‘Não sou nenhum menino amarelo’, diz Rui Costa ao afirmar que governo federal cancelou recursos de obra por perseguição política

O governador Rui Costa (PT) esteve nessa quarta-feira (8), em uma inauguração de 20 quilômetros de pavimentação da BA-152. No discurso feito em Rio do Pires, Rui Costa aproveitou para acusar o governo federal de cancelar verbas para a construção de uma adutora na Bahia. Segundo ele, um dos ministros de Bolsonaro teria voltado atrás em enviar os recursos em razão de perseguição política.

“Querem ver que mesquinharia e que perseguição desse pior presidente da República [Jair Bolsonaro]? Vi um vídeo essa semana, com essa meia dúzia de egoístas. Um deles chegou a dizer que tinha ido ao ministro, e que o ministro teria se comprometido a cancelar a participação do governo federal nessa obra. E, no dia seguinte, eu recebo uma carta do ministro cancelando o recurso”, contou Rui Costa.

O gestor não mostrou comprovante de cancelamento da verba e também onde estaria o suposto vídeo. O projeto após realizado ajudará no abastecimento de água das cidades de Boquira, Paramirim, Caturama, Rio do Pires, Ibipitanga e Macaúbas, além de outras sete localidades em Ibitiara e Ibipitanga. A obra foi orçada em cerca de R$186 milhões.

O petista contou um pouco de sua história como um ato de provocação. “O que eles não sabem, o que eles não esperam nunca, é que eles acham que quem está sentado na cadeira de governador é algum menino amarelo que foi criado em playground, que é algum menino riquinho, mimado, que jogava gude em mármore ou empinava arraia em ventilador. Eu nasci no morro da Liberdade, na favela de Liberdade”, comentou.

Segundo Rui Costa, a obra se iniciará e será concluída com recursos próprios. “Porque o cara que gravou esse vídeo disse: agora eles vão ver a água que eles vão ter, porque o estado não vai ter dinheiro para fazer essa obra. Pois se engana, meu caro, porquê quem governa esse estado é Rui Costa dos Santos”, finalizou.

Da redação do Acontece na Bahia

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Governo Federal pretende excluir 100 mil beneficiários do Bolsa Família no Nordeste que não atendem aos critérios do programa

Neste sábado (16) uma novidade causou preocupação. O impasse entre o governo federal e os governadores do Nordeste sobre a previsão de corte de 100 mil beneficiários do programa Bolsa Família, resultou em uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), uma decisão do ex-ministro Marco Aurélio Mello, impossibilitou que houvesse exclusões de beneficiários do programa que não cumprem os requisitos para recebê-lo.

Segundo o governo federal, famílias que têm renda per capita superior a meio salário-mínimo (R$ 550) não são mais amparadas pelas regras do programa e precisam ser excluídas. A proposta do governo federal foi feita em uma audiência realizada pelo gabinete do ministro Gilmar Mendes.

O projeto do governo federal causou descontentamento e reação dos governos de estados nordestinos, em razão de todas as exclusões afetarem moradores da região. O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), lembrou que a pandemia piorou o cenário de fome no país. Segundo o gestor, milhares de pessoas estão na fila almejando uma vaga de inclusão ao programa, mas sem sucesso. “É humilhante uma pessoa ter que ficar em uma fila para ter seu sustento. Agora temos uma outra forma de corte, que é de não apreciar quem precisa do benefício. Temos uma fila de espera de 2,3 milhões de pessoas, sendo que 800 mil são do Nordeste”, contou.

Segundo a advogada da União, Andreia Dantas, da AGU, a decisão do ministro Marco Aurélio mantém no programa pessoas que tiveram alteração na renda. “Em relação à liminar, precisamos pensar sobre isso. Ela sustenta pessoas que não atendem à elegibilidade do benefício. Temos 22 mil casos mais graves. São falta de cadastro, uma questão de operacionalização. Temos casos de posse em cargo público e renda excessivamente alta. Se a gente pudesse ter um acordo ao menos nestes 22 mil, já seria um avanço de operacionalização para a União”, contou.

A advogada ressaltou que se as exclusões acontecerem, após autorização do Supremo em eventual acordo com os governadores, 100 mil pessoas serão afetadas. Pessoas sem cadastro no Ministério da Cidadania estariam entre os alvos das exclusões propostas. “Completo são aproximadamente 100 mil. Seriam critérios detalhados dos cancelamentos. Isso é possível fazer. Os cancelamentos são sempre automatizados”, disse Andreia.

Fábio Andrade, da Procuradoria-Geral do Estado da Bahia, disse que não podem ocorrer exclusões de beneficiários do programa sem que as bolsas ofertadas sejam repostas. “Não pode tirar 22 mil sem repor 22 mil aos estados do Nordeste. Na Paraíba temos 66 mil pessoas que deveriam acessar o Bolsa Família e não acessaram. Não defendemos o recebimento do benefício por parte de quem está fora dos critérios. Mas isso não pode ser um corte sem reposição”, contou Andrade.

Da redação do Acontece na Bahia

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Dois dias antes de falecer, Bruno Covas escreve emocionante carta para companheiros de partido e critica Governo Federal: “Vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros”

Uma notícia emocionou os internautas nesta manhã de segunda-feira (17). O falecido prefeito de São Paulo, Bruno Covas, escreveu uma emocionante carta a seus correligionários do PSDB, partido ao qual era filiado.

