Autoridades indiciam 2 traficantes no caso da jovem que morreu após explosão de lança-perfume em festa clandestina

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quinta-feira (22). A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou dois traficantes que são acusados da morte da estudante Ana Carolina Gonçalves de Oliveira Negreiros, de 20 anos, que morreu após a explosão de uma caixa cheia de frascos de lança-perfume. A tragédia aconteceu em um baile funk clandestino, realizado na Rocinha, Rio de Janeiro, no dia 30 de maio.

Responderão pelo crime de homicídio culposo (sem a intensão de matar), apologia e causar epidemia, os traficantes John Wallace da Silva Viana, conhecido como Johnny Bravo, e Leandro Pereira da Rocha, o Bambu, que segundo a polícia são chefes do tráfico de drogas na região. A justiça está analisando o pedido de prisão preventiva dos suspeitos.

A jovem Ana Carolina estava presente no baile Moscow, ambiente frequentado por traficantes que ostentavam armas e vendiam drogas aos participantes. Segundo o inquérito policial, as caixas de lança-perfume estariam expostas no momento em houve a explosão. No local, frequentadores faziam aglomerações e não obedeciam a determinação de usar máscaras. Quando o fogo se alastrou houve corre corre e na confusão muitas pessoas caíram e foram pisoteadas. Ana estava próximo da barraca onde o fogo se espalhou.

A jovem ainda chegou a ser encaminhada à UPA da Rocinha pouco antes das 7h, e nas imagens de câmeras de segurança da UPA, é possível ver a jovem em uma cadeira de rodas e desmaiando logo depois. Ana apresentava queimaduras de primeiro e segundo grau em 82% do corpo. Transferida no mesmo dia para o Hospital Municipal Pedro II, Ana veio a óbito dois dias depois em razão dos ferimentos.

“Durante as investigações, ficou provado por provas testemunhais e técnicas, como vídeos publicados em redes sociais, que os bailes funks só acontecem na Rocinha com a anuência e a organização de criminosos do alto escalão do grupo que domina a venda de drogas na comunidade. Essas festas são feitas justamente para atender aos interesses da facção, aumentando seus rendimentos com o comércio de maconha, cocaína, drogas sintéticas e ainda do lança-perfume, que ocasionou a explosão que lesionou e posteriormente matou a Ana Carolina”, contou a delegada Flávia Monteira.

Da redação do Acontece na Bahia

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