Haiti registrou hoje um terremoto de magnitude 7,2, deixando estragos enormes no país. O tremor deixou ao menos 304 pessoas sem vidas e cerca de 1.800 feridas. O fenômeno foi tão forte que países como a República Dominicana, Cuba e Jamaica também sentiram os abalos.

O primeiro-ministro do Haiti decretou estado de calamidade por 30 dias. “Meus sentimentos aos parentes das vítimas deste sismo que gerou tantas perdas de vidas humanas e materiais em vários departamentos do país”, escreveu.

O embaixador do Brasil em Porto Príncipe, o Marcelo Baumbach, informou ao portal Folha de São Paulo que não há brasileiros entre as vítimas do desastre. “O terremoto atingiu principalmente a região de Jérémie, onde as construções são mais precárias. Foi sentido também em Porto Príncipe, mas menos.”, disse. “A internet está funcionando na capital e tem sido o principal meio de comunicação para informar sobre o ocorrido”, completou Marcelo.

Já ao portal Metrópoles, o brasileiro Werner Elias Pereira, que vive em Porto Príncipe, contou como foi os momentos de tensão. “A gente não consegue fazer quase nenhuma ligação. Há muita demanda, segundo as companhias telefônicas”, disse. “Tenho amigos que ainda não tenho notícias. O país é pequeno, então todo mundo conhece todo mundo”, completou.

 

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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Imigrantes haitianos alocados no Acre rompem barreira policial e entram à força no Peru

Uma notícia estampou as manchetes dos jornais nacionais e chamou a atenção de internautas nesta quarta-feira (17). Após serem impedidos de atravessarem a fronteira entre Brasil e Peru devido à pandemia de coronavírus, mais de 300 imigrantes haitianos violaram um cordão de militares e policiais e atravessaram para o país vizinho na última terça-feira (16).

Assim, o grupo de haitianos foi reprimido por policiais peruanos logo que entraram no país. Imagens realizadas por cinegrafistas amadores mostram policiais empurrando os imigrantes com escudos de volta à ponte que separa os dois países.

“Hoje, eles informaram que às 11h usariam as mulheres e crianças como escudo para ultrapassar a barreira militar do Peru. Conseguiram forçar a entrada, mas foram recebidos com muita agressão física. Há gestantes que estão perdendo seus bebês na calçada”, afirmou a secretária de Assistência Social de Assis Brasil, Johanna Meury Oliveira em reportagem.

“Estamos restabelecendo a ordem” afirmou um coronel da polícia peruana. “Vamos expulsar todos.”

Os imigrantes haitianos encontram-se alocados em frente a ponte que separa a cidade de Assis ao país vizinho desde o Domingo (14). Eles protestam sobre o fechamento da fronteira do país vizinho devido à pandemia da Covid-19.  A prefeitura de Assis cedeu abrigos para hospedar os imigrantes, mas o grupo decidiu por manter-se no local em forma de protesto.

Ainda não há expectativa nem previsão de quando as fronteiras voltaram a se abrir no Peru. Assim, o prefeito da cidade, Jerry Correa (PT), chegou a pedir ajuda aos governos federal e estadual para obter recursos que seriam repassados aos imigrantes em forma de abrigo e alimentação.

De acordo com fontes, a fronteira entre Acre e Peru seria utilizada por imigrantes como forma de chegar aos Estados Unidos, uma travessia perigosa e demorada que atravessa toda a América Central e o México. O trajeto costuma demorar meses.

Da redação Acontece na Bahia.

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