Em seu leito de morte, Bruno aproveitou para comentar sobre a “tragédia sem precedentes” em razão da pandemia do coronavírus e teceu criticas ao governo federal que “vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros”.

“A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas”, continuou.

O então prefeito faleceu na manhã de ontem, aos 41 anos, devido a um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado.

Leia a carta na íntegra

Minhas companheiras e meus companheiros,

 

Espero que estejam bem e protegidos.

 

Gostaria de em primeiro lugar agradecer a todo carinho, a todas as orações e energia positiva que vocês têm me enviado. Lamento não conseguir responder a tantas mensagens, sintam-se todos abraçados. O apoio e o suporte de vocês têm sido decisivos no meu tratamento. Venho seguindo à risca as orientações da minha equipe médica e, de cabeça erguida, enfrentado os desafios que a vida me impõe. A luta é dura e árdua, mas não esmoreço e sigo em frente.

 

Esses últimos meses têm sido muito desafiadores para todos nós. A pandemia da Covid-19 tem cobrado um preço caro dos brasileiros e vamos caminhando para contabilizar 430 mil mortos. Uma tragédia sem precedentes que já deixa e vai deixar muitas marcas na nossa história. As consequências são catastróficas: vidas interrompidas, famílias em sofrimento, negócios em dificuldade, desemprego, pobreza e, lamentavelmente, a fome. Faço esse preâmbulo pois é exatamente sobre o que se trata o dia de hoje: política. A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas.

 

Tucanas e tucanos podem se orgulhar de todo o esforço que nossos governos, no estado de São Paulo e nos municípios, incluindo a nossa Capital, têm feito para enfrentar a pandemia. Das vacinas em produção e desenvolvimento pelo Instituto Butantan, à expansão vertiginosa da infraestrutura hospitalar, o fortalecimento do SUS em nosso estado é uma realidade.

 

Em contraposição ao governo federal, que vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros ao longo da pandemia, o PSDB de São Paulo e seus aliados vêm demonstrando na prática aquilo que é sua vocação: responsabilidade pública, colocar a população, sobretudo a mais pobre, em primeiro lugar, cuidar de gente, fazer um trabalho técnico e baseado em evidências e na ciência, tomar atitudes difíceis e enfrentar as adversidades sempre com respeito, dignidade e defendendo a democracia.

 

Somos um partido forte, sólido, com muitos serviços prestados ao nosso país e ao nosso estado. Somos um partido de quadros competentes e que colocam o compromisso público em primeiro lugar.

 

É nesse contexto que quero ressaltar a importância dessa cerimônia de hoje. O momento do Brasil demanda de todos nós espírito público, unidade, agregação, somar e não dividir, não deixar nenhum interesse pessoal sobrepujar o interesse coletivo. Receber em nossos quadros o vice-governador Rodrigo Garcia sinaliza exatamente isso. Ele tem sido incansável na defesa do interesse público. Tenho por ele muito apreço e consideração. Foi decisivo na nossa vitória na eleição passada aqui na Capital e tem sido aliado histórico dos tucanos. Foi aliado do meu avô, foi aliado de Geraldo Alckmin, foi aliado de Serra, meu parceiro e aliado, é aliado do governador Joao Doria, sempre esteve do nosso lado, nada mais natural do que se juntar a nós nessa caminhada.

 

Vejo nesse ato um resgate da história do nosso partido, inclusive para além das razões que já mencionei, vejo um resgate do nosso manifesto de fundação.

 

No sonho de nossos fundadores, o Partido da Social-Democracia Brasileira, seria o partido capaz de juntar as forças democráticas ponderadas da república na luta pelo bem comum. Rodrigo é um liberal progressista, um parlamentarista, está afinado com nossos valores e ideais. Sua trajetória e sua experiência político-administrativa vem contribuir em muito para que nosso partido possa se fortalecer ainda mais e continue a promover as mudanças que a população precisa no estado de São Paulo.

 

Seja bem-vindo Rodrigo Garcia, seja bem-vindo ao ninho tucano, seja bem-vindo a Social-Democracia Brasileira.

 

Muito Obrigado!

 

Bruno Covas

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Em pronunciamento, Bruno Reis defendeu que Governo Federal estoure teto de gastos para combater pandemia do coronavírus

Uma notícia estampou as manchetes dos jornais baianos nesta manhã de segunda-feira (15). O atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou em pronunciamento que defende o extrapolamento do teto de gastos do governo federal em prol do combate à pandemia do coronavírus.

“Vão manifestar na frente da casa do presidente, ele que pode mais que os governadores e prefeitos de enfrentar a pandemia, edita MP para permitir pagamento de salário dos trabalhadores, preservar milhares de empregos e negócios, que possa ser feito isso e possa voltar auxílio-emergencial”, comentou Bruno.

Bruno afirmou também que a prefeitura de Salvador é a única do país com auxílio do próprio município. Além disso, ele afirma que a prefeitura não pode sozinha estourar o teto de gastos: “Eu não posso me endividar, o governo federal pode, tem que emitir moeda”, completou.

“Os municípios já ficam com a pior parte. Temos 11 drives funcionando, 92 pontos fixos, vacina express, 300 profissionais contratados, carros alugados para transportar vacinas, seringas, agulhas […] a pior parte já fica com o município, na ponta, com problemas nas costas, diante de todas as dificuldades do Governo Federal”, finalizou o prefeito em coletiva de imprensa feita hoje (15).

Da redação Acontece na Bahia.

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