Justiça decide que Flordelis e mais nove devem ir a júri popular pela morte do pastor Anderson

Nesta terça-feira (4), a juíza do 3º Tribunal do Júri de Niterói, Nearis Arce, decidiu mandar a deputada federal Flordelis dos Santos Souza e mais nove acusados a júri popular pela morte do pastor Anderson do Carmo, com 30 tiros, em junho de 2019. O ministério Público chegou a pedir, ainda, que os filhos não biológicos da parlamentar, Francisco da Silva e Lucas Cezar dos Santos de Souza, não fossem julgados, mas a magistrada entendeu que só o Lucas não deve ir a júri popular.

A deputada foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e organização criminosa majorada. Entretanto, sua prisão não foi pedida à justiça, porque a pastora possui imunidade parlamentar. Como deputada, ela só pode ser presa em flagrante por crime inafiançável.

Um dos depoimentos mais importantes é de Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica da deputada. Em janeiro, ela confessou ter jogado os celulares da mãe, do irmão Flávio e do pastor Anderson no mar após o crime. Revelações sobre casos extraconjugais, uso de remédio na comida para dopar Anderson e ódio entre os familiares marcam o processo.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Flordelis poderá pagar R$ 800 mil de indenização por danos morais a família do pastor Anderson

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (5). A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante da morte do pastor Anderson, poderá pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 800 mil para o pai, a irmã e a tia do pastor Anderson do Carmo.

Os familiares do religioso entraram com uma ação na Justiça do Rio pedindo reparação. Os advogados da família emitiram uma nota afirmando que o valor seria dividido entre os três familiares: R$ 500 mil para o pai, Jorge de Souza; R$ 200 mil para a irmã, Claudia Souza; e R$ 100 mil para a tia, Nádia Henrique.

Também foi pedido pelos parentes que fosse feito o bloqueio dos bens de Flordelis e de 30% do seu salário como deputada. A juíza Daniela Rodrigues Alves, da 1ª Vara Cível da Regional da Região Oceânica, indeferiu este pedido. Mas não é só isso…

A decisão da juíza foi baseada no fato de que existem provas que ainda precisam ser analisadas e portanto não se pode fazer o bloqueio de bens nessa situação. Foi fixado um prazo de quinze dias para que Flordelis apresente defesa para este caso.
Flordelis é acusada de ter arquitetado o assassinato do pastor Anderson do Carmo que aconteceu em junho de 2019.

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Filho da deputada Flordelis afirma que ela queria que ele assumisse a autoria da morte do pastor Anderson

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta segunda-feira (19). Lucas César dos Santos de Souza, filho afetivo da deputada Flordelis, disse que foi persuadido por ela a assumir a autoria da morte do pastor Anderson.

“Isso veio em uma carta através dos advogados do Flávio. Cheguei no presídio dias depois dele. Ficamos na mesma cela. Minha mãe mandava cartas com frequência para mim. Em uma delas, ela pediu para eu assumir a autoria do crime. Do contrário, ela e o Flávio poderiam ser prejudicados. Ela pediu para eu fazer isso, falando que não iria me abandonar e me daria toda a assistência. Inclusive a carta tinha a assinatura dela”, destacou Lucas.

Lucas comenta neste momento a respeito de Flávio dos Santos Rodrigues, que é filho biológico da deputada e de acordo com informações da polícia teve participação ativa na morte do pastor.

Em depoimento prestado ao Conselho de Ética e Decoro da Câmara dos Deputados, em Brasília, o filho de Flordelis fez esta afirmação. Lucas que está detido no Presídio Tiago Teles, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, prestou depoimento de forma remota. Informou ainda que Flávio havia rasgado a carta dentro do presídio.

De acordo com Lucas, Marzy Teixeira da Silva, outra filha afetiva de Flordelis, teria planejado o crime, o que segundo Lucas também foi articulado por Flordelis.

“Quem entrou em contato comigo pela primeira vez foi a Marzy, em janeiro de 2019. Ela me ofereceu um dinheiro. Falou que o Anderson estava atrapalhando a vida dela, atrapalhando a vida da minha mãe e que ninguém na casa estava suportando mais ele e perguntou se eu não dava um fim nele. Na época, eu estava no tráfico de drogas. Ela me ofereceu o valor de R$ 10 mil e alguns relógios para eu dar um fim nele. E me mandou uns prints (cópias) de conversas dela com a minha mãe”, comentou.

Lucas afirmou que em um print a deputada pede que a filha Marzy Teixeira o oriente a cometer o assassinato.”Em um dos prints que a Marzy e mandou, ela (Flordelis) pede para que a Marzy me convença a fazer isso. Para eu simular um assalto e matar ele. Que ela não estava mais suportando ele, que ele estava atrapalhando ela”, comentou Lucas enfatizando que nunca foi persuadido pessoalmente por Flordelis.

Lucas disse ainda que Marzy não possuia nenhum trabalho que possibilitasse honrar com o acerto. Informou em depoimento que facilitou a compra da arma usada no crime que segundo ele custou R$ 8,5 mil pagos por Flávio.

“Ele me disse que algumas pessoas estavam ameaçando ele e perguntou se eu conhecia alguém que poderia vender uma arma. Falei que sim, que conhecia alguém. Mas ele também não tinha condições financeiras para comprar a arma, já que trabalhava como motorista de aplicativo aqui no Rio”.

Segundo Lucas o dinheiro para a compra da arma de fogo usada para cometer o crime veio de Flordelis.”Se ela tivesse interferido para que o crime não tivesse acontecido, com certeza o Anderson estaria vivo até hoje”, comentou Lucas.

Da redação do Acontece na Bahia

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“Quem me colocou na política foi Deus, Deus vai trabalhar em Brasília”, dispara Flordelis após possível cassação

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta segunda-feira (5). A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD), declarou em entrevista à Folha de S.Paulo que não abandonará a carreira política e deseja se reeleger. “Quem me colocou na política foi Deus, e eu não vou desistir porque hoje eu  passando por um período difícil”, afirmou a deputada. 

Desde 2020 a deputada federal é ré na justiça do Rio de Janeiro por supostamente ter mandado matar o marido, Anderson do Carmo. Flordelis afirma que pretende continuar na vida política enquanto luta para não ter cassado o seu mandato atual pelo Conselho de Ética da Câmara. O processo em questão pode resultar na expulsão da deputada na Câmara dos Deputados. “Não acredito nesta cassação, sinceramente não acredito. Acredito muito que Deus vai trabalhar em Brasília”, afirmou. 

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encaminhou um pedido de afastamento da deputada Flordelis em fevereiro, porém o Congresso Nacional ainda não julgou o pedido. 

O pastor Anderson do Carmo foi morto com 30 perfurações de tiros em seu corpo na garagem de sua casa. O crime aconteceu em junho de 2019, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, quando voltava de um passeio com Flordelis. 

Da Redação do Acontece na Bahia 

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