Polícia Federal investiga a atriz Núbia Oliiver por suposta participação em rede de prostituição internacional

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta segunda-feira (3). A Polícia Federal (PF), investiga a modelo Núbia Oliiver, 47 anos, por suposta participação em esquema internacional de prostituição onde brasileiras são exploradas sexualmente pelos criminosos. Segundo informações da revista Quem, divulgadas anteriormente pela polícia, o esquema criminoso possui ramificações em 15 países.

De acordo com a PF, Rodrigo Otávio Cotait, líder do esquema criminoso, teria conseguido agenciar Núbia para fazer parte do esquema. Segundo informações, seis integrantes da rede foram presos aqui no Brasil, em Portugal e na Espanha durante a operação Harém BR, deflagrada pela polícia.

As investigações feitas pela PF apontaram que a rede de prostituição mantinha a prática ilegal se disfarçando de agência de modelos. As vítimas do esquema criminoso tinham suas fotos disponibilizadas em sites específicos, classificados pelos agentes como ‘‘ broadcast’’ da prostituição.

Por meio do Instagram o suspeito se aproximava das vítimas se passando por proprietário de determinada marca de cosméticos. As investigações apontaram que muitas garotas nunca tinham se prostituído mas entravam no esquema por dificuldades financeiras.

“É o seguinte, a mulher tem três funções. Primeira, lógico, a mais importante: putaria, evidente. Segunda: ‘ai Rô, não faço, não gosto de putaria’, não tem problema, amor, você tem função ainda: você pode ser útil, me apresente suas amigas. ‘Ai Rô, não tenho amiga’. Não tem problema, você vai ter uma função finalmente: por favor, vassoura e pano de chão tá ali, vamos limpar a casa né?”, falou Cotait.

Existia um tipo de catálogo com imagens de mais de 300 jovens seminuas onde elas eram identificadas por códigos. Rodrigo, líder do esquema enxergava as vítimas como produtos que deveriam ser testados primeiro por ele, atitude apontada pela investigação como critério para aderir ao esquema. De acordo com a PF, Núbia Cássia de Oliveira, ou popularmente conhecida como Núbia Oliiver, fazia uma espécie de contato com o líder da quadrilha. A atriz enviava fotos de outras mulheres nuas para Rodrigo Cotait, agendando programa sexual com uma delas e obtendo em contrapartida uma comissão de R$ 1 mil.

A defesa de Núbia Oliiver, Rodrigo Carneiro Maia Bandieri, disse que não se manifestará em razão do processo estar tramitando em sigilo e por não ter tido acesso ao ‘‘inteiro teor’’. Afirmou que em momento oportuno ‘‘poderemos falar’’, disse.

O advogado de Cotait disse que a prisão preventiva de seu cliente afronta a Constituição Federal e o Código Penal afirmando que confia no Poder Judiciário Brasileiro e que espera a reparação dessa injustiça o mais rápido possível.

As investigações começaram em 2017 quando a PF de Sorocaba monitorou um grupo criminoso após denúncia feita por uma jovem enviada ao Catar, no Oriente Médio Para fazer parte de esquema de prostituição.

Da redação do Acontece na Bahia

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Categoria(s): Nacional.