Dois dias antes de falecer, Bruno Covas escreve emocionante carta para companheiros de partido e critica Governo Federal: “Vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros”

Uma notícia emocionou os internautas nesta manhã de segunda-feira (17). O falecido prefeito de São Paulo, Bruno Covas, escreveu uma emocionante carta a seus correligionários do PSDB, partido ao qual era filiado.

Em seu leito de morte, Bruno aproveitou para comentar sobre a “tragédia sem precedentes” em razão da pandemia do coronavírus e teceu criticas ao governo federal que “vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros”.

“A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas”, continuou.

O então prefeito faleceu na manhã de ontem, aos 41 anos, devido a um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado.

Leia a carta na íntegra

Minhas companheiras e meus companheiros,

 

Espero que estejam bem e protegidos.

 

Gostaria de em primeiro lugar agradecer a todo carinho, a todas as orações e energia positiva que vocês têm me enviado. Lamento não conseguir responder a tantas mensagens, sintam-se todos abraçados. O apoio e o suporte de vocês têm sido decisivos no meu tratamento. Venho seguindo à risca as orientações da minha equipe médica e, de cabeça erguida, enfrentado os desafios que a vida me impõe. A luta é dura e árdua, mas não esmoreço e sigo em frente.

 

Esses últimos meses têm sido muito desafiadores para todos nós. A pandemia da Covid-19 tem cobrado um preço caro dos brasileiros e vamos caminhando para contabilizar 430 mil mortos. Uma tragédia sem precedentes que já deixa e vai deixar muitas marcas na nossa história. As consequências são catastróficas: vidas interrompidas, famílias em sofrimento, negócios em dificuldade, desemprego, pobreza e, lamentavelmente, a fome. Faço esse preâmbulo pois é exatamente sobre o que se trata o dia de hoje: política. A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas.

 

Tucanas e tucanos podem se orgulhar de todo o esforço que nossos governos, no estado de São Paulo e nos municípios, incluindo a nossa Capital, têm feito para enfrentar a pandemia. Das vacinas em produção e desenvolvimento pelo Instituto Butantan, à expansão vertiginosa da infraestrutura hospitalar, o fortalecimento do SUS em nosso estado é uma realidade.

 

Em contraposição ao governo federal, que vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros ao longo da pandemia, o PSDB de São Paulo e seus aliados vêm demonstrando na prática aquilo que é sua vocação: responsabilidade pública, colocar a população, sobretudo a mais pobre, em primeiro lugar, cuidar de gente, fazer um trabalho técnico e baseado em evidências e na ciência, tomar atitudes difíceis e enfrentar as adversidades sempre com respeito, dignidade e defendendo a democracia.

 

Somos um partido forte, sólido, com muitos serviços prestados ao nosso país e ao nosso estado. Somos um partido de quadros competentes e que colocam o compromisso público em primeiro lugar.

 

É nesse contexto que quero ressaltar a importância dessa cerimônia de hoje. O momento do Brasil demanda de todos nós espírito público, unidade, agregação, somar e não dividir, não deixar nenhum interesse pessoal sobrepujar o interesse coletivo. Receber em nossos quadros o vice-governador Rodrigo Garcia sinaliza exatamente isso. Ele tem sido incansável na defesa do interesse público. Tenho por ele muito apreço e consideração. Foi decisivo na nossa vitória na eleição passada aqui na Capital e tem sido aliado histórico dos tucanos. Foi aliado do meu avô, foi aliado de Geraldo Alckmin, foi aliado de Serra, meu parceiro e aliado, é aliado do governador Joao Doria, sempre esteve do nosso lado, nada mais natural do que se juntar a nós nessa caminhada.

 

Vejo nesse ato um resgate da história do nosso partido, inclusive para além das razões que já mencionei, vejo um resgate do nosso manifesto de fundação.

 

No sonho de nossos fundadores, o Partido da Social-Democracia Brasileira, seria o partido capaz de juntar as forças democráticas ponderadas da república na luta pelo bem comum. Rodrigo é um liberal progressista, um parlamentarista, está afinado com nossos valores e ideais. Sua trajetória e sua experiência político-administrativa vem contribuir em muito para que nosso partido possa se fortalecer ainda mais e continue a promover as mudanças que a população precisa no estado de São Paulo.

 

Seja bem-vindo Rodrigo Garcia, seja bem-vindo ao ninho tucano, seja bem-vindo a Social-Democracia Brasileira.

 

Muito Obrigado!

 

Bruno Covas

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Em pronunciamento, Bruno Reis defendeu que Governo Federal estoure teto de gastos para combater pandemia do coronavírus

Uma notícia estampou as manchetes dos jornais baianos nesta manhã de segunda-feira (15). O atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou em pronunciamento que defende o extrapolamento do teto de gastos do governo federal em prol do combate à pandemia do coronavírus.

