Mulher que deu à luz ainda intubada se recupera e irá passar o Dia das Mães em casa e curada: “eu venci. Vou passar o dia das mães com ela”

Uma notícia emocionante tem causado comoção entre os internautas nesta sexta-feira (7). Isso, porque uma mulher que deu à luz ainda intubada em decorrência da Covid-19, se recupera e vai passar o dia das mães em casa e com sua filha.

Rafaela dos Santos, precisou realizar uma cesariana enquanto estava intubada durante o tratamento contra Covid-19, em Campina Grande, na Paraíba, devido a complicações enfrentadas por ela e a bebê. Rafaela só conheceu a filha pouco mais de um mês depois do parto, mas, neste domingo (9), a comemoração do Dia das Mães vai ser com as duas curadas e em casa.

Rafaela relatou que os primeiros sintomas da Covid-19 foram dor de cabeça, febre e dores no corpo. Ela chegou a realizar testes do coronavírus, mas deram negativo. Mas, após uma tomografia que mostrava que ela estava com mais de 50 % do pulmão comprometido, o vírus foi detectado.

Pouco tempo depois, Rafaela foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e intubada. Foram administrados pela equipe medicas, medicamentos que ajudariam caso acontecesse um parto prematura.

Após completar sete meses de gestação, ainda intubada, a equipe médica optou por realizar uma cesariana. Como estava anestesiada devido à intubação, ela nem sentiu e nem sabia que a filha estava nascendo.

De acordo com a Medica obstetra que acompanhava o caso de Rafaela, Melania Amorim, a decisão de interrupção foi médica. “A paciente estava sedada, sob efeitos de medicamentos e intubada e a gente indicou interromper a gravidez. Foi informado à família e realizado o parto”, afirmou a médica.

Logo após o nascimento, a bebê Sofia Vitória, também precisou ficar um mês intubada. O encontro entre mãe e filha aconteceu após mais de 30 dias, pois Rafaela desenvolveu uma pneumonia e precisou voltar para UTI e ser intubada novamente. Sofia Vitória completou três meses nesta sexta-feira (7) e se recuperou bem.

“Fiquei muito feliz e emocionada de Deus ter me dado a vitória. Eu me lembro de quando eu estava intubada ouvia os médicos pedindo: ‘Rafaela, reaja, você é forte!’ E eu venci. Vou passar o dia das mães com ela, o meu milagre”.

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Da redação do Acontece na Bahia

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Mulher engravida de segundo filho enquanto estava grávida do primeiro; O caso é considerado raro pelos cientistas

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste domingo (11). Em uma consulta de rotina, Rebecca Roberts, 39 anos e inglesa, descobriu que estava grávida. Seria uma situação comum se não fosse descoberto um outro bebê menos desenvolvido encontrado pelos médicos na 3ª semana de gestação. “O ultrassonografista olhou para mim e disse, ‘você sabe que está esperando gêmeos?’”, falou.

Rebecca foi diagnosticada com um tipo raro de gravidez chamado de superfetação, situação bastante rara de acontecer em que uma mulher já em gestação concebe novamente. O obstetra de Rebecca, David Walker, confirmou que é uma gestação tão rara de ocorrer que ele nunca tinha visto um caso daqueles em 25 anos exercendo a medicina.

Ficamos preocupados porque o segundo gêmeo era muito menor. Foi apenas escaneando regularmente e vendo que a taxa de crescimento estava consistentemente três semanas atrasada que percebemos que era superfetação”, comentou.

De acordo com relatório  publicado no Jornal Europeu de Obstetrícia, Ginecologia e Biologia Reprodutiva, é mera especulação quantificar os casos de superfetação existentes no mundo, contudo se estima que até 2008 menos de 10 gestações foram registradas.

Conceber outra gravidez é algo praticamente impossível de acontecer em uma situação de gravidez normal por conta de alterações hormonais e físicas verificadas no corpo da mulher o que fugiu a normalidade no caso de Rebecca. “Em vez de parar a ovulação, ela liberou outro óvulo cerca de três ou quatro semanas após o primeiro, e o óvulo de alguma forma milagrosamente conseguiu fertilizar e se implantar em seu útero”, disse o médico.

Rebecca fazia uso na ocasião de um medicamento que estimulava a ovulação, porém o médico disse não acreditar numa possível relação do uso do remédio com o caso de seperfetação. Destacou ainda que o percentual de crescimento dos bebês estava dentro da normalidade apesar de uma insegurança natural acerca de como se desenrolaria a gestação de Rebecca.

Rebecca e seu parceiro, Rhys Weaver, de 43 anos, perceberam que aquele tipo de gestação era algo que as pessoas não acreditavam muito devido a sua raridade. Destacaram, contudo, que a situação ficou natural com o passar do tempo.

O casal foi alertado sobre a possibilidade do bebê mais novo não sobreviver a gestação. O cordão umbilical do bebê mais novo não estava funcionando perfeitamente e o parto precisou ser antecipado. No dia 17 de setembro de 2020, por meio de uma cesariana, os dois bebês nasceram. Logo depois do nascimento, tanto Noah, mais velho, quanto Rosalie, necessitaram de atendimento neonatal.

Rebecca destacou que durante essa fase de pandemia tem sido complicado cuidar dos bebês, mas admitiu ser recompensador ver de perto o crescimento dos filhos apesar da luta com os afazeres de casa.

Os filhos de Rebecca, Noah e Rosalie, mantém um perfil no Instagram voltado para a fase de crescimento deles. Na página há o registro da existência de 14 casos de superfetação no mundo. “Milagres podem acontecer, e meus filhos são a prova disso”, concluiu Rebecca.

Da redação do Acontece na Bahia

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