Justiça concede liberdade a fazendeiro acusado de ajudar Lázaro Barbosa e o obriga a usar tornozeleira eletrônica

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste sábado (17). Foi solto do presídio no qual estava preso em Águas Lindas de Goiás, nessa sexta-feira (16), o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, 73 anos, acusado de ajudar o fugitivo Lázaro Barbosa em fuga pela mata. Elmi responde na justiça por posse de armas e favorecimento pessoal no caso de Lázaro Barbosa, que foi morto em confronto com a polícia no dia 28 de junho após 20 dias de fuga sendo procurado por ter assassinado uma família em Ceilândia.

Houve a determinação feita pela justiça, como condição para que Elmi tivesse a prisão revogada, a obrigação do uso da tornozeleira eletrônica, além da observância de outras medidas estabelecidas pela justiça, como não sair de casa durante a noite. Elmi foi preso no dia 24 de junho. O caseiro que prestava serviços na propriedade, disse a polícia que Elmi estava ajudando Lázaro com hospedagem e comida. O caseiro chegou a ser preso, porém o processo contra ele deve ser arquivado pela justiça.

Em posse do fazendeiro no momento da prisão, a polícia encontrou duas armas que foram apreendidas. Laudo posterior apontou que ambas não estavam disparando. De acordo com a força-tarefa, Elmi teria proibido os policiais de entrarem em sua propriedade, impedindo os trabalhos de busca ao fugitivo. A defesa do fazendeiro alegou que a prisão não era mais necessária diante da conclusão do inquérito e com o resultado do laudo que aponta que as armas apreendidas não disparavam. A defesa ainda alegou a idade avançada do réu e os problemas de saúde que enfrenta. A justiça acatou as alegações feitas pela defesa do fazendeiro.

Da redação do Acontece na Bahia

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Caseiro revela como fazendeiro teria ajudado a esconder o fugitivo Lázaro Barbosa

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste domingo (27). O caseiro preso pela polícia revelou detalhes de como o fugitivo Lázaro Barbosa, 32 anos, foi ajudado pelo dono da chácara a se esconder das buscas feitas pela força-tarefa, em Cocalzinho de Goiás. Informou ainda que viu o fugitivo diversas vezes na propriedade portando uma espingarda e usando um celular. A defesa do caseiro e do fazendeiro afirma que eles não ofereceram ajuda a Lázaro.

A polícia prendeu os dois acusados nessa quinta-feira (24), mas a justiça libertou o caseiro provisoriamente no dia posterior, após audiência de custódia. Segundo informou o advogado do caseiro, o seu cliente foi levado para outro local com o objetivo de protegê-lo, já que há o temor de que ele seja linchado. Já o advogado do dono da chácara informou que o seu cliente não conhece Lázaro e que o depoimento do caseiro é mentiroso.

O fugitivo Lázaro Barbosa está sendo procurado por uma força-tarefa composta por mais de 270 homens após cometer uma chacina em Ceilândia, DF, onde vitimou quatro pessoas da mesma família. As investigações apontam que o fugitivo tem se escondido na região de mata de Cocalzinho de Goiás e as buscas continuam com o intuito de encontrar o suspeito

O caseiro disse que Lázaro fazia as três refeições diárias na fazenda. Disse ainda em depoimento nessa quinta-feira (24), que notou a falta de leite na geladeira e a presença de copos sujos na pia sendo que o fazendeiro e ele não dormiam no local. O caseiro informou que ouvia o fazendeiro chamar por Lázaro quando estava no horário de almoço e percebeu que estavam sendo preparadas quantidades maiores de comida.

“Vem almoçar Lázaro”, gritava o fazendeiro em direção à mata, de acordo com o caseiro. Informou ainda que o patrão gritava em direção ao mato, antes de saírem:‘‘A porta vai ficar aberta’’, contou o caseiro afirmando que Lázaro estava dormindo na fazenda há pelo menos cinco dias.

De acordo com o caseiro, quando a polícia estava na região Lázaro se escondia em um depósito da chácara. Segundo ele, nesse depósito ficavam uma maquina de cortar grama e outros equipamentos. Quando os policiais chegaram na fazenda e prenderam os dois, Lázaro percebeu a presença dos agentes e se escondeu neste depósito, de acordo com o caseiro. Ainda de acordo com o caseiro, Lázaro estava no local e mandou que ele saísse da fazenda e não avisasse sobre sua presença ali sob ameaça de ser morto.

Segundo o caseiro, Lázaro dormiu na chácara entre os dias 18 e 23 de junho, e afirmou que nem o patrão e nem ele dormiam no local. Disse ainda que o fazendeiro deu ordens para que as portas ficassem destrancadas assim que os dois deixassem o local. Mas não é só isso…

O dono da chácara teria impedido a entrada dos agentes policiais do Comando de Operação de Divisas da Polícia Militar (COD), no dia 23 de junho. De acordo com a defesa do dono da fazenda, a proibição aconteceu por que segundo seu cliente os agentes deixam as portas abertas quando saem das localidades e isso ocasiona a fuga dos animais. Segundo o caseiro que trabalhava no local há 21 dias, houve a determinação do fazendeiro para que não deixasse a polícia entrar.

Em depoimento, um major do COD confirmou que a equipe não foi autorizada a entrar na fazenda e que também foi tratada com desrespeito pelo fazendeiro. O major contou ainda que o caseiro revelou uma relação próxima entre o fazendeiro e a família de Lázaro. O fazendeiro teria ajudado financeiramente a família de Lázaro quando o irmão do fugitivo morreu. A mãe e o tio de Lázaro já trabalharam para o fazendeiro naquela localidade.

Da redação do Acontece na Bahia

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