“Vão manifestar na frente da casa do presidente, ele que pode mais que os governadores e prefeitos de enfrentar a pandemia, edita MP para permitir pagamento de salário dos trabalhadores, preservar milhares de empregos e negócios, que possa ser feito isso e possa voltar auxílio-emergencial”, comentou Bruno.

Bruno afirmou também que a prefeitura de Salvador é a única do país com auxílio do próprio município. Além disso, ele afirma que a prefeitura não pode sozinha estourar o teto de gastos: “Eu não posso me endividar, o governo federal pode, tem que emitir moeda”, completou.

“Os municípios já ficam com a pior parte. Temos 11 drives funcionando, 92 pontos fixos, vacina express, 300 profissionais contratados, carros alugados para transportar vacinas, seringas, agulhas […] a pior parte já fica com o município, na ponta, com problemas nas costas, diante de todas as dificuldades do Governo Federal”, finalizou o prefeito em coletiva de imprensa feita hoje (15).

Da redação Acontece na Bahia.

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Temendo paralisação da vacinação, Governo Federal manda carta suplicando ajuda ao Governo Chinês: “Para que nossos parceiros chineses tenham um olhar amigo, humano, solidário e nos ajudem a superar a pandemia”

Uma notícia surpreendente chamou a atenção dos internautas nesta manhã de quarta-feira (10). O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, escreveu uma carta ao embaixador da China afirmando que o país corria risco de sofrer com a falta de doses da vacina e ter que interromper a vacinação.

No texto, o governo do presidente Bolsonaro pede para a “averiguar” se a farmacêutica Sinopharm tem a disponibilidade de 30 milhões de doses afim de abastecer o Brasil com as vacinas. A vacina que tem o nome BBIBP-CorV não estava nas atas oficiais do Ministério da Saúde para sondagem ou negociação.

De acordo com o site Metro 1, a carta teve como destinatário o embaixador chinês Yang Wanming e foi assinada pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

No texto, o secretário comenta sobre o impacto da variante P.1, e defende a vacinação como o principal método para combater o coronavírus e pede ajuda para o fornecimento de doses.

“A campanha nacional de imunização, contudo, corre risco de ser interrompida por falta de doses, dada a escassez da oferta internacional. Por conta disso, o Ministério da Saúde vem buscando estabelecer contato com novos fornecedores, em especial a Sinopharm, cuja vacina é de comprovada eficácia contra a Covid-19”, afirma, Élcio Franco.

Na continuação do texto, o secretário faz um pedido em tom de súplica por ajuda ao governo chines: “Eu me dirijo ao governo chinês nesse momento de grande angústia para nós, brasileiros, para que nossos parceiros chineses tenham um olhar amigo, humano, solidário e nos ajudem a superar a pandemia, oferecendo os insumos, as vacinas, todo o apoio que este grande parceiro da China precisa neste grave momento”, diz o texto.

Da redação Acontece na Bahia.

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Após negociação, Governo Federal confirma a compra de 14 milhões de doses da vacina Pfizer até junho

Uma boa notícia circulou nas redes nesta manhã de segunda-feira (8). Após negociações, o Governo Federal acertou hoje (8) a antecipação de 5 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, totalizando 14 milhões de unidades compradas no primeiro semestre.

De acordo com O assessor especial do Ministério da Saúde Airton Soligo, o volume total de 99 milhões de doses se mantém em 2021, porém, haverá uma antecipação na entrega.

“Tínhamos uma previsão da Pfizer de 99 milhões de vacinas esse ano. O que prevê o contrato: 2 milhões em maio, 7 milhões em junho e 10 milhões até o início do último trimestre. O que presidente da Pfizer garantiu ao presidente Bolsonaro hoje: a antecipação de 5 milhões do segundo semestre para maio e junho”, afirmou Soligo em entrevista no Palácio do Planalto.

“Ou seja, dos 9 milhões que nós tínhamos previsto, se incorporarão mais 5 milhões de doses, passando para 14 milhões”.

Em reunião com CEO da Pfizer, Albert Bourla, o governo federal confirmou a antecipação após a empresa ter afirmado o aumento da produção diária de 1,5 milhões de doses para 5 milhões.

O ministro da Economia Paulo Guedes comemorou o acordo e comentou: “Nossa grande luta, grande guerra, como economia e saúde andam juntas, é antecipar a vacinação em massa. Então, todo o esforço é para antecipar”

Além dele, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do advogado-geral da União (AGU), José Levi Mello, compareceram à conferência da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto; e do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Da redação Acontece na Bahia.

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