Padre de 82 anos é inserido em programa de proteção a defensores de Direitos Humanos após ataques de bolsonaristas em Fortaleza

Uma notícia tem circulado nas redes sociais neste domingo (18). Após ser hostilizado por apoiadores do presidente Bolsonaro durante a realização de missa na Paróquia Nossa Senhora da Paz, e receber ameaças por meio das redes sociais, o padre Lino Allegri, de 82 anos, deve ingressar no Programa Estadual de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (PPDDH).

A Paróquia onde a missa estava sendo realizada fica localizada no bairro Aldeota, em Fortaleza, e as ofensas contra o padre ocorreram no último dia (11) de julho. A medida tomada pelo estado, tem como objetivo garantir proteção às pessoas que defendem os direitos humanos e estão em situação de risco a continuidade do trabalho ou ameaça iminente e precisam de proteção do estado.

De acordo com o padre Lino, as ameaças contra ele são corriqueiras e têm acontecido principalmente por mensagens colocadas nos perfis das redes sociais da igreja e também por meio do WattsApp.”Espero que isso possa ajudar nessa proteção diante das ameaças que nós [da Paróquia Nossa Senhora da Paz] estamos recebendo. Elas são concretas”, contou o padre nesse sábado (17).

Está acompanhando o caso de perto a defensora-geral da DPCE, Elizabeth Chagas, e disse que o secretário de Segurança, Sandro Canon,está tomando as medidas necessárias para garantir a proteção do religioso.”Continuamos fazendo esse diálogo para que não haja nenhuma morte e nenhuma ofensa aos direitos humanos e à liberdade religiosa”, disse.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), todas as ações necessárias para a proteção do padre estão sendo tomadas e a Polícia Civil do Estado do Ceará está investigando o caso.”Já a Polícia Militar do Ceará (PMCE) reforçou, desde o último domingo (11), o policiamento na região onde está situada a paróquia, especialmente nos horários de missa”, contou. 

O padre disse que é acusado de misturar religião e política, além de fazer comentários com relação a atuação do governo federal no combate a pandemia de Covid 19.“São acusações infundadas. Não estou fazendo política dentro da minha pregação. O que estou fazendo é tentar contextualizar a Palavra de Deus do Evangelho com a vida que nós estamos vivendo”, disse o padre.

Da redação do Acontece na Bahia

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Conselheira tutelar grávida morre aos 4 meses de gestação: “Esperava seu primeiro filho”

Uma triste notícia vem sendo destaque nas redes sociais nesta terça-feira (6). Irailma Ribeiro Lima Passos,36 anos, morreu nesta terça-feira por complicações relacionadas a covid 19. Irailma que estava grávida de quatro meses e esperava o seu primeiro filho, trabalhava como conselheira tutelar em Taguatinga. 

Irailma que estava em seu primeiro mandato como conselheira tutelar, desenvolveu os primeiros sintomas da covid 19 no dia 22 de fevereiro e no dia 2 de março precisou da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Santa Maria, onde esteve por longos 35 dias, segundo informações de amigos próximos. 

De acordo com relatos de colegas de trabalho, a conselheira era uma pessoa simples que desempenhava muito bem sua função. Irailma era também pastora evangélica e transpirava alegria com a vinda do primeiro filho que também não resistiu. 

Está marcado para 12h desta quarta-feira (7) o velório da conselheira tutelar que será realizado na capela 3 do Cemitério de Taguatinga com o sepultamento a ser realizado às 14h30. 

O Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares por meio de nota lamentou o ocorrido e disse que a conselheira defendia os direitos humanos de crianças e adolescentes. “Que Deus possa confortar família e amigos nesse momento difícil”, concluiu a nota. 

Da redação do Acontece na Bahia 

 

 

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