PF apreende 1,3 toneladas de cocaína em avião executivo no aeroporto de Fortaleza; o destino seria a Bélgica

Uma notícia é destaque nas principais manchetes nesta quarta-feira (4). A Polícia Federal (PF), apreendeu na manhã desta quarta-feira, 1,304 toneladas de cocaína, em um avião executivo que estava no aeroporto de Fortaleza, Ceará.

O destino da aeronave seria Bruxelas, na Bélgica. A PF prendeu a tripulação do avião, que era composta por um passageiro espanhol e quatro turcos, e encaminhou à delegacia para ser interrogada.

“A apreensão decorre de investigação da PF. A droga foi flagrada em malas, em uma aeronave executiva de nacionalidade turca. O avião decolou de Ribeirão Preto (SP) e tinha como destino Bruxelas, na Bélgica”, explicou a Polícia Federal.

A cocaína apreendida estava escondida em 24 malas que pertenciam a um passageiro espanhol. De acordo com PF, havia 50 tabletes de droga em cada mala, com um total de 1,2 mil tabletes de cocaína. A Polícia Federal apreendeu a aeronave, celulares e documentos dos acusados. A corporação iniciou o trabalho de investigação e perícia dos materiais apreendidos.

Da redação do Acontece na Bahia

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Categoria(s): Destaque, Nacional.

Padre de 82 anos é inserido em programa de proteção a defensores de Direitos Humanos após ataques de bolsonaristas em Fortaleza

Uma notícia tem circulado nas redes sociais neste domingo (18). Após ser hostilizado por apoiadores do presidente Bolsonaro durante a realização de missa na Paróquia Nossa Senhora da Paz, e receber ameaças por meio das redes sociais, o padre Lino Allegri, de 82 anos, deve ingressar no Programa Estadual de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (PPDDH).

A Paróquia onde a missa estava sendo realizada fica localizada no bairro Aldeota, em Fortaleza, e as ofensas contra o padre ocorreram no último dia (11) de julho. A medida tomada pelo estado, tem como objetivo garantir proteção às pessoas que defendem os direitos humanos e estão em situação de risco a continuidade do trabalho ou ameaça iminente e precisam de proteção do estado.

De acordo com o padre Lino, as ameaças contra ele são corriqueiras e têm acontecido principalmente por mensagens colocadas nos perfis das redes sociais da igreja e também por meio do WattsApp.”Espero que isso possa ajudar nessa proteção diante das ameaças que nós [da Paróquia Nossa Senhora da Paz] estamos recebendo. Elas são concretas”, contou o padre nesse sábado (17).

Está acompanhando o caso de perto a defensora-geral da DPCE, Elizabeth Chagas, e disse que o secretário de Segurança, Sandro Canon,está tomando as medidas necessárias para garantir a proteção do religioso.”Continuamos fazendo esse diálogo para que não haja nenhuma morte e nenhuma ofensa aos direitos humanos e à liberdade religiosa”, disse.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), todas as ações necessárias para a proteção do padre estão sendo tomadas e a Polícia Civil do Estado do Ceará está investigando o caso.”Já a Polícia Militar do Ceará (PMCE) reforçou, desde o último domingo (11), o policiamento na região onde está situada a paróquia, especialmente nos horários de missa”, contou. 

O padre disse que é acusado de misturar religião e política, além de fazer comentários com relação a atuação do governo federal no combate a pandemia de Covid 19.“São acusações infundadas. Não estou fazendo política dentro da minha pregação. O que estou fazendo é tentar contextualizar a Palavra de Deus do Evangelho com a vida que nós estamos vivendo”, disse o padre.

Da redação do Acontece na Bahia

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Categoria(s): Destaque, Regional.

Aos 58 anos, mãe é morta no lugar do filho após sítio ser invadido

Uma notícia repercutiu nas redes sociais neste domingo (27). Um crime bárbaro aconteceu na noite desse sábado (26), em Caucaia, Fortaleza, envolvendo uma mulher de 58 anos que foi morta à facada. Os criminosos, no entanto, procuravam o filho da mulher.

De acordo com informações de policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar que estiveram no local, há o relato que pelo menos três homens estiveram no sítio onde a vítima residia, na região de Urucutuba, e procuravam pelo filho dela. Mas não é só isso…

Os acusados não localizaram a pessoa que procuravam e resolveram matar a mãe. A vítima foi golpeada por faca na região da cabeça e pescoço e veio a óbito ainda no local. Segundo informações da polícia, a pessoa que estava sendo procurada pelos três homens tem envolvimento com o crime e possivelmente tinha dívidas com o tráfico de entorpecentes.

O crime está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa da Polícia Civil do Estado (DHPP), que procura saber quantas pessoas estão relacionadas com este crime.

Da redação do Acontece na Bahia

Foto:Rafaela Duarte/SVM

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Categoria(s): Destaque, Regional.

Polícia investiga mãe de Alana por favorecimento de prostituição ao agenciar encontros da filha

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) encontrou indícios de que a mãe de Alana Beatriz Nascimento de Oliveira praticou o crime de favorecimento da prostituição, por agenciar encontros amorosos da própria filha. A jovem foi morta com um tiro na testa, em Fortaleza, e o empresário David Brito de Farias é réu pelo crime de homicídio por dolo eventual (quando se assume o risco de causar a morte), apesar de alegar que o disparo foi acidental.

A suspeita sobre a mãe de Alana foi levantada após a extração de dados do aparelho celular da jovem, realizada pela 10ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O delegado da Especializada enviou as informações para o 15º DP (Cidade 2000), para investigar o caso.

O crime de “favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual” é previsto no artigo 228 do Código Penal Brasileiro (CPB). Se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância, a pena é de reclusão de 3 a 8 anos, segundo o Código.

Segundo ofício enviado pelo DHPP, a mãe de Alana “‘administrava’ e ‘agenciava’ (conversando com possíveis clientes) a carreira de acompanhante sexual de sua filha”. A Delegacia Especializada enviou para a Distrital também informações sobre o Inquérito que apura a morte da jovem, a extração dos dados do celular da mesma e o depoimento da mãe.

Na extração dos dados, os investigadores encontraram prints que a mãe enviava a Alana, por um aplicativo de mensagens, como se quisesse atualizar a filha sobre os clientes, segundo relatório do DHPP, obtido pelo Diário do Nordeste.

A Polícia Civil do Ceará confirmou, em nota, que apura os fatos. “Mais detalhes não serão repassados para resguardar o sigilo das investigações em andamento”, completa a Instituição.

AMIGO CONVIDOU ALANA PARA IR À CASA DO EMPRESÁRIO

O DHPP também encontrou conversas, no celular da Alana Beatriz, que mostram que ela foi à casa do empresário David Brito para assistir a uma live de show de forró a convite de um amigo, que é funcionário do curso de idiomas o qual David é sócio-proprietário. O convite surgiu por volta de 19h do dia 20 de março deste ano, no dia anterior à morte de Alana.

O homem enviou uma foto da piscina da residência, e Alana se interessou pelo convite. Ela pergunta o endereço e se pode levar uma amiga, e o funcionário do curso de idiomas responde que sim e passa o endereço do imóvel, localizado no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza.

Ao convidar a amiga, Alana contou que não conhecia ninguém que estava na casa além do amigo que trabalha no curso de idiomas. Essa afirmação corrobora a versão da defesa de David de que ele não conhecia Alana antes; e afasta a tese da família da jovem de que eles já se conheciam do curso de idiomas.

Tanto o advogado da família de Alana Beatriz, Daniel Queiroz, como a defesa de David Brito, representada pelo advogado Leandro Vasques, preferiram não comentar as informações levantadas pela extração de dados do DHPP.

EMPRESÁRIO É RÉU POR HOMICÍDIO POR DOLO EVENTUAL

A Justiça Estadual recebeu a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra David Brito de Farias por homicídio por dolo eventual (quando se assume o risco de causar a morte), que vitimou Alana Beatriz Nascimento de Oliveira, no dia 26 de abril último. Com isso, o empresário virou réu pelo crime. Entretanto, o juiz não analisou o pedido de prisão preventiva para o acusado, feio também pelo MPCE.

Alana Oliveira morreu após ser baleada dentro da residência do empresário David Brito, localizada no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza, no dia 21 de março de 2021.

Imagens de uma câmera instalada na mesma Rua, obtida com exclusividade pelo Diário do Nordeste, mostram uma intensa movimentação no imóvel, nos minutos seguintes.

Os advogados da família da vítima, Daniel Queiroz de Souza e Raymundo Nonato da Silva Filho, sustentaram, durante a investigação, que não havia indícios de tiro acidental. Outro ponto rebatido pela família da estudante, acerca da tese apresentada por David, é a informação de que o empresário não conhecia Alana. Segundo familiares, a jovem era ex-estudante do curso de idiomas o qual David é sócio- proprietário.

Já o advogado de defesa de David, Leandro Vasques, afirma que a morte de Alana se tratou de uma fatalidade, após um tiro acidental: “O tribunal midiático apressa um veredicto ao investigado, artificializa um pseudo clamor público que não existe e que difere da mera repercussão de um crime, inflama o cenário, mas confiamos na serenidade da autoridade judicial que preside o processo e confiamos que não se contagiará pelo palco armado nas redes sociais. Está claro como a luz solar que estamos diante de um acidente com a arma. O investigado não possuía razões para ceifar a vida da jovem Alana. Foi uma lamentável fatalidade”.

 

Textos e informações do portal Diário do Nordeste